Por Édson Silveira
No dia dedicado aos jornalistas, mais do que uma simples homenagem, é necessário fazer um reconhecimento público e firme: sem o jornalismo sério, responsável e investigativo, simplesmente não existe democracia.
A democracia não se sustenta apenas no voto. Ela depende, sobretudo, da informação de qualidade. É o jornalismo que ilumina os bastidores do poder, que expõe abusos, que dá voz a quem muitas vezes não é ouvido e que permite ao cidadão formar sua própria consciência crítica. Sem isso, o que sobra é a manipulação, o silêncio e o autoritarismo travestido de normalidade.
Vivemos tempos em que a verdade é constantemente atacada. A desinformação se espalha com velocidade assustadora, e o papel do jornalista torna-se ainda mais essencial. É ele quem separa o fato da versão, quem investiga com rigor, quem enfrenta pressões e, muitas vezes, riscos pessoais para garantir que a sociedade tenha acesso à realidade dos acontecimentos.
Em Rondônia, esse papel ganha contornos ainda mais desafiadores. Fazer jornalismo na Amazônia exige coragem. Coragem para enfrentar interesses poderosos, para denunciar irregularidades em ambientes muitas vezes hostis e para resistir às pressões políticas e econômicas que tentam silenciar a verdade. Os jornalistas rondonienses, com bravura e compromisso, seguem firmes nessa missão, muitas vezes com poucos recursos, mas com uma grandeza que honra a profissão.
Valorizar o jornalismo é defender a liberdade. É garantir que o poder não seja exercido nas sombras. É impedir que a mentira se torne regra e que a ignorância seja instrumento de dominação.
Neste contexto, faço uma homenagem especial a profissionais que dignificam essa missão. Amigos e referências como Roberto Kuppe, Nilton Salinas, Sérgio Pires, Cícero Moura, Ivonete Gomes, Rubens Coutinho, Paulo Andreoli, Juan Pantoja, Everaldo Fogaça, Yale Dantas, Mauro Brisa, Ivanilson Frazão, Marcelo Freire, Luciana Oliveira, Alessandro Lubiana, Robson Oliveira, Luis Carlos de Oliveira, Arimar Sá e Leivinha Oliveira, entre tantos outros que, com coragem e compromisso, ajudam a construir uma sociedade mais justa, informada e consciente.
São homens e mulheres que não se curvam, que não se vendem e que compreendem que informar é, acima de tudo, um ato de responsabilidade social.
Que neste dia possamos não apenas celebrar, mas também refletir sobre a importância de proteger e valorizar o jornalismo. Defender o jornalista é defender a democracia.
E disso, não podemos abrir mão.
Edson Silveira
Advogado, administrador, professor, membro da executiva estadual e pré-candidato a deputado federal pelo PT/RO




