Por Roberto Kuppê (*)
Cuidado com os vices!
Os pré-candidatos ao governo de Rondônia estão na fase da escolha dos seus respectivos vices. Adailton Fúria (PSD) já escolheu o seu. Trata-se do empresário do ramo de comunicação, Everton Leoni (PSD). Esse é tranquilão. Não vai se rebelar contra o titular no futuro. É equilibrado. O advogado Samuel Costa (PSB) deverá escolher o sargento PM Machado (PSB), que, aparentemente não dará trabalho para o governador, caso eleitos. Já para o pré-candidato Marcos Rogério (PL), informações dão conta de que seria o deputado estadual Delegado Camargo (Podemos). Pelo perfil, poderá exercer a vice-governadoria com ênfase, participando das decisões. Tem um temperamento semelhante ao do senador. Eles vão se entender. Os outros pré-candidatos ainda não lançaram seus vices. Deverão fazê-lo até o período das convenções, de 20 de julho a 5 de agosto.
Incógnitas
Apenas o pré-candidato ao governo de Rondônia Samuel Costa, tem divulgado suas propostas de governo nas redes sociais e na imprensa. A maioria centrada na preocupação pelo meio ambiente, educação, saúde, defesa das mulheres, desenvolvimento sustentável e incentivo à bioeconomia. É necessário saber o que eles pretendem de fato para o bem da população. Sem informações não há como traçar um perfil do pré-candidato. Onde vivem? O que pensam? O que comem? Como dizia a santa mãe deste articulista: “Ninguém sabe o que o mudo quer”.
Confúcio Moura
O senador Confúcio Moura (MDB), mesmo não definindo se sairá ou não à reeleição, está trabalhando intensamente como se fosse candidato. Faz entregas todos os dias. Já visitou mais de dez vezes a maioria dos municípios. São entregas vistosas, volumosas e de grande impacto na população. Seria uma pena se não saísse. Porque eleger um mequetrefe que usa sobrenome de um presidiário ninguém merece.
Amanhã tem Quaest
Amanhã, dia 10 e junho, está programada pra sair mais uma pesquisa do Instituto Quaest. Será um termômetro importante, decisivo para o presidente Lula. Mais decisivo ainda para o PL que sentirá se mantém ou não a pré-candidatura de Flávio Rachadinha Vorcaro da Nóbrega Bolsonaro. A aposta da coluna é de que as coisas vão piorar pro filhote de Jair Bolsonaro. O desespero já tomou conta da campanha de Flávio. O ministro Nunes Marques proibiu a pesquisa que mostrava a queda vertiginosa de Flávio. Nunes Marques que é indicação do ex-presidente, é presidente do TSE.
Em Rondônia
Uma nova pesquisa eleitoral foi registrada nesta segunda-feira (8) no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para o estado de Rondônia pelo Instituto de Pesquisas Phoenix. O levantamento, identificado pelo número RO-03340/2026, ouvirá 1.301 eleitores com 16 anos ou mais entre os dias 8 e 11 de junho, com previsão de divulgação dos resultados em 14 de junho de 2026.
Festival Casarão in BSB
Acontece hoje em Brasília mais uma apresentação musical parte do Festival Casarão. Trata-se dos shows do Azimuth, do Rio de Janeiro e de Sandro Bacelar, de Rondônia. O Festival Casarão comemora sua 26ª edição circulando pelo país, com grande destaque para sua etapa em Brasília. A celebração na capital federal ocorre na Infinu Comunidade Criativa (506 Sul), trazendo uma extensa programação de música independente que vai do rap e rock ao forró e MPB.
Festival Casarão
O festival foi criado há 26 anos pelo hoje advogado e professor Vinícius Lemos, em Porto Velho (RO). “Comecei esse projeto despretensiosamente. Durante a faculdade, em 1999, já produzia eventos e em 2000 pensei numa festa de rock em algum sítio. Rolou em julho de 2000. Nem era festival, nem sabia o que seria. 2001 fiz a edição II, sucesso de novo. Beira do Madeira, estrada de ferro, história, floresta. Tudo com uma mística imensa. Continuou, ficou grande, a Juliana Lemos começou a acompanhar em 2006 e virou hoje a empresária por trás disso tudo. Dona da empresa, proponente, a mente administrativa disso tudo. Incentivar a música do Norte, de Rondônia, é fundamental, é construir um Brasil mais justo e linear na busca pela cultura, no diálogo em todos os lugares”, disse Vinícius Lemos.
Suspensa vacina do Butantan
O Ministério da Saúde suspendeu nesta segunda-feira a imunização contra a dengue com a vacina do Butantan. Segundo a pasta, houve 42 casos de reações severas possivelmente ligadas ao produto, incluindo um quadro grave e duas mortes ainda em investigação. O primeiro óbito foi de uma mulher de 48 anos que desenvolveu sintomas de dengue grave associados a comprometimento neurológico 19 dias após receber a aplicação. O segundo foi um homem de 58, que iniciou um quadro febril evoluindo rapidamente para sintomas graves da doença cinco dias após ser vacinado. Cerca de 500 mil doses já foram aplicadas, sendo 417 mil em profissionais de saúde. Desenvolvido pelo Instituto Butantan, o imunizante é o primeiro do mundo aplicado em dose única, além de ser totalmente brasileiro. (g1)
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Apesar dos casos suspeitos em investigação, a diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações (Sbim), Isabella Ballalai, afirma que pessoas imunizadas com a vacina do Butantan há mais de 21 dias não precisam tomar nenhuma medida especial. O atendimento médico só precisa ser procurado em casos de sintomas da dengue ou apresentação de qualquer manifestação grave, como sangramentos, dor abdominal intensa e contínua ou pequenas lesões na pele. (UOL)
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O ministro Alexandre Padilha disse, durante uma coletiva de imprensa, que a decisão é preventiva. “Muitas vezes na área da saúde a precaução é a melhor medida”, afirmou durante o anúncio de suspensão do imunizante. “A gente reforça para as pessoas que elas estão protegidas. Os dados mostram que protege contra os quatro tipos de dengue.” O diretor do Instituto Butantan, Esper Kallás, afirmou que o “compromisso é com o máximo rigor científico possível” e que a instituição vai trabalhar “com a esperança de que vamos conseguir dados suficientes para mostrar que a vacina tem benefício para a saúde pública brasileira e que pode ser retomada”. (Globo)
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Vale ressaltar que a suspensão refere-se apenas à vacina do Butantan, que vinha sendo aplicada em profissionais da atenção primária à saúde e em projetos-piloto realizados em municípios selecionados. Amplamente oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, a Qdenga, desenvolvida pelo laboratório Takeda, não é afetada pela restrição do governo federal e segue sendo recomendada. (CNN Brasil)
Neymar
Recuperando-se de uma lesão muscular de grau dois na panturrilha direita, Neymar apresentou boa evolução em exames realizados nesta segunda-feira, mas vai ficar de fora da estreia do Brasil na Copa do Mundo, no próximo dia 13, contra o Marrocos. A previsão é que o atacante possa ser relacionado para a segunda partida da seleção contra o Haiti, no dia 19. Sem trabalhar com o grupo, espera-se que o jogador possa fazer atividades no campo ainda nesta semana. (UOL)
Você sabia?
Éderson José dos Santos Lourenço da Silva, convocado para a Seleção Brasileira, é de origem indígena da etnia Terena, situada no Mato Grosso do Sul. O meio-campista é o primeiro jogador indígena a defender o Brasil. Nascido em Campo Grande (MS), ele tem forte ligação com suas raízes maternas na região de Aquidauana, levando a representatividade dos povos originários para a elite do futebol mundial. Sua conquista demonstra ao Brasil algo que os povos indígenas já sabem há muito tempo: nas aldeias existem talentos extraordinários. O que muitas vezes falta não é capacidade, mas oportunidade. Que sua trajetória inspire nossas crianças e jovens a acreditarem em seus sonhos e a seguirem em frente com dedicação, disciplina e orgulho de suas raízes.
Pesquisa suspensa
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, determinou a suspensão da divulgação de pesquisa eleitoral do Instituto AtlasIntel que apontava queda nas intenções de voto do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Na prática, o veto tem pouco efeito, já que a pesquisa foi feita e amplamente divulgada no mês passado. A decisão atende a um pedido apresentado pelo PL, que questionou a metodologia do levantamento realizado após a divulgação de áudios envolvendo o pré-candidato e o empresário Daniel Vorcaro. Na liminar, que será submetida hoje ao plenário do TSE, o ministro apontou indícios de possível indução dos participantes da pesquisa. (CNN Brasil)
Pesquisa suspensa 2
Os primeiros movimentos de Nunes Marques à frente do TSE vêm sendo interpretados por integrantes da Corte como sinais de uma gestão mais centralizadora em um ano marcado pela disputa presidencial. A questão da AtlasIntel foi analisada diretamente por ele, apesar de o processo já ter sido distribuído a outra integrante do tribunal. Por meio de portaria editada após assumir a presidência do TSE, Nunes Marques designou a si próprio, ao ministro André Mendonça e à ministra Estela Aranha para atuar nesse tipo de processo. (UOL)
Pesquisa suspensa 3
A decisão de Nunes Marques provocou apreensão entre integrantes da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Nos bastidores, a avaliação é de que a liminar representa um sinal preocupante sobre a condução da Corte sob a gestão de um ministro indicado ao STF durante o governo de Jair Bolsonaro. (Folha)
Pesquisa suspensa 4
Já o CEO da AtlasIntel, Andrei Roman, reagiu afirmando nas redes sociais que a empresa já enfrentou questionamentos de diferentes grupos políticos ao longo dos últimos anos e disse que a reputação do instituto foi construída a partir da precisão de seus levantamentos. “Quando mostramos Bolsonaro e Trump fortes em 2022, fomos atacados pela esquerda. Quando antecipamos a derrota de Orbán na Hungria, fomos atacados pela direita”, escreveu. (Metrópoles)
Flávio ataca Lula
Enquanto isso, Flávio Bolsonaro elevou o tom dos ataques ao presidente Lula ao afirmar que o petista “parece o chefe do PCC” por criticar a decisão dos Estados Unidos de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. Ao defender a medida adotada pelo governo de Donald Trump, Flávio afirmou que a classificação representa uma oportunidade para enfraquecer o poder das facções criminosas no país e criticou a posição do governo brasileiro contrária à iniciativa. (Folha)
Nova proposta de delação
Investigadores da Polícia Federal que acompanham o caso Banco Master avaliam que a nova proposta de delação apresentada pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro ainda não trouxe fatos inéditos capazes de justificar um acordo de colaboração premiada. Segundo fontes ligadas à investigação, o material entregue à Procuradoria-Geral da República (PGR) e à PF apresenta relatos mais detalhados, com informações adicionais de contexto, datas e circunstâncias, mas sem acrescentar elementos que já não fossem de conhecimento dos investigadores. Uma nova reunião entre a defesa de Vorcaro e os órgãos responsáveis pela apuração está prevista para ocorrer nos próximos dias. (Globo)
Rio Previdência
O governo do Rio de Janeiro estima recuperar cerca de R$ 1,4 bilhão dos recursos aplicados pelo Rio Previdência no Banco Master. Segundo o governador em exercício, desembargador Ricardo Couto, os investimentos realizados pelo fundo de previdência dos servidores estaduais na instituição superaram R$ 3 bilhões. De acordo com ele, o estado já adotou medidas judiciais para buscar o ressarcimento e obteve decisões favoráveis que permitiram o bloqueio de parte dos recursos. (g1)
Trump x Netanyahu
O presidente dos EUA, Donald Trump, pressionou o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, a suspender novos ataques contra o Irã. Segundo autoridades americanas, Trump afirmou que Washington e Teerã estariam próximos de um entendimento que poderia abrir caminho para negociações de longo prazo sobre o programa nuclear iraniano. A intervenção americana ocorreu após uma nova escalada militar entre Israel e Irã colocar em risco o cessar-fogo firmado há dois meses e reacender o temor de um conflito regional de maiores proporções. Após a conversa com Trump, Netanyahu afirmou que Israel interromperia temporariamente suas ações militares contra o Irã. Pouco depois, a televisão estatal iraniana divulgou declarações de autoridades militares indicando a suspensão dos ataques ao território israelense. (New York Times)
Roberto Sánchez
No Peru, o candidato de esquerda Roberto Sánchez, da coalizão Juntos por el Perú, assumiu a liderança na apuração do segundo turno das eleições presidenciais do país e ultrapassou a adversária Keiko Fujimori, da legenda conservadora Fuerza Popular, em uma das disputas mais equilibradas da história recente peruana. Com 95,6% das urnas contabilizadas, Sánchez aparecia com 50,084% dos votos válidos, contra 49,916% de Keiko, uma diferença de apenas 29.776 votos. Cenário segue indefinido pois ainda faltam, por exemplo, urnas de eleitores no exterior, mas reforça o clima de polarização que marcou a campanha presidencial peruana. (La República)
Acompanhe a apuração oficial em tempo real, voto a voto. (ONPE)
Breakfast
Por hoje é só. Este é o breakfast, o seu primeiro gole de notícias. Uma seleção com os temas de destaque da política em Rondônia e do Brasil.
(*) Roberto Kuppê é jornalista e articulista político, com informações do Canal Meio
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