Por Roberto Kuppê (*)
Um gestual característico no embarque em Miami para o Brasil, revela um Jair Bolsonaro preocupado com o futuro dele após por os pés em Brasília. Bolsonaro passa a mão à cabeça e faz uma cara de quem diz: “e agora, o que será de mim quando chegar no Brasil?”.
O retorno, porém, não foi apoteótico, como ele gostaria. Poucas pessoas o aguardavam no aeroporto e em frente ao prédio onde fica a sede do PL no centro de Brasília.
O ministro Alexandre de Moraes (STF) já tem em mãos provas cabais a partir da quebra de sigilo de alguns celulares de que Bolsonaro é o principal responsável pelos ataques aos Três Poderes em 8 de janeiro. Motivos para uma prisão têm de sobra. Tudo será questão de tempo. Pode ser hoje ainda, amanhã, daqui a uma semana ou um mês. Será.
De volta ao país, Bolsonaro terá que resolver diversas questões com a Justiça. Ele está intimado pela Polícia Federal a depor no dia 5 de abril sobre o caso das joias recebidas como propina da monarquia saudita.
Bolsonaro tentou trazer ao Brasil em 2021, de forma irregular, joias com diamantes avaliadas em R$ 16,5 milhões. Um pacote de joias foi retido pela Receita Federal no aeroporto de Guarulhos, quando a comitiva do ministro de Minas e Energia desembarcou no Brasil. O segundo estava em posse de Bolsonaro e foi entregue por sua defesa na semana passada, depois de determinação do Tribunal de Contas da União (TCU).
Bolsonaro está implicado não só no escândalo das propinas sauditas, mas também nos atos terroristas de 8 de janeiro, quando, incitada por ele, seus partidários tentaram criar um ambiente propício a um golpe de Estado que impedisse a continuidade do governo Lula, uma semana depois da posse.
Tramitam contra Jair Bolsonaro no TSE 16 ações que apuram se o ex-presidente cometeu ilícitos que podem torná-lo inelegível. Há também a possibilidade de que seja preso.
Durante seu mandato e na campanha eleitoral do ano passado, Jair Bolsonaro cometeu crimes contra as instituições democráticas.
Com informações de Brasil247
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