Por Roberto Kuppê (*)
Eleições 2026
Confusão veloz e furiosa. O pré-candidato ao governo de Rondônia, Adailton Fúria (PSD) negou mas a verdade é que a primeira dama Luana Rocha deverá ser mesmo uma das coordenadoras da campanha dele. O governador Marcos Rocha, presidente estadual do PSD, quer participar da campanha através da esposa. A presença de MR na campanha de Fúria é uma faca de dois gumes. Bom por conta da máquina e ruim por causa da péssima aprovação do governo dele. Ao aceitarem Marcos Rocha no PSD, não previram o ônus, apenas o bônus. Ser ou não ser, eis a questão.
Enquanto isso…
A provável aliança entre o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos) e o pré-candidato ao governo de Rondônia, Marcos Rogerio (PL) não obteve comentários negativos. Muito pelo contrário. Devido à alta aprovação dele, os comentários foram positivos. Apesar dos indícios, a aliança ainda não foi confirmada oficialmente.
Rua da Copa
Pela primeira vez, a Prefeitura está preparando esse espaço especial na Sete com Farquar para resgatar o clima das Copas que estão guardados na memória de gerações e uniu diversas famílias. Além de colocar a cidade no clima do Hexa, a ação também vai movimentar o comércio, fortalecer o turismo e atrair famílias e visitantes. Tudo com materiais patrocinados pela Coral, pela Fecomércio e outros parceiros. Mais um gol de placa do prefeito Léo Moraes.
Caminhos para Rondônia

A Fundação Ulysses Guimarães – FUG realiza, no dia 12 de junho, em Porto Velho, a apresentação da 1ª versão do Plano de Governo do pré-candidato Pedro Abib, denominado Caminhos para Rondônia. O encontro reunirá lideranças políticas, especialistas e representantes do setor produtivo para debater propostas relacionadas ao desenvolvimento econômico e social do estado.
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O objetivo é orientar a campanha dos(as) seus candidatos(as) na apresentação de propostas clara, exequíveis e estratégicas para a sociedade rondoniense. Neste sentido, o MDB solicitou da FUG, o espaço de formulação do partido, a elaboração de plano que olhe para o estado para além das narrativas dos lados da polarização. “O objetivo é sairmos desta inércia programática, que não avança em questões objetivas e necessárias para melhorar a vida das pessoas, lá na ponta”, afirma o pré-candidato Pedro Abib.
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O evento acontecerá na sede do Diretório Estadual/Municipal do MDB e integra a estratégia nacional de utilização do guia Caminhos para o Brasil – Nosso País, Nossa Causa, para a elaboração dos planos de governos de todos os(as) pré-candidatos(as) majoritários do partido nas eleições de 2026. Na elaboração do documento Caminhos para o Brasil – Nosso País, Nossa Causa, a mobilização nacional envolveu 25 encontros regionais presenciais, realizados em 22 unidades da federação, com mais de 10 mil participantes.
Festas juninas, Copa e Eleições
Já é tradição. De quatro em quatro tem eleições que coincidem com a realização da Copa do Mundo. Além disso, todos os anos os meses de junho e julho ocorrem as festas juninas que viram locais de contatos dos pré-candidatos com o eleitor. Só não pode pedir votos e nem distribuir santinhos, já que, oficialmente, só existirão candidaturas de fato após as convenções (20 de julho a 5 de agosto). O primeiro turno será realizado no dia 4 de outubro e, o segundo, no dia 24 de outubro. A menos de quatro meses, portanto.
Festas juninas, Copa e Eleições 2
Cinco pré-candidatos possuem condições de brigarem pelo pódio. Adailton Fúria (PSD), Expedito Netto (PT), Hildon Chaves (UPr) e Pedro Abib(MDB). Correndo por fora, Samuel Costa (PSB), tenta conquistar o eleitorado, brigando de frente com os favoritos.
Flávio com dias contados
Uma comitiva de deputados brasileiros formada por André Janones, Jandira Feghali, Pedro Uczai e Pedro Campos realizou encontros em Washington, nos Estados Unidos, com congressistas norte-americanos para tratar das relações bilaterais entre os dois países. Segundo os parlamentares, as reuniões abordaram o aumento de tarifas sobre produtos brasileiros anunciado pelo governo dos EUA, temas de cooperação institucional e informações relacionadas a investigações envolvendo o senador Flávio Bolsonaro e o empresário Daniel Vorcaro. Nas redes sociais, Janones afirmou que os “dias de Flávio Bolsonaro estão contados”, enquanto Uczai destacou que a missão busca defender a soberania nacional e evitar medidas que possam prejudicar a economia brasileira, defendendo a cooperação sem interferência externa.

Eduardo Bolsonaro será preso
O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) afirmou neste domingo (7) que o deputado cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) deve pedir asilo político caso seja condenado pelo Supremo Tribunal Federal e tenha a prisão determinada no processo sobre coação judicial. O julgamento está marcado para começar em 16 de junho. A denúncia da Procuradoria-Geral da República aponta que Eduardo Bolsonaro teria articulado com o governo do atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ações para pressionar autoridades brasileiras a soltarem Jair Bolsonaro (PL), políticos e eleitores condenados em investigações sobre atos golpistas no Brasil.
Bolsonaro perde seguidores
Bolsonaro perde seguidores nas redes sociais após meses sem publicar por decisão judicial, em um movimento descrito por aliados como “morte digital” e que marca uma mudança no comportamento de parte do público que acompanhava o ex-presidente nas plataformas digitais. Segundo a Veja, Jair Bolsonaro não publica mensagens desde 17 de julho do ano passado, em razão de decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. Apesar disso, seus perfis permaneceram abertos, permitindo interações, curtidas e acesso a publicações antigas. Nos últimos meses, porém, os perfis do ex-presidente passaram a registrar perda de público. De acordo com o levantamento citado pela revista, ao menos 800 mil internautas deixaram de seguir Bolsonaro nas redes sociais desde o fim do ano passado. Charge O melhor aliado do Spacca
O brasileiro é privilegiado e não sabe
Mas alguns brasileiros sonham em morar nos Estados Unidos. Uma falsa ideia sobre o país, talvez influenciados pelos filmes de Hollywood. Nem complexo de vira-latas é. É desinformação mesmo. Este articulista já esteve nos Estados Unidos. A impressão que deu é de um país frio baseado apenas no dinheiro, em negócios, no toma lá dá ca. “Ah, mas isso é bom”. Bom para quem? Bom para os que dominam a economia daquele país e para os americanos. Ruim para brasileiros que vão morar e trabalhar naquele país. Trabalho, diga-se de passagem, em regime de semi escravidão, às vezes mais de 12 horas por dia. Praticamente a relação de trabalho entre patrão e empregado é de uma grande MEI (Micro empreendedor individual), sem direitos trabalhistas que o brasileiro conquistou há décadas e que lutou muito para conseguir. Invejar o american way of life é uma blasfêmia. Se fosse alguns países europeus como a Suécia, Dinamarca, Noruega, Finlândia e até a Alemanha, este articulista até relevaria. Estados Unidos, jamais. Pior agora sob Trump, o retrato mais terrível do capitalismo selvagem, que está expandindo para o mundo seus tentáculos cruéis e nefastos. O pior de tudo, no Brasil, com apoio da família Bolsonaro. Traidores da Pátria deveriam ser punidos exemplarmente.
100 dias de guerra no Oriente Médio
A guerra entre Israel e Irã completou 100 dias em meio a uma escalada de ataques no domingo. O Irã lançou mísseis contra o território israelense pela primeira vez desde o cessar-fogo de abril, após ataques das Forças de Defesa de Israel a Beirute. A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã confirmou ter atacado a base aérea israelense de Ramat David com mísseis balísticos e declarou que Israel deve cessar seus ataques ao Líbano. Horas depois, as Forças Armadas israelenses anunciaram a retaliação, com bombardeios a instalações petroquímicas no sudoeste do Irã. Durante a madrugada, sirenes de alerta foram ouvidas em cidades do norte de Israel, e mísseis caíram perto de colônias israelenses na Cisjordânia ocupada. Até o momento, Israel e Irã negam ter havido mortes por conta da troca de ataques. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, convocou uma reunião de seu gabinete para a manhã de hoje. (Haaretz)
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Mais cedo, pelo menos duas pessoas morreram e 20 ficaram feridas em uma onda de ataques israelenses contra os subúrbios do sul de Beirute. Netanyahu e o ministro da Defesa, Israel Katz, afirmaram em um comunicado conjunto que o exército atingiu um centro de comando do Hezbollah, acrescentando que os ataques foram uma resposta aos disparos do grupo libanês contra Israel. (Al Jazeera)
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Logo após os ataques iranianos, em entrevista ao portal Axios, o presidente americano Donald Trump disse que ligaria para o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu e o pressionaria a não retaliar o ataque. “Vou ligar para Bibi agora mesmo e dizer para ele não retaliar. Cada um deles se divertiu. Israel teve seu ataque e o Irã teve o seu. Não precisamos de outro”, disse Trump. O presidente está correndo contra o tempo para impedir que a escalada das tensões acabe com suas esperanças de um acordo duradouro com o Irã. A resposta de Netanyahu vai medir o quanto o presidente americano ainda influencia Israel. (Axios)
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Relatórios recentes da inteligência americana levantaram preocupações sobre agências de espionagem israelenses grampeando conversas de negociadores americanos que trabalham em um acordo de paz com o Irã, em meio ao crescente cuidado com uma ameaça mais geral de contraespionagem por parte de Tel Aviv. Israel e Estados Unidos sabem há muito tempo, e toleram, que cada um espiona o outro. Mas, segundo alguns funcionários americanos, o esforço intensificado de Israel para obter informações sobre as posições dos EUA nas negociações com o Irã ultrapassou um limite. Os relatórios incluem preocupações de que Israel tenha tentado grampear altos funcionários americanos, incluindo Steve Witkoff, principal negociador do presidente Trump; Elbridge A. Colby, principal autoridade política do Pentágono; e um de seus principais adjuntos, Michael P. DiMino IV. (New York Times)
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Quando Israel e os Estados Unidos atacaram o Irã no final de fevereiro, alguns opositores iranianos da República Islâmica esperavam que isso pusesse fim a décadas de regime teocrático opressivo. Agora, após ataques devastadores e em meio a um cessar-fogo instável, essas esperanças foram extintas. Até agora o número de civis mortos é estimado em 1.700, com vasta destruição e em um colapso econômico que transformou o cotidiano em uma luta. (New York Times)
Eleição no Peru
O segundo turno da eleição presidencial no Peru, realizado neste domingo, traz uma das mais apertadas disputas na história política do país. Pesquisa de boca de urna do instituto Ipsos divulgada durante a noite indicava empate técnico entre a direitista Keiko Fujimori e o candidato de esquerda Roberto Sánchez, com 50,7% e 49,3% dos votos, respectivamente. Com 90,16% das urnas apuradas, Keiko lidera com 50,53%, e Sánchez tem 49,46%. Entretanto, a projeção de resultado final feita pelo próprio Ipsos inverte as posições, ainda mantendo o empate técnico. De acordo com o instituto, Sánchez deve vencer com 50,3%, a filha do ex-presidente Alberto Fujimori obtendo 49,7%. Disputando a presidência pela quarta vez, Keiko minimizou a projeção de resultado do Ipsos dizendo ser “irresponsável definir o resultado” a partir de uma amostragem e afirmando que seus seguidores devem “manter a esperança”. Já Sánchez comemorou a projeção, dizendo que a união de trabalhadores, pequenos agricultores e povos indígenas decidiu “recuperar o governo para o povo”. O resultado oficial deve ser conhecido nos próximos dias. (La República)
Casas de apostas
O Governo Federal impôs sigilo a processos que tratam da autorização para funcionamento de casas de apostas no Brasil. Em alguns casos, o Ministério da Fazenda aplicou a regra que proíbe o acesso público aos documentos por até 100 anos. Ao negar acesso aos processos com documentos apresentados pelas empresas de apostas, o governo também impede o acesso a pareceres e notas técnicas elaborados pela Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) do Ministério da Fazenda. (Estadão)
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A receita das empresas de apostas online licenciadas dobrou nos quatro primeiros meses deste ano em relação ao mesmo período de 2025, indicam os dados da Receita Federal. A arrecadação com impostos sobre apostas saltou de R$ 2,2 bilhões para R$ 4,5 bilhões no período. O montante arrecadado neste ano já se aproxima das contribuições feitas pela indústria do tabaco e pela agricultura, que pagam cerca de R$ 1 bilhão por mês em impostos cada. O levantamento aponta que as bets tiveram uma receita de R$ 12,2 bilhões apenas no primeiro quadrimestre deste ano. (Folha)
Falando em bets…
Algumas das maiores casas de apostas regularizadas do país firmaram parceria com uma empresa do Espírito Santo apontada pela Polícia Federal como integrante de um esquema criminoso que teria ainda outras empresas. Entre as bets estão Betano e Superbet, que afirmam ter desfeito a parceria com a Blackbox, acusada pela PF de fazer parte da rede criminosa que captava e circulava dinheiro ilícito para ser lavado e repassado para MC Ryan SP, suspeito de ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC). (Estadão)
Orgulho LGBT
A Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo reuniu 36,8 mil pessoas em São Paulo, segundo o monitor do debate político da USP. Com tema político, a 30ª edição da Parada tinha entre a multidão pessoas com camisas do Brasil, portando os já consagrados leques coloridos, além de muitas famílias com crianças. A edição deste ano adotou um tom ainda mais político: “A rua convoca, a urna confirma”. Entre os políticos e autoridades que discursaram nos trios estão as deputadas federais Erika Hilton (PSOL), Sâmia Bomfim (PSOL), o deputado estadual Guilherme Cortez (PSOL-SP) e o deputado estadual Eduardo Suplicy (PT). Ao final do discurso, Erika Hilton convocou o público a transformar a mobilização em pressão política institucional. “A rua chama e a urna confirma”, disse, ao defender a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e criticar o ex-presidente Jair Bolsonaro. (g1)
El Niño
Buscando se preparar para o fenômeno El Niño no Pantanal, governos e ONGs locais iniciaram trabalhos para evitar que o território volte a ser arrasado pelas chamas com intensificação da seca no Centro-Oeste. O Ibama iniciou uma operação especial, com ações de prevenção, fiscalização e punição pelo uso irregular do fogo. O governo de Mato Grosso do Sul implementou um plano, que inclui visitas preventivas a propriedades privadas e incremento de estruturas de resgate da fauna. Já a ONG SOS Pantanal formou 103 brigadistas neste ano. (Globo)
Caso Henry Borel
Mariliz Pereira Jorge: “A perplexidade diante da sentença que concedeu perdão judicial a Monique Medeiros, no caso Henry Borel, uniu o país em uma revolta rara. Sob o pretexto de combater o machismo estrutural, a juíza Elizabeth Machado Louro atropelou o veredito técnico dos jurados para transformar o tribunal em palco de ativismo”. (YouTube)
Breakfast
Por hoje é só. Este é o breakfast, o seu primeiro gole de notícias. Uma seleção com os temas de destaque da política em Rondônia e do Brasil.
(*) Roberto Kuppê é jornalista e articulista político, com informações do Canal Meio
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