Por Roberto Kuppê (*)
Enquanto milhares de pessoas estão desabrigadas e desoladas devido às fortes chuvas que assolam o Nordeste e o Sul do País, o presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), está preocupado apenas em se manter no poder, nem que seja através de um golpe.
Desde o dia 30 de outubro, após os resultados das eleições de 2022, que Bolsonaro está feito o Dick Vigarista, personagem de um desenho animado, sempre tramando um golpe que nunca dá certo.
O pior de tudo é que existem milhares, senão milhões de seguidores, sonhando com um golpe de estado e a volta até da ditadura militar que cerceia direitos e a liberdade de ir e vir.
Em vez de se preocupar em entregar um governo saneado para o sucessor, Bolsonaro está entregando um país destruído em todos os setores. Na área social a destruição é total, com falta de recursos para a saúde e educação. O quadro é caótico.
E agora, neste momento, milhares de estão desabrigados pelas fortes chuvas em várias partes do país. De acordo com o último levantamento, cerca de 22,8 mil pessoas estão desalojadas, enquanto outras 3.171 desabrigadas. Pelo menos 22 pessoas morreram por causa das fortes chuvas que atingiram oito estados brasileiros nos últimos dias. O levantamento foi feito pela Agência CNN com base em dados divulgados pelas Defesas Civis estaduais.
Estes números poderão piorar, porque as chuvas desse período estão apenas começando. No ano passado, em janeiro, mais de 160 mil pessoas foram afetadas pelas enchentes.
O presidente eleito, Luís Inácio Lula da Silva (PT), corre contra o tempo, enviando para o Congresso Nacional uma PEC, sigla para Proposta de Emenda Constitucional, para uma das suas principais promessas de campanha seja cumprida já no mês de janeiro, que é o pagamento do Bolsa Família (ex-Auxílio Brasil), de 600 reais para mais de 20 milhões de pessoas. Além de recursos para o Bolsa Família, a PEC contempla também recursos para saúde e educação, cujos cortes orçamentários realizados pelo atual governo, deixaram hospitais sem remédios e recursos para pagamentos de médicos.
Em tempo, a PEC da Transição foi aprovada ontem pela CCJ do Senado e vai à plenário ainda nesta quarta-feira, 7. Em seguida vai para a Câmara dos Deputados. Espera-se que seja aprovada na urgência que a situação calamitosa do País requer.
(*) Roberto Kuppê é jornalista e articulista político



