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quinta-feira, setembro 24, 2026
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Operação Cérberus: sete réus são condenados por organização criminosa em Porto Velho

Sete réus foram condenados por envolvimento com uma organização criminosa armada investigada na Operação Cérberus, em Porto Velho. As penas chegam a 6 anos, 2 meses e 20 dias de prisão.

A sentença foi publicada em 20 de setembro de 2026 pela 1ª Vara de Delitos de Tóxicos de Porto Velho, após ação do Ministério Público de Rondônia (MPRO), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO).

A maior pena foi aplicada a um dos condenados: 6 anos, 2 meses e 20 dias de reclusão.

Outros dois receberam 5 anos, 5 meses e 10 dias. Os demais foram condenados a 5 anos, 4 anos e 8 meses e dois a 4 anos de prisão.

Cinco condenados deverão começar o cumprimento da pena em regime fechado. Os outros dois iniciarão no semiaberto.

A Justiça também determinou o pagamento de multas que variam entre 13 e 21 dias-multa, calculadas individualmente conforme o salário-mínimo vigente à época dos fatos.

Organização tinha divisão de funções

Segundo a sentença, o grupo possuía uma estrutura hierarquizada e divisão de funções. A atuação envolvia, conforme reconhecido no processo, armas, controle territorial e mecanismos de cobrança e disciplina.

As atividades estavam relacionadas principalmente ao comércio de drogas, circulação de armas e imposição de regras em uma região de Porto Velho.

A investigação foi conduzida pela FICCO/RO, força integrada pela Polícia Federal, Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Penal Estadual e Polícia Penal Federal.

Operação Cérberus

A operação foi deflagrada em 19 de setembro de 2025, com mandados de busca e apreensão e prisões temporárias.

O GAECO participou da representação pelas medidas cautelares e, após o fim da investigação, apresentou denúncia contra oito pessoas em 2 de dezembro de 2025. A denúncia foi recebida pela Justiça no dia 31 de dezembro.

Durante o processo, o Ministério Público sustentou a acusação até a sentença.

Dos oito denunciados, sete foram condenados. A decisão também manteve a prisão dos sete réus condenados.

O caso representa mais uma ação envolvendo forças de segurança e o Ministério Público no combate a organizações criminosas que atuam com tráfico de drogas, armas e controle territorial em Porto Velho.

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