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sábado, maio 30, 2026
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Tragédia anunciada: Porto Velho poderá ter pior seca das últimas décadas

Não é alarmismo. Tão pouco coisa de ambientalista esquerdista. Será uma realidade dentro de três meses, mais ou menos. Antes das eleições, o mundo todo, o Brasil, Rondônia e, por consequência, Porto Velho, sofrerão uma das maiores tragédias climáticas já vistas. Essa matéria é um alerta às autoridades, dos governos federal aos municipais. Principalmente para Rondônia quando se tem um governador negacionista, que não acredita em nada que não saia da boca de Jair Bolsonaro, como o fez durante a pandemia. O governador Marcos Rocha (PSD), deve imediatamente se aliar ao governo federal para mitigar o que vem por aí. Sabe a seca histórica do rio Madeira em 2024? Será pior! Sabe as queimadas e a fumaça de 2024? Serão piores! Haverá muitas mortes no Brasil e no mundo.

Um forte episódio de El Niño se aproxima. É isso que indicam dados de altimetria por satélite do serviço europeu Copernicus Marine Service que mostram que a elevação do nível do mar no Pacífico Equatorial observada em maio reforçam os sinais de um evento potencialmente muito intenso.

O nível do mar no Oceano Pacífico Equatorial está subindo rapidamente e os dados mais recentes reforçam que o começo de um episódio de El Niño é iminente, informou a NASA em comunicado. Observações feitas pelo satélite Sentinel-6 Michael Freilich, lançado pela NASA em parceria com agências europeias, mostram uma enorme massa de água quente avançando pelo Pacífico em direção à costa da América do Sul, um dos sinais clássicos associados ao desenvolvimento do fenômeno climático.

A MetSul explicou em gráfico a comparação de anomalia do mar na faixa equatorial entre os episódios anteriores de 1997, 2015 e 2023, com o cenário atual. Segundo a meteorologista Estael Sias, o observadonas últimas semanas se assemelha a grandes eventos já registrados nas últimas décadas.

O El Niño altera profundamente os padrões atmosféricos globais ao modificar a posição da corrente de jato e a distribuição de calor na atmosfera. Em algumas regiões do planeta, o fenômeno provoca excesso de chuva e enchentes, enquanto em outras favorece estiagens severas e calor extremo. No Brasil, especialmente na Região Sul, episódios de El Niño costumam estar associados a chuva acima da média, maior frequência de temporais e volumes excessivos de precipitação. Já partes do Norte e do Nordeste brasileiro podem enfrentar redução das chuvas e períodos mais secos durante eventos mais intensos.

El Niño e Super La Niña em Rondônia

Por Augusto Branco

Era o ano de 2012 quando sugeri ao Governo de Rondônia que executasse o que chamei de ‘Plano José no Egito’, a fim de mitigar os problemas ambientais que aconteceriam no planeta a partir de 2027, aproximadamente.

O que antes era considerado mera especulação, agora é consenso na comunidade científica internacional: teremos um Super El Niño e uma Super La Niña em seguida, e os efeitos já começarão a ser sentidos neste ano. Na última vez que isso aconteceu, mais de 50 milhões de pessoas morreram de fome. Agora, o fenômeno será muito mais intenso e requer que as autoridades tomem providências urgentes.

Para o Brasil, é esperado ciclones tropicais sem precedentes e grandes enchentes nas regiões Sul e Sudeste; uma grande seca no Nordeste e na região Centro-oeste, e um calor infernal na região Norte, onde também poderá ocorrer secas e incêndios florestais. A La Niña, quando chegar alguns anos depois, trará um inverno rigoroso no país inteiro.

Reitero algumas medidas que devem ser tomadas por governantes da Região Norte:

* Armazenamento de alimentos (especialmente grãos e proteínas – se possível, fazendo silos e câmaras frigoríficas da noite para o dia).

* Melhorar o sistema de captação, armazenamento e distribuição de água. Os rios poderão secar.

* Mudar a matriz energética com urgência. Durante a seca, as hidrelétricas ficarão comprometidas, prejudicando o fornecimento de energia.

* Preparar o sistema de saúde para receber pessoas com problemas respiratórios, especialmente crianças e idosos.

* Preparar a Defesa Civil, Exército e Polícia Florestal para combater incêndios florestais.

Tudo isso deve ser feito com extrema rapidez, algo que só pode ser executado em estado de emergência. Espero que os governantes brasileiros não ignorem a ciência e tomem as medidas necessárias para evitar que o pior aconteça.

 

Fontes: Clima Tempo, ABC MAIS, Metsul e Augusto Branco

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