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sábado, fevereiro 21, 2026
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Funai e PF retiraram hoje invasores da terra indígena uru-eu-wau-wau

PORTO VELHO- A Funai, a PF e Força Nacional, deflagraram hoje a Operação Tapunhas, que retirou cerca de 40 grileiros da terra indígena uru-eu-wau-wau, nas proximidades dos municípios de Campo Novo e Monte Negro, no estado de Rondônia. Não houve confronto, e os invasores foram retirados pacificamente. As informações exclusivas ao Mais RO foram enviadas pelo representante da Funai, Ramires Andrade.

A ativista e fundadora da Associação de Defesa Etnoambiental Kanindé, Ivaneide Bandeira (mais conhecida como Neidinha), chegou a utilizar as redes sociais para denunciar invasão de grileiros dentro da Terra Indígena (TI) Uru-Eu-Wau-Wau em Rondônia.

Neidinha acionou diversos órgãos em busca de apoio para retirada dos invasores, entre eles: Ministério Público Federal (MPF), Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

Na quarta-feira (24), Neidinha esteve no Ministério dos Povos Indígenas (MPI), em Brasília, e conversou com a ministra Sônia Guajajara sobre as invasões à TI Uru-Eu-Wau-Wau. A ministra utilizou as redes sociais para comentar sobre a reunião e informar que a equipe técnica do ministério apresentou o plano de desintrusão previsto para 2024, que tem a TI Uru-Eu-Wau-Wau como uma das prioridades para a retirada de invasores não indígenas.

De acordo com Ramires Andrade, o grupo expulso da região, já era conhecido da Funai. São organizações grandes, bem articuladas, que possuem patrocínios políticos e financeiros externos, que realizam várias invasões de territórios indígenas. De acordo com Ramires, eles já haviam recebido denúncias desde o dia 22 de janeiro  desta invasão específica.

A operação foi deflagrada em conjunto e ocorreu simultaneamente em dois endereços. No local da invasão e em endereços dos envolvidos. Um dos suspeitos foi preso em flagrante pela prática do crime de contrabando de produtos veterinários durante o cumprimento da diligência.

A intenção dos invasores era ocupar a região, para fins de exploração de agropecuária, dentre outros fins. Todos os barracos e equipamentos foram queimados e destruídos. A Funai manterá vigilância permanente na região.

A Operação Tapunhas é referência à pronúncia do termo indígena “tapy’inha”, que significa branco invasor.

Por Mais RO

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