(*) Marcio Rodrigues
O Governo Marcos Rocha tem protagonizado situações que colocam em dúvida o compromisso com a verdade. Desde que assumiu o Governo, o próprio, fez inúmeras declarações, sobre ter herdado um Estado com déficit fiscal. Pois bem, o Tribunal de Contas ao aprovar as contas do Governo Confúcio Moura e Daniel Pereira, não só desmentiu o déficit fiscal tão propagado, como apontou superávit fiscal. Nunca mais Rocha falou sobre o assunto, passou óleo de peroba na cara e, não se retratou com a população.
Novamente, o Governo Rocha é desmascarado, agora pelos dados oficiais do Ministério da Educação – MEC, em relação ao Índice de Desenvolvimento da Educação Básica – IDEB/2021. Nas tabelas divulgadas recentemente, chama a atenção as posições que o Estado de Rondônia perdeu no Ranking Nacional, em todas as etapas de ensino, durante o Governo Rocha. Atenção! Estamos falando da Rede Estadual de Ensino, não se deixe enganar por aqueles que querem divulgar os dados cujos resultados envolvem as escolas privadas e escolas particulares.
Como é possível constatar no IDEB/2017, último da gestão Confúcio Moura, a Rede Estadual de Ensino de Rondônia ocupou posições de destaque no cenário nacional, nos Anos Iniciais EF (1º ao 5º) ocupou o 7º lugar no Brasil, nos Anos Finais EF (6º ao 9º) o 2º lugar no Brasil e no Ensino Médio (1º a 3º) ocupou o 5º lugar no Brasil. Apesar dos notórios avanços no IDEB/2017 (fruto de trabalho comprometido, merecedor de reconhecimento), inúmeras críticas foram proferidas pelo Governo Rocha sobre as ações realizadas na Secretaria de Educação. Após muito blá, blá, blá e muito lero, lero… falas enganosas de “como eu peguei e como eu deixei a educação”… Eis aí os dados oficiais do MEC, apresentando os resultados da equipe de Rocha na educação, refletidos no IDEB/2019 e 2021. As posições da Rede Estadual de Ensino, foram caindo no Ranking Nacional de modo que atualmente nos Anos Iniciais EF (1º ao 5º) 14º lugar no Brasil, Anos Finais EF (6º ao 9º) 9º lugar no Brasil e no Ensino Médio (1º ao 3º) 12º lugar no Brasil. Importante destacar que sem a pandemia a queda já foi acentuada, com a pandemia piorou ainda mais. Isso porque, pesquisa realizada pela Fundação Getúlio Vargas – FGV no período de março a outubro de 2020, atribuiu à Rondônia, a segunda pior nota do Brasil em relação às ações educacionais de enfrentamento a pandemia. A população cujos filhos estudam em escolas do Estado, sabem mensurar muito bem como foi difícil, em alguns casos impossível, ter acesso ao ensino durante a pandemia.

O que o Governo Rocha não esclarece, nem sequer menciona, é que, com as escolas fechadas por dois anos, várias despesas de custeio que fazem parte do orçamento da SEDUC, não foram executadas, entre as quais, transporte escolar, jogos escolares, repasse de recursos de programas que exigem atividades escolares etc. Tal montante representa milhões e milhões de Reais, que foram revertidos grande parte em compras que, não por acaso, estão sendo entregues em ano eleitoral com discurso populista sobre como é eficiente a gestão dos recursos no Governo atual, subestimando a capacidade de compreensão das pessoas. Aliás, quem tiver maior interesse sobre as compras realizadas, pode acessar o site do Diário Oficial, surpreendente os valores dos contratos por inexigibilidade, ou seja, sem licitação. Oportuno dizer, que nas gestões anteriores, todos os processos podiam ser consultados pelo Sistema Estadual Integrado – SEI, agora não, atualmente é imposto sigilo em alguns processos no SEI. Por que será?
Contudo, não podemos esquecer que em 2020, a equipe de Rocha, divulgou a Secretaria de Educação de Rondônia na mídia em rede nacional, como nunca antes: televisão, rádio, podcast, sites, redes sociais, jornais eletrônicos e impressos. Pena que de maneira depreciativa, com exposição vexatória, inconformada e revoltada diante do recolhimento de livros que fazem parte da Literatura Brasileira. Verdadeira lambança!
Certo dizer, será necessário muito esforço, muita eficiência e algumas décadas, para recuperar no Ranking Nacional do IDEB, as posições que a equipe Rocha vertiginosamente perdeu.
(*) Marcio Rodrigues, 28 anos, graduando em Direito e politizado.



