Especialista em saúde pública, o incansável Sid Orleans se vê diante do mais importante desafio profissional em sua carreira de servidor público
Após quase sete meses à frente da Superintendência Estadual do Ministério da Saúde em Rondônia, o enfermeiro e especialista em saúde pública Sid Orleans (PT-Porto Velho), comemora os avanços obtidos pelo órgão no período. Apesar de ser a secção estadual de um órgão que administra o segundo maior orçamento da União, a Superintendência não é conhecida e vista pela maioria da população como o espaço de mediação das decisões políticas tomadas em Brasília com a operacionalização da política de saúde na base, junto ao cidadão.
“Embora parte importante do financiamento da saúde venha do governo federal, poucos veem a mão da União nas políticas de saúde. Quando a saúde vai bem, apenas os prefeitos e o governador são vistos como responsáveis por isso, mesmo sendo tais esforços de forma tripartite, isto é, envolvem o município, o estado e o ente federal. Por isso, nossa prioridade foi garantir o protagonismo da Superintendência e do Ministério na política pública de saúde, mas, iniciamos por dentro, pela casa, com a certeza que sem isso não chegaríamos a lugar algum. Precisaríamos nos empoderar da política”, afirma Orleans.
No entanto, esta postura permitiu que os municípios tivessem mais apoio na formulação do seu planejamento, mais proximidade com o órgão federal e mais assertividade nas estratégias. “Como resultado, ajustamos 100% dos instrumentos de planejamento dos municípios vinculados à Zona da Mata à nova realidade política do Ministério da Saúde. Capacitamos gestores em saúde de 32 municípios, melhoramos a interlocução com os Conselhos de Saúde com as orientações baseadas na legislação, nos três níveis, buscamos parcerias com instituições que poderiam no ajudar, como é o caso do IFRO e da UNIR”, detalha o Superintendente.
Segundo Sid Orleans, além de empoderar os servidores para os novos desafios, capacitando-os e garantindo os seus direitos, havia a necessidade de ajustar processos internos, que contribuíam para que a Instituição estivesse estática, com situações pretéritas, de longa data, paralisadas. “Aperfeiçoamos os processos de compra e de contratação, criamos uma agenda de capacitação interna e propomos à Brasília um outro leque de capacitações e aperfeiçoamentos que se inicia em 2024, concluímos processos paralisados desde 2017, reduzimos o tempo de tramitação dos processos de aposentadorias para 10 dias, em média; atualizamos os registros contábeis e patrimoniais e agora é possível saber onde e com quem está isto ou aquilo e como foi gasto cada centavo do dinheiro público”, informa o gestor.
Mesmo que se reconheçam os avanços, Orleans está convencido que há muito a ser feito. “Não basta alcançar o protagonismo, precisamos mantê-lo e ampliá-lo. O SUS é política federal e é dever da União fortalecê-lo. Para a Ministra Nízia Trindade e o Presidente Lula, fazer o SUS cada vez mais forte é prioridade. Quem opera o Sistema são os estados e municípios, mas quem o gerencia e o alimenta é a União, através do Ministério da Saúde. Se não houver esta compreensão e parceria, os maiores prejudicados são os usuários, os cidadãos e isso não queremos, não permitiremos”, conclui Sid Orleans.



