Por Roberto Kuppê (*)
Jaqueline Cassol & Nojeira
O nome da ex-deputada federal Jaqueline Cassol (UPr), pré-candidata, foi citado no escândalo do Banco Master. Jaqueline Cassol foi mencionada em relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras, o Coaf, dentro da investigação que tem como foco o senador Ciro Nogueira, PP do Piauí, no caso envolvendo o Banco Master. A informação foi publicada pelo Portal Metrópoles, na coluna de Andreza Matais, em reportagem assinada pelo jornalista André Shalders. Segundo a publicação, pelo menos outros 11 políticos aparecem mencionados nas investigações tornadas públicas pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal. A ex-deputada federal de Rondônia aparece listada em relatórios do Coaf como remetente de valores para contas vinculadas a empresas da família Nogueira Lima.
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Mas, ela negou, claro. Em nota de esclarecimento publicada no Tudo Rondônia, ela disse que recebeu com surpresa a menção do nome de em matéria veiculada pelo portal Metrópoles sobre investigações relacionadas ao caso Banco Master. “Esclareço, de forma categórica, que não possuo qualquer vínculo, participação ou relação com os fatos objeto da apuração. Não sou investigada e não há contra mim qualquer ação penal, indiciamento ou medida judicial no âmbito do inquérito que tramita perante o Supremo Tribunal Federal“,disse.
Augusto Branco
Quando se pergunta quais são os maiores poetas brasileiros vivos, a resposta costuma depender do ambiente em que a pergunta é feita. Em uma universidade, a lista tende a
privilegiar autores de grande prestígio crítico, presença em programas de pós-graduação e sólida fortuna acadêmica. Entre leitores comuns, porém, os nomes mudam consideravelmente.
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Poucos autores brasileiros alcançaram uma circulação espontânea comparável à de Augusto Branco. Seus poemas atravessaram blogs, sites, redes sociais, livros, mensagens eletrônicas e páginas dedicadas à literatura, chegando a leitores que, muitas vezes, nunca haviam comprado um livro de poesia. Leia mais
Viralatismo explícito
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está achando que o Brasil é quintal da casa dele. Disse com todas as letras que vai intervir nas eleições no Brasil. O presidente Lula, por sua vez, disse que os EUA não mandam nas leis brasileiras. Os bolsonaristas comemoraram a ameaça, numa total demonstração de viralatismo explícito. E ainda criticaram a resposta de Lula na lata de Trump.
Comentários de Trump irritam Lula
As esperanças do Planalto de que a reunião de cúpula do G7 seria o palco ideal para que Brasil e Estados Unidos pudessem aparar as arestas comerciais e diplomáticas naufragaram em um dia de trocas de farpas afiadas entre os presidentes Donald Trump e Luiz Inácio Lula da Silva. Lula encerrou seus compromissos na França afirmando esperar que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não interfira nas eleições brasileiras. Em entrevista coletiva logo após a reunião, Lula disse que Trump tem o direito de manifestar preferências políticas, mas ressaltou que o processo eleitoral brasileiro é um assunto interno. O presidente brasileiro afirmou que o americano conhece pouco a realidade brasileira, sobretudo se sua percepção estiver baseada apenas na relação com a família Bolsonaro. (Globo)
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Mais cedo, Trump afirmou que o Brasil se tornou um país “politicamente difícil” ao criticar a condenação, que confundiu com prisão, do deputado cassado Eduardo Bolsonaro, embora tenha confundido também sua identidade com a do pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro. “Ouvi dizer que prenderam o Bolsonaro Jr. Ele estava indo bem nas pesquisas e o prenderam porque deu uma declaração no Texas”, disse o presidente americano. Trump ainda afirmou que o Brasil joga “pesado”, mas que nenhum país joga “tão pesado” quanto os Estados Unidos. (g1)
Comentários de Trump irritam Lula 3
Lula mostrou irritação com Trump, com quem se encontrou brevemente por duas vezes, e acusou o presidente americano de agir de forma “desaforada” ao ameaçar impor novas tarifas ao Brasil enquanto as negociações comerciais entre os dois países ainda estavam em andamento. Lula disse que, por esse motivo, não solicitou uma reunião bilateral com o líder americano durante o encontro. (Globo)
Tiro de míssil no pé
A fala insana de Trump será mais um tiro (de míssil) nos pés. “Estaria este senhor disposto a garantir a vitória de Lula no primeiro turno? Poderia nos ajudar a economizar um bom dinheiro. É preciso usar, às vezes, “a pena da galhofa” para chamar a atenção para determinados absurdos. Já à “tinta da melancolia” eu sempre resisto quando se trata de questões públicas. Acho esnobe entediar-se por qualquer coisa que não diga respeito ao bem divino“, disse Reinaldo Azevedo.
Nunca foi esquerdista
O presidente brasileiro ainda afirmou em uma conversa informal na cúpula do G7 que “nunca foi esquerdista” e defendeu uma posição política mais moderada. A declaração foi feita em uma conversa com a diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional, Kristalina Georgieva, e o chanceler da Alemanha, Friedrich Merz. Após Georgieva observar que muitos esperavam que ele adotasse uma postura mais à esquerda em seu primeiro mandato, Lula respondeu que nunca se considerou um líder esquerdista e relembrou sua trajetória como dirigente sindical. (Estadão)
Clã Bolsonaro, CV e as milícias
Após os EUA classificarem PCC e CV como organizações terroristas, voltou a repercutir na imprensa internacional reportagens que relacionam pessoas próximas ao clã Bolsonaro ao CV e as milícias do Rio de Janeiro. Veículos como Financial Times, BBC e outros jornais estrangeiros já destacaram investigações envolvendo aliados da família Bolsonaro.
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O caso mais conhecido envolve Adriano da Nóbrega, ex-PM apontado como integrante do “Escritório do Crime”. Flávio Bolsonaro homenageou Adriano na Alerj, enquanto familiares do miliciano trabalharam em seu gabinete. O nome de Fabrício Queiroz e o caso das rachadinhas também aparecem em diversas reportagens nacionais e internacionais.
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Críticos também apontam que a família Bolsonaro não consegue se descolar das polêmicas envolvendo o Comando Vermelho. Rodrigo Bacellar e TH Joias, nomes citados como aliados políticos e possíveis apostas do bolsonarismo para o governo do Rio, foram presos em investigações ligadas ao CV, aumentando ainda mais os questionamentos nas redes sociais. Como tantas pessoas ligadas a família Bolsonaro também são ligadas ao crime organizado e eles não são do crime?
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Flávio Bolsonaro e seus amigos, desesperados com as revelações sobre as relações espúrias com o escândalo do Banco Master, resolveram agora rifar o Brasil pelo apoio do Trump. No desespero, eles colocam em risco a nossa economia, os empregos do nosso povo, as nossas empresas e até o PIX. Chega! O Brasil não merece essa turma.Insegurança alimentar nos Estados Unidos
Atualmente, os Estados Unidos têm mais pessoas em situação de insegurança alimentar do que o Brasil. Enquanto cerca de 28 milhões de brasileiros passam por fome ou insegurança grave, nos EUA, são quase 50 milhões enfrentam a mesma situação, representando mais de 10% da população total. Um choque de realidade: o problema da fome é global e precisa de atenção urgente. Lá eles também tem um “bolsa família”, mas devido a alta inflação não está ajudando.
Taxa Selic
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central cortou a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,25% ao ano, em uma decisão unânime e em linha com o esperado pelo mercado. Foi o terceiro corte consecutivo desde março, quando o BC iniciou um ciclo de afrouxamento monetário de forma cautelosa, no contexto da guerra no Irã. Antes disso, a taxa havia ficado em 15% por dez meses seguidos, no maior nível em quase duas décadas. No comunicado, o Comitê reconheceu que as expectativas inflacionárias aceleraram e se distanciaram da meta, com o Boletim Focus apontando alta nos preços de 5,30% para 2026. (Meio)
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Mesmo após o corte, o Brasil segue com a maior taxa de juros reais do mundo, de 9,67% ao ano, à frente de Rússia (9,31%) e Turquia (5,57%), segundo levantamento da MoneYou e da Lev Intelligence. Em termos nominais, quando não se desconta a inflação, o Brasil fica em quarto lugar, atrás de Turquia, Argentina e Rússia. (Globo)
Federal Reserve
Nos Estados Unidos, o Federal Reserve manteve inalterado o intervalo das taxas de juros entre 3,5% e 3,75%, na primeira reunião presidida por Kevin Warsh, indicado por Donald Trump para substituir Jerome Powell. Mas foi o comunicado que trouxe a mudança mais visível, já que veio com uma redução significativa de tamanho e contextualização da decisão. Warsh reconheceu que a inflação está acima da meta de 2% “há tempo demais” e disse em coletiva que isso seria corrigido. (Meio, NBC News e CNBC)
Hugo Motta e Daniel Vorcaro
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), admitiu ter viajado para Portugal em um jato do ex-banqueiro Daniel Vorcaro e confirmou que o empresário pagou sua hospedagem em um hotel de luxo em Lisboa, conforme apontado pela Polícia Federal. As investigações também revelaram diálogos em que Hugo Motta pedia a Vorcaro a liberação de um empréstimo de R$ 22 milhões para uma empresa ligada à família de sua esposa. (g1)
Henrique Vorcaro
Já o pai do ex-banqueiro, Henrique Vorcaro, repassava R$ 400 mil por mês a um policial federal aposentado para obter acesso a informações sigilosas de investigações em andamento, segundo relatório da Polícia Federal. A PF afirma que o esquema permitia a Henrique e Daniel Vorcaro consultar informações armazenadas em sistemas restritos. (Folha)
Operação Compliance Zero
E a Polícia Federal deflagou nesta manhã a 9ª fase da Operação Compliance Zero, cumprindo 18 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal, em São Paulo e na Bahia. Um dos alvos o senador Jaques Wagner (PT-BA). A apuração envolve os vínculos do ex-banqueiro Daniel Vorcaro e a suposta participação de Wagner no esquema investigado. O senador ainda não se manifestou publicamente sobre a operação. (g1)
Gilmar Mendes x André Mendonça
Malu Gaspar: “O embate entre Gilmar Mendes e André Mendonça durante o julgamento das prisões de Henrique e Felipe Vorcaro deixou patente até onde alguns ministros estão dispostos a ir para salvar a pele de fraudadores, milicianos, parlamentares, servidores públicos corruptos e, em última instância, as próprias peles. No fundo, Gilmar é apenas o porta-voz de uma facção do STF para a qual ‘Estado de Direito é aquele que pune meu inimigo; quando pune meu amigo, é Estado policialesco’”. (Globo)
Estados Unidos e Irã
Os detalhes do acordo preliminar entre Estados Unidos e Irã começaram a ser divulgados oficialmente e indicam que as questões centrais sobre o programa nuclear iraniano foram adiadas para uma nova rodada de negociações, prevista para durar 60 dias. O entendimento prevê a reabertura do Estreito de Ormuz, a flexibilização das restrições às exportações de petróleo iraniano e um plano de US$ 300 bilhões para a reconstrução da economia do país. (New York Times)
Grok
Segundo documento do Departamento de Justiça dos EUA, o Grok, ferramenta de IA da xAI de Elon Musk, foi usado em operações militares americanas contra o Irã. O chefe de IA do Pentágono, Cameron Stanley, afirmou que o Grok teria permitido que as forças americanas atingissem 2 mil alvos em 96 horas. (Times of Israel)
Cotidiano Digital
O STF definiu nesta quarta-feira as regras definitivas para a responsabilização de plataformas digitais por conteúdos ilícitos publicados por usuários. A principal novidade é que as empresas podem sair ilesas da responsabilidade civil se houver “dúvida razoável quanto à ilicitude” do conteúdo após análise própria. As plataformas terão 60 dias para se adaptar ao dever de remoção imediata de postagens ligadas a crimes como atos antidemocráticos, terrorismo, induzimento ao suicídio, crimes sexuais e tráfico de pessoas. Também foi concluído que conteúdos impulsionados por anúncios ou disseminação inorgânica criam presunção de culpa independente de notificação. As regras já valem desde agosto do ano passado, quando foi publicada a ata do julgamento que declarou inconstitucional trecho do Marco Civil da Internet. (Globo)
O regulador de concorrência do Reino Unido ordenou que o Google explique como funciona seu sistema de classificação de buscas e use critérios objetivos para ranquear os resultados, como parte de novas regras anunciadas nesta semana pela Autoridade de Concorrência e Mercados. A empresa também terá de criar processos de reclamação mais claros e permitir que usuários transfiram seus dados de busca para terceiros. O Google tem seis meses para implementar as mudanças de classificação e três para as de portabilidade de dados. (Reuters)
Breakfast
Por hoje é só. Este é o breakfast, o seu primeiro gole de notícias. Uma seleção com os temas de destaque da política em Rondônia e do Brasil.
(*) Roberto Kuppê é jornalista e articulista político, com informações do Canal Meio
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