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sexta-feira, agosto 29, 2025

Coluna Zona Franca

Reviravolta

O governador de Rondônia, Marcos Rocha (União Brasil-UPr), acaba de dar um xeque-mate e se catapultar para o Senado Federal. Ontem, enquanto alguns já dormiam, ele estava em Brasília fechando o caixão do ex-chefe da Casa Civil, Júnior Gonçalves. Ele recebeu do presidente do União Brasil-UPr, Antônio Rueda, a presidência estadual das siglas. Caberá à Marcos Rocha ditar quem será candidato nas eleições de 2026.

Reviravolta 2

“Assumir a presidência da Federação União Progressista e do União Brasil em Rondônia é mais uma responsabilidade que recebo com humildade e fé. Não buscamos cargos, buscamos servir, e é Deus quem nos dá a missão de cuidar do nosso povo.
Seguiremos firmes, trabalhando para que Rondônia continue crescendo e se consolidando como referência em desenvolvimento, educação, saúde e oportunidades para todos”,   disse Marcos Rocha.

Reviravolta 3

É claro e evidente que o maior afetado com essa reviravolta será o vice-governador Sérgio Gonçalves (União Brasil-UPr), que há exatos de 10 dias recebeu do mesmo Antônio Rueda a indicação de que seria candidato ao governo de Rondônia da sigla. Pelo andar da carruagem, não vai. Pelas pesquisas, SG está nos últimos lugares, empatando com Samuel Costa (Rede). E, por outro lado, Fernando Máximo (União Brasil-UPr), está em primeiro lugar em todas. Restará ao vice-governador mudar de partido para ser candidato à reeleição ou aceitar ser Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado.

Reviravolta 4

As tratativas para Fernando Máximo ir para o PL ou Podemos estavam adiantadas até ontem. Hoje, tudo poderá mudar com a ascensão de Marcos Rocha à presidência do União Brasil-UPr. O que deverá acontecer é que o União Brasil-UPr e o Podemos caminharão juntinhos, com dois candidatos ao Senado Federal, Marcos Rocha e Silvia Cristina. Nesse caso não haveria espaço para Marcos Rogério (PL).

Reviravolta 5

Se configurada a chapa acima, a possibilidade do PL de Marcos Rogério fechar com o PSDB de Hildon Chaves e o Republicanos de Mariana Carvalho é grande. Sairiam daí um candidato ao governo (Chaves) e dois ao Senado (Rogério e Mariana). Nesse cenário Maurício Carvalho (União Brasil-UPr) teria que mudar pro ninho tucano.

Setoriais do MDB ressurgem com força total em Rondônia

A liderança do senador Confúcio Moura à frente do Diretório Estadual do Movimento Democrático Brasileiro – MDB de Rondônia já diz a que veio. A revitalização da Fundação Ulysses Guimarães – FUG-RO já é uma realidade. A instituição já promoveu debates importantes para a sociedade do estado – com isso, o partido protagoniza, com conteúdo, a cena política no estado.

Setoriais do MDB ressurgem com força total em Rondônia 2

Pode ser uma imagem de texto que diz "MOB RONDÓNIA MDB ulher 1 ENCONTRO DAS BORBOLETAS DA MULHER A NO MERCADO IMPORTÂNCIA DE TRABALHO"Agora, o MDB Mulher, sob a coordenação de Vilma Alves, inicia a sua agenda de atividades, na busca de potencializar o espaço das mulheres rondonienses junto à sociedade. Para isso, o MDB Mulher realiza hoje, 29, às 18h30, na sede estadual do MDB, na Rua Elias Gorayeb, 3.298 – Liberdade, o 1º Encontro das Borboletas, com a pauta “A Importância da Mulher no Mercado de Trabalho”.

Setoriais do MDB ressurgem com força total em Rondônia 3

Segundo Confúcio Moura, o partido “é feito de gente, com gente e para gente. Logo, é algo vivo, dinâmico. Cheio de complexidades, como as pessoas são, mas se não for assim, não é partido, é coisa. Não somos coisa, somos partido”, afirma. Segundo ele, a partir de setembro, os setoriais MDB Afro e Juventude MDB entrarão em campo com suas propostas. “Permeamos a vida social e política de Rondônia o tempo todo e não apenas nos períodos eleitorais. O MDB acredita que, assim, ajuda a construir sociedade e política melhores”, conclui Confúcio Moura.

Farinha Lima

Doravante, após grande descoberta da justiça brasileira, mais de 50 bilhões de reais envolvidos, é de bom senso andar armado ou com segurança na Faria Lima, agora conhecida como Farinha Lima. O crime organizado mudou dos morros para o maior centro financeiro do Brasil, o endereço mais caro da cidade de São Paulo, onde grifes, joalherias e revendas de Land Rover fazem a alegria de bilionários. Quem diria, hein? A Farinha Lima escolheu o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) como seu candidato à presidência da República.

Fintechs

Quem não garante que o punguista Pablo Farçal não está envolvido? É bem possível que esteja. É a cara dele. E outra, as fintechs são utilizadas por golpistas comuns, aqueles que roubam aposentadorias do INSS e aplicam golpes pela Internet. Esse articulista que vos escreve caiu recentemente num golpe. Ao pagar uma compra o pix caiu numa dessas fintechs e sumiu.

Lula e Tarcísio

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez questão de puxar para o governo federal os créditos da investigação que desaguou na megaoperação batizada de “Carbono Oculto”, que ligou o PCC à Faria Lima em um esquema bilionário de lavagem de dinheiro e fraudes no setor de combustíveis e envolveu mais de 1,4 mil agentes estaduais e federais em dez estados do país. De acordo com Lula, a ação foi a “maior resposta ao crime organizado da nossa história até aqui”. O presidente também elogiou os órgãos federais envolvidos na investigação. “O trabalho integrado — iniciado com a criação, no Ministério da Justiça, do Núcleo de Combate ao Crime Organizado — permitiu acompanhar toda a cadeia e atingir o núcleo financeiro que sustenta essas práticas”, disse. Centralizar o combate ao crime organizado no governo federal é uma das propostas da PEC da Segurança Pública apresentada pelo governo federal ao Congresso. (Poder360)

Lula e Tarcísio 2

Lula buscou levar o protagonismo para o governo federal com dois objetivos. Um, mais claro, era mostrar à opinião pública que o Planalto combate o crime organizado de forma séria e estruturada. O outro, mais sutil, foi mandar um recado para o presidente americano Donald Trump, que, em sua escalada contra o país, tem dado a entender que Brasília atua, no mínimo, de maneira apática contra as organizações criminosas no Brasil, em especial o PCC. A administração Trump vem dando sinais de que pretende classificar as facções brasileiras como grupos terroristas, o que abriria espaço, ao menos nos Estados Unidos, para ações militares agressivas contra esses grupos. (Folha)

Lula e Tarcísio 3

Mais cedo, o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, e o da Fazenda, Fernando Haddad, promoveram uma entrevista coletiva em Brasília para explicar os detalhes da operação. Entenda o esquema aqui. (Meio)

Lula e Tarcísio 4

Em São Paulo, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) tentou também assumir a paternidade da operação, organizada de forma conjunta entre o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público paulista, o Ministério Público Federal e as polícias Federal e estadual. Logo pela manhã, Tarcísio publicou uma nota nas redes sociais parabenizando o serviço de inteligência do Gaeco e das polícias de São Paulo que, segundo ele, se “expandiu por todo o país”, sem citar os órgãos federais. (Veja)

Políticos usavam o esquema

De acordo com apuração de Lauro Jardim, a operação deflagrada nesta quinta-feira deve expandir seus alvos não apenas para outras facções criminosas, mas também para políticos que usavam o esquema montado na Faria Lima para lavar recursos ilícitos vindos de crimes de corrupção. Segundo o jornalista, a investigação deve revelar em breve que políticos que estão no comando de partidos ligados à direita e ao Centrão também participavam do esquema. (Globo)

Maiores facções criminosas do Brasil

A gigantesca operação escancarou o protagonismo do centro financeiro do país nas operações de uma das maiores facções criminosas do Brasil, com ramificações em quase 30 países ao redor do mundo. Os alvos das buscas da investigação mostram que a Faria Lima, região conhecida no mercado financeiro como o “Condado”, de fato concentrava a maior parte das fintechs envolvidas no esquema, que eram, em muitos casos, vizinhas de porta. Os responsáveis por lavar o dinheiro do PCC dividiam, muitas vezes, o mesmo endereço. Dez empresas envolvidas no esquema estão localizadas em um dos edifícios mais icônicos da Avenida Faria Lima, em São Paulo, o Birmann 32, um prédio de 25 andares que abriga o teatro B32 e a famosa baleia prateada. No edifício prateado localizado na Rua Joaquim Floriano, 100, outras 15 empresas investigadas dividem o mesmo endereço. (Metrópoles)

Maiores facções criminosas do Brasil 2

A Receita Federal identificou ao menos 40 fundos de investimento, a maior parte deles de multimercado e ativos imobiliários, no esquema de lavagem de dinheiro organizado por empresas financeiras que tinha como principal beneficiado o PCC. Dados da Receita mostram que esses fundos tinham patrimônio conjunto que superava os R$ 30 bilhões. Parte dos fundos era usado também para ocultar o patrimônio de criminosos ligados à facção com sede em São Paulo e com atuação em todo o país. Todos os fundos, diz a receita, são fechados e têm apenas um único cotista. Os fundos, mostra também a Receita, financiaram a compra de um terminal portuário, quatro usinas de álcool, 1,6 mil caminhões para transporte de combustível além de 100 imóveis pelo Brasil. (g1)

Instituições enquadradas

A operação vai impactar profundamente as principais instituições que operam no Brasil. Haddad havia antecipado que a partir desta sexta-feira a Receita Federal enquadraria as empresas de finanças que atuam no mercado digital como instituições financeiras regulares, a exemplo dos grandes bancos do país. A norma foi publicada nesta manhã no Diário Oficial da União. “Com isso, aumenta o potencial de fiscalização da Receita e a parceria da Receita com a Polícia Federal para chegar aos sofisticados esquemas de lavagem de dinheiro que o crime organizado tem utilizado”, disse o ministro. Haddad acrescentou ainda que a Receita vai utilizar inteligência artificial para aprimorar a fiscalização contra essas empresas. (Valor e g1)

Instituições enquadradas 2

O secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, disse que a revogação da instrução normativa que ampliava o monitoramento de operações financeiras, em janeiro, foi resultado do “maior ataque de mentiras e fake news da história da Receita”. O discurso de que haveria “taxação do Pix”, capitaneado nas redes pelo deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), segundo Barreirinhas, não só inviabilizou a norma, como acabou beneficiando diretamente organizações criminosas envolvidas no esquema desbaratado ontem. (CNN Brasil)

Instituições enquadradas 3

“O governo Lula viu na Operação Carbono Oculto a oportunidade ideal para enquadrar as fintechs sem ter de recuar, como ocorreu em janeiro. Há tempos a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) cobravam do Ministério da Fazenda providências contra essas empresas, que não estão sob a supervisão do Banco Central nem da Receita Federal, e têm sido usadas para lavagem de dinheiro do crime organizado e até de bets irregulares”. (Vera Rosa-Estadão)

PCC e fintechs da Faria Lima

O diretor da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, disse que o esquema de lavagem de dinheiro que une o PCC e fintechs da Faria Lima não era de uso exclusivo da facção criminosa. A expectativa é de que, com o aprofundamento das investigações, novos grupos que se beneficiavam do esquema venham à tona. (CNN Brasil)

Vazamento da operação

A Polícia Federal iniciou uma investigação própria para apurar suspeitas de que teria havido vazamento da operação. Dos 14 mandados de prisão emitidos pela Justiça, apenas seis foram cumpridos porque os alvos não foram encontrados. A suspeita é que ao menos parte deles tinha informação de que seria presa. (Neofeed)

Vazamento da operação 2

Entre eles estão Roberto Augusto Leme Silva, o Beto Louco, e Mohamad Hussein Mourad, o Primo, apontados como os verdadeiros donos do grupo de distribuição de combustíveis Aster/Cocape, ligado ao PCC e vetor principal no esquema desbaratado pelas investigações. Os dois não foram encontrados pela polícia e agora são considerados foragidos da Justiça. (Estadão)

Lei de Reciprocidade

O governo federal iniciou o processo que pode levar à aplicação da Lei de Reciprocidade Econômica contra os Estados Unidos pela aplicação do tarifaço contra produtos brasileiros exportados para os americanos. O Ministério das Relações Exteriores informou à Câmara de Comércio Exterior (Camex) que o Brasil iniciou as consultas e medidas para aplicar a legislação contra os EUA. A Camex tem 30 dias para avaliar se é possível a aplicação da lei. O Brasil vai notificar oficialmente o governo americano sobre o início do processo nesta sexta-feira. Entre as alternativas discutidas por especialistas dos setores de óleo e gás, farmacêutico e agrícola, está a suspensão de direitos de propriedade intelectual, o que poderia incluir a quebra de patentes de medicamentos e defensivos agrícolas. (g1)

Lei de Reciprocidade 2

“Integrantes do governo afirmaram que o início do processo deixa espaço para que os Estados Unidos se manifestem durante a investigação e também para que mantenham diálogos diplomáticos. O governo brasileiro tem repetido que não se recusa a negociar os termos comerciais”. (Jussara Freire-CNN Brasil)

Breakfast

Por hoje é só. Este é o breakfast, o seu primeiro gole de notícias. Uma seleção com os temas de destaque da política em Rondônia e do Brasil.

(*) Roberto Kuppê é jornalista e articulista político,  com informações do Canal Meio

O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Mais RO não tem responsabilidade legal pela opinião, que é exclusiva do autor.

Informações para a coluna:  [email protected]

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