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terça-feira, março 3, 2026
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Campanha presidencial caminha para um final violento, sem precedentes

Por Roberto Kuppê (*)

No âmbito nacional a disputa está acirrada e caminha de uma violência eleitoral sem precedentes. Lula que lidera as pesquisas, está enfrentando o pior candidato que já enfrentou em campanhas anteriores. O pior deles foi Fernando Collor de Melo, em 1989, que utilizou-se das mais nefastas e sórdidas mentiras para se eleger presidente da República. Mentiras que não se sustentaram, sendo apeado do poder em 1992 por um impeachment.

Bolsonaro cometeu muito mais erros do que Collor no governo dele, mas continua no poder graças ao apoio do Congresso Nacional, comprado a peso de ouro. Jazem nas gavetas do presidente da Câmara dos Deputados mais de 150 pedidos de impeachment de Bolsonaro, mas, continuarão trancafiados a sete chaves às custas de um Orçamento Secreto que envolve mais de 20 bilhões de reais. Recursos esses que irrigaram para estados e prefeituras aliados de Bolsonaro, que ajudaram a eleger a maior bancada governista que se tem notícias.

Bolsonaro não tem limites, não tem escrúpulos, não tem coração, não tem alma. Mesmo com todos esses “atributos” corremos riscos de vê-lo de novo na presidência porque, apesar dos escândalos e mais escândalos, ele vem crescendo nas pesquisas.

Mesmo sabendo que ele é um mentiroso compulsivo, corrupto e com desvios de caráter visíveis a olho nu, Bolsonaro aumenta a sua popularidade e pode se reeleger. Não por mérito, mas pelos métodos anti-democráticos, totalmente desprovidos de escrúpulos e o mínimo de civilidade.

Por outro lado, Lula que tem o apoio do povo, dos artistas, dos intelectuais, dos economistas, dos favelados, dos católicos, de parte dos evangélicos, faz uma campanha responsável, sem fake news, sem agressões, sem maldade. Mas, de vez em quando se sente na obrigação de contra atacar, usando as mesmas armas de seu opositor.

Há informações de que a campanha de Bolsonaro utilizará nos últimos dias das mais sórdidas e nefastas ações contra Lula, forjando ataques às igrejas, templos e religiosos. O gabinete do ódio liderado pelo filho Carlos Bolsonaro, estaria organizando dezenas de ataques virtuais e presenciais, para constranger e transferir votos para Bolsonaro, o que eles fazem com competência. Mentiras, fake news, falsos atentados. Todos esses ingredientes estão sendo elaborados, disseminados e executados por uma milícia eleitoral bem paga.

Caberá a campanha de Lula se preparar para o pior. É preciso se precaver, planejar e contra atacar com a mesma força. Porque, dentro de 10 dias o Brasil vai escolher entre um futuro de paz e desenvolvimento ou a continuidade da barbárie. Se Bolsonaro se reeleger, vai tentar se perpetuar no poder através da aprovação no Congresso Nacional de mais uma reeleição o que certamente ocorrerá, além de interferências no STF. Se não se reeleger, Bolsonaro sabe que é candidatíssimo a experimentar uns bons anos de prisão.

O que está em jogo é a democracia, a liberdade e o funcionamento das instituições.

 

(*) Roberto Kuppê é jornalista e articulista político

 

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