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sexta-feira, fevereiro 27, 2026
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Pesquisa IPEC: Cassol não surpreende e Marcos Rogério decepciona

PORTO VELHO- Segundo a primeira pesquisa do IPEC para governador de Rondônia, divulgada ontem, Marcos Rocha (União Brasil), candidato à reeleição está com 30% das intenções de votos. Em segundo, e empatado tecnicamente, vem o ex-governador e ex-senador Ivo Cassol (PP), com 29%. Em terceiro, Marcos Rogério (PL) com 13% e, em quarto, Léo Moraes (Podemos) na quarta posição. Em sexto, empatados, vêm Daniel Pereira (Solidariedade) e Pimenta de Rondônia, com 2%. E, em último, Comendador Val Queiroz (Agir), com 1%.

 

O fato de Ivo Cassol aparecer em segundo, não surpreende. Já era esperado até que viesse em primeiro lugar. Apesar de estar em primeiro, o governador de Rondônia, Marcos Rocha decepciona pois apenas  30% nas intenções de votos reflete a inoperância do governo dele, cuja aprovação é de 38%. Quer dizer, apenas 1/3 da população aprova o governo Marcos Rocha, o que reflete a verdade, face ao descaso com a saúde, principalmente durante a pandemia. O governo Marcos Rocha não deu conta de terminar dois importantes hospitais, cujas obras foram iniciadas pelo antecessor, de Ariquemes e Guajará-Mirim. E não construiu o HEURO, que continua no papel. Na questão da segurança pública, Marcos Rocha tem sido um fracasso. O aumento da criminalidade e de assassinatos é um termômetro de que o governo tem sido omisso na segurança pública. No primeiro semestre de 2022, segundo monitorou o G1, o índice de assassinatos aumentou em 24%.

Decepção mesmo foi o desempenho do senador Marcos Rogério na primeira pesquisa do IPEC. Super exposto na mídia, no QG do candidato ao governo de Rondônia a expectativa era de que ele viesse no mínimo em segundo lugar. Não veio. O fator Ivo Cassol foi uma das causas do fraco desempenho de Marcos Rogério nessa pesquisa. Mas, a divisão dos bolsonaristas já esperada, é um dos fatores preponderantes. Pelo menos três candidatos disputam o apoio do presidente Bolsonaro. Recentemente Marcos Rogério até entrou na justiça para ter exclusividade na foto com o presidente nas propagandas ao governo de Rondônia. Embora tenha obtido êxito na justiça, o próprio presidente jogou água no chope do senador, afirmando que, quem quisesse associar a imagem dele durante a campanha, poderia usar a vontade. Foi um duro golpe na campanha de Marcos Rogério que pode ter influenciado nas pesquisas.

Quanto à candidatura de Léo Moraes, que aparece em quarto na pesquisa IPEC, é esse mesmo o tamanho dele. Já era esperado esse fraco desempenho nas pesquisas.

Daniel Pereira (SDD) tem o apoio de Lula

Não era esperada, porém, a quinta posição obtida pelo ex-governador Daniel Pereira (Solidariedade), representante da Frente Democrática, e de Lula, com apenas 2% das intenções de votos, empatado com o candidato do PSOL-Rede, Pimenta de Rondônia. Daniel Pereira é um dos mais preparados candidatos ao governo, tendo sido governador em 2018, deixando a administração financeiramente com recursos em caixa para o seu sucessor, Marcos Rocha. A Frente Democrática composta por seis partidos tem se reunido e planejado as ações de campanha.

Segundo o secretário geral do PT, Ernani Coelho, o plano de governo de Daniel Pereira está sendo gestado com sugestões de todos os partidos da Frente. Porém, quanto à recursos de campanha, o PT cuidará apenas dos candidatos do partido, com ênfase na eleição de deputados estaduais e federais, já que abriu mão das eleições majoritárias. E Fátima Cleide é uma das apostas do partido para a Câmara Federal.

Ivo Cassol, governador

No andar da carruagem, se a justiça liberar o registro da candidatura de Ivo Cassol, os eleitores de Rondônia trarão de volta o ex-governador. Segundo Breno de Paula, um dos advogados, “o ex-governador Ivo Cassol é candidato ao governo de Rondônia. O registro de sua candidatura está amparada na Constituição Federal e na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal”.  Caso isso ocorra, um abraço pro gaiteiro. Ivo Cassol voltará ao governo de Rondônia e se sentará na principal cadeira do Palácio Rio Madeira, que ele construiu e não teve oportunidade de usar como governador.

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