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quinta-feira, junho 11, 2026
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A Onda Vermelha pode estar voltando

*Por Edson Silveira

A nova pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta semana acendeu um sinal de alerta em todos os quartéis-generais da oposição brasileira.

Enquanto muitos apostavam em um enfraquecimento do presidente Lula após quase quatro anos de governo, os números indicam exatamente o contrário: Lula continua liderando a corrida presidencial e venceria todos os principais adversários testados em eventual segundo turno.

É verdade que ainda falta muito tempo para as eleições de outubro. É verdade também que pesquisas retratam apenas o momento. Mas política é feita de tendências, e as tendências atuais mostram um fato difícil de ignorar: Lula continua sendo o principal nome da política brasileira.

Mais do que isso, a oposição parece ainda não ter encontrado um discurso capaz de dialogar com a maioria do povo brasileiro. Seus pré-candidatos disputam entre si a liderança do campo conservador enquanto Lula segue ocupando o centro do debate nacional, apresentando resultados econômicos, geração de empregos, ampliação de programas sociais e investimentos públicos.

A liderança do presidente não representa apenas uma vantagem pessoal. Ela pode produzir um fenômeno eleitoral conhecido e já visto em outros momentos da história política brasileira: o chamado efeito de arrasto.

Quando um candidato presidencial lidera com folga em determinadas regiões, tende a impulsionar candidaturas ao governo, ao Senado, à Câmara Federal e às Assembleias Legislativas.

E é exatamente aí que o Partido dos Trabalhadores pode voltar a sonhar com uma nova onda vermelha no país.

Em Rondônia, por exemplo, muitos analistas ainda subestimam a força que uma campanha presidencial competitiva de Lula pode exercer sobre as eleições estaduais.

Se o cenário nacional continuar favorável ao presidente, não seria surpresa ver candidaturas petistas e do campo progressista crescendo de forma consistente ao longo da campanha.

Nesse contexto, os nomes de Expedito Neto para o Governo de Rondônia e Luciana Oliveira para o Senado podem se beneficiar diretamente desse movimento.

Hoje, para muitos observadores, essa hipótese parece distante. Mas a política ensina diariamente que eleições não são vencidas um ano antes da votação.

Quem apostava na vitória de Lula em 2022 quando ele ainda enfrentava forte rejeição? Quem acreditava que o PT voltaria a governar o Brasil após 2016?

A história mostra que os ventos da política mudam rapidamente.

Se a economia continuar apresentando resultados positivos, se os investimentos federais chegarem efetivamente aos estados e se o governo mantiver capacidade de diálogo com os setores populares, a tendência é que a disputa presidencial fortaleça também as candidaturas ligadas ao campo progressista.

Nesse cenário, Rondônia pode assistir a uma eleição muito mais competitiva do que muitos imaginam hoje.

E se essa onda realmente ganhar força, o PT poderá voltar a sonhar alto: eleger representantes para a Câmara Federal, ampliar sua bancada na Assembleia Legislativa e tornar-se protagonista do debate político estadual.

Por enquanto, tudo isso ainda pertence ao campo das possibilidades.

Mas uma coisa parece evidente após a divulgação da Quaest: a oposição tem motivos para preocupação.

O jogo está longe de acabar.

E a bandeira vermelha, que muitos julgavam recolhida, pode estar apenas começando a ser hasteada novamente.

Como dizem os mais experientes da política: eleição se ganha no voto, mas começa a ser construída nos sinais que o povo emite.

E os sinais de hoje merecem atenção.

Vamos acompanhar.

*Edson Francisco de Oliveira Silveira
Advogado, administrador, professor e membro da Executiva Estadual do PT/RO
[22:11, 10/06/2026] Edson Silveira: Boa noite, mano! Mandei material para amanhã, se puder publicar.

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