PORTO VELHO- No clima de já ganhou, o candidato ao governo de Rondônia, Marcos Rogério (PL) rejeitou conversar com o deputado federal Léo Moraes (Podemos), derrotado no primeiro turno. Os motivos foram os ataques de Léo a Rogério nos debates. Acontece que Marcos Rogério está desprezando quase 120 mil votos obtidos por Léo, que poderão migrar para o governador Marcos Rocha (União Brasil). Aliás, Léo já declarou apoio à Bolsonaro. Falta só para o Rocha.
Na verdade, para Léo Moraes, seria mais interessante a reeleição de Rocha, porque em 2026 o caminho estaria livre para uma disputa ao governo novamente. Para Ivo Cassol e Daniel Pereira, idem, porque, além de frear o crescimento político de Marcos Rogério, não se terá um governador em reeleição em 2026.
Barrar a ascensão política de Marcos Rogério parece ser uma meta dos que vão apoiar a reeleição de Marcos Rocha. Tem sentido.
Além do mais, o próprio presidente da República, Jair Bolsonaro, embora do mesmo partido de Rogério, O PL, prefere o governador Marcos Rocha, do União Brasil. Até porque Bolsonaro não liga para essas coisas de fidelidade partidária. Vai vendo, Brasil.
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