Há alguns dias, durante uma conversa com pequenos produtores em Nova Brasilândia d’Oeste, ouvi uma história que ficou comigo.
Uma mãe contou que, ao ser perguntado na escola o que queria ser quando crescesse, seu filho respondeu com convicção:
“Quero ser produtor de café.”
Foi o único da turma a fazer essa escolha.
Aquela resposta não falava apenas de uma profissão. Falava de esperança.
Durante muito tempo, muitos jovens deixaram o campo porque acreditavam que o futuro estava nas cidades. Hoje, essa realidade começa a mudar. A cafeicultura de Rondônia se transformou. O café passou a representar tecnologia, qualidade, inovação e orgulho para milhares de famílias.
Tive a oportunidade de participar dessa caminhada. Como governador, apoiamos políticas que fortaleceram a produção, mas essa transformação só foi possível graças ao trabalho e à dedicação dos produtores rurais.
Nova Brasilândia d’Oeste é um exemplo dessa mudança. O município se tornou referência na produção de café e mostra que a agricultura familiar pode gerar desenvolvimento, renda e oportunidades.
Por isso, quando uma criança sonha em ser produtora ou produtor de café, ela demonstra que enxerga dignidade no trabalho da família e acredita que o campo pode oferecer um futuro promissor.
Essa talvez seja a maior conquista da nossa cafeicultura. Mais do que prêmios ou recordes, é ver uma nova geração querer permanecer na terra, inovar e dar continuidade à história construída por seus pais.
Enquanto houver um menino ou uma menina dizendo, com orgulho, “quero ser produtor de café”, teremos a certeza de que o futuro do campo continuará florescendo em Rondônia.
A essência, a emoção e a mensagem foram preservadas, mas o texto ficou cerca de 30% menor, com uma leitura mais fluida e impacto mantido no início e no encerramento.
Por Confúcio Moura



