Como em outras áreas, a gestão de Marcos Rocha na Educação foi lastimável
O Ministério da Educação tornou público recentemente os resultados das avaliações do IDEB – Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, criado em 2005, no governo Lula, para medir o desempenho das escolas nacionais, pública e privadas, que é medido de dois em dois anos, nos anos ímpares, com indicadores obtidos por avaliação de desempenho no 5° e 9° ano do ensino fundamental e 3° ano do ensino médio.
A metodologia do IDEB é questionada por muitos educadores. Para eles os critérios de avaliação não são objetivos, como o índice de aprovação, que pode ser manipulado, aprovando alunos sem o conhecimento necessário naquela etapa escolar.
Por outro lado, há os que veem nesses indicadores uma forma de medir e corrigir os péssimos desempenhos escolares nacionais.
No Brasil, os avanços foram pouco significativos nesses dezesseis anos.
Por aqui os resultados comparativos entre 2005 e 2021 também não são muito diferentes, principalmente quando verificamos a nossa posição no ranking nacional.
Em 2005 Rondônia ocupava a 11ª posição no 5° ano do ensino fundamental, a 14 ª no 9° ano e a 10 ª posição no 3° ano do ensino médio.
Em 2021 Rondônia ocupou a 14ª posição no 5° ano do ensino fundamental, a 9ª no 9° ano e a 12ª posição no 3° ano do ensino médio.
Como se observa, no ranking nacional, perdemos três posição no 5° ano, ganhamos cinco posições no 9° ano e perdemos duas posições no 3° ano do ensino médio. Nada a comemorar.
Os problemas educacionais do governo Rocha ficam latentes quando são comparadas as duas etapas de avaliações de sua gestão (2019 e 2021) com as posições que ele herdou do governador Confúcio Moura (2017).
Para se fazer justiça, cabe desconsiderar a avaliação do ano de 2021, impactado pela pandemia de COVID, comparando apenas os anos de 2017 e 2019.
Em 2019 a administração Rocha obteve a 15 ª posição no 5° ano, a 6 ª posição no 9° ano e a 11 ª posição no 3° ano do ensino médio.
Em 2017 Moura deixou o 5° ano do ensino fundamental na 7 ª posição, na 2 ª posição o 9° ano e na 5 ª posição o 3° ano do ensino médio, ou seja, Rocha perdeu oito posições no 5° ano, quatro posições no 9° ano e seis posições no 3° ano do ensino médio.
Importante destacar que Marcos Rocha, embora coronel da Polícia Militar de Rondônia, trabalhou na SEDUC durante os anos de 2013 e 2014, na gestão Confúcio Moura.
Parece que o governador-coronel não aprendeu nada sobre educação no período em que esteve na SEDUC. Foi reprovado.
Veja abaixo os dados comparativos dos anos de 2017 e 2019:
Séries iniciais do ensino fundamental – 5° ano:

Séries finais do ensino fundamental – 9° ano:
Ensino médio – 3° ano:

FONTE/CRÉDITOS: Hoje Amazônia



