O candidato ao Governo de Rondônia, Samuel Costa, concedeu entrevista à Rádio Alvorada 90.7 FM, em Ji-Paraná, aos jornalistas Euclides Maciel e Juninho. Durante a conversa, Costa abordou a situação da saúde pública no estado e apresentou propostas para descentralizar o atendimento, ampliar a oferta de leitos e fortalecer a assistência à saúde mental.
Samuel Costa defendeu o fortalecimento da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) e dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) em todos os municípios de Rondônia. Para ele, a política de saúde precisa ir além da construção e manutenção de prédios públicos e colocar as pessoas, especialmente as populações mais vulnerabilizadas, no centro das ações do Estado.
O candidato também defendeu a realização de concursos públicos de provas e títulos para ampliar e qualificar o quadro permanente de profissionais da saúde. Na avaliação de Costa, é necessário aproveitar as estruturas já existentes nas regionais do Governo do Estado e nas prefeituras para fortalecer o atendimento de média e baixa complexidade, evitando a concentração excessiva dos serviços na capital.
Entre as propostas apresentadas está a descentralização do atendimento atualmente concentrado no Hospital João Paulo II, em Porto Velho. Costa também propôs a utilização de uma estrutura da Polícia Rodoviária Federal na capital, mediante adaptações realizadas por engenheiros e arquitetos do quadro permanente, para viabilizar um convênio com o Ministério da Justiça e Segurança Pública.
A proposta, segundo Samuel Costa, seria executada ao longo de quatro anos, com o objetivo de ampliar significativamente a capacidade hospitalar de Rondônia, incluindo a oferta de leitos de UTI, leitos clínicos e enfermagem.
“Não basta cuidar da infraestrutura dos prédios. O Estado precisa cuidar das pessoas, principalmente daqueles que historicamente são mais vulnerabilizados. Saúde pública se faz com estrutura, profissionais valorizados, atendimento humanizado e descentralização”, defendeu Samuel Costa durante a entrevista.
Para o candidato, a mudança no modelo de atendimento é necessária para aproximar os serviços de saúde da população dos municípios e reduzir a sobrecarga enfrentada pelas unidades de referência em Porto Velho.
Costa afirmou ainda que pretende transformar a saúde pública em uma das prioridades de sua gestão, com investimentos na estrutura física, contratação de profissionais, fortalecimento da atenção básica e expansão dos serviços especializados e de saúde mental em todas as regiões do estado.



