Agora é oficial. O poeta Augusto Branco, cujo nome civil era Nazareno Vieira de Souza, incorporou seu nome artístico ao seu nome civil. A medida se deu para evitar confusões na hora de assinar contratos e para facilitar seu acesso aos lugares onde é convidado. O poeta já chegou a ser barrado em lugares onde ele era o palestrante, por exemplo, pois ao mostrar seus documentos, lia-se Nazareno ao invés de Augusto Branco.
*Um nome que tem promessa*
Agora seu nome civil passou a ser Augusto Branco Nazareno Vieira de Souza. Apesar de que ele poderia ter retirado o Nazareno, o poeta decidiu mantê-lo em seu nome, pois trata-se de uma promessa feita por sua mãe a nada menos que Jesus Cristo. Dona Rosa, mãe do poeta, já era mãe de 4 filhas mulheres e queria dar a luz a 01 garoto, e caso nascesse um menino, prometeu que se chamaria Jesus. Porém, na hora do batismo, o padre lhe orientou a escolher um dos títulos pelo qual Jesus era conhecido, indicando a elas nomes como Messias, Galileu, Salvador e Nazareno, que terminou por ser o nome escolhido por constar, inclusive, no letreiro que foi afixado na cruz de Jesus.
*Como surgiu o nome Augusto Branco*
O nome artístico do poeta surgiu por ocasião da inscrição num concurso literário em que sua professora de Literatura, Lurdes, orientou que ele escolhesse um nome artístico para inscrever-se, pois ele se tornaria um grande nome da nossa literatura, dizia a professora. A primeira ideia foi usar seu apelido de infância, que era Branco, desde bebê. Então foi pensado em Branco Vieira, Branco de Souza, mas ambos foram descartados junto com outros vários que foram pensados.
Enquanto pensava num nome artístico, uma outra professora do colégio Rio Branco, onde o poeta estudava, avistou Augusto pensativo no pátio da escola e lhe chamou: Augusto! Era a professora Nancy, de filosofia, que sempre lhe confundia com um aluno de outra sala que se chamava Augusto. O poeta retrucava: professora, meu nome não é Augusto. Eu sou o Nazareno. Mas a professora insistia: pois pra mim você se chama Augusto. Vai ali buscar um café pra tia, pedia ela, enquanto o poeta teve um lampejo de ideia juntando Augusto e Branco que, eram dois palhaços de Shakespeare!
Os palhaços Augusto e Branco são uma dupla de amigos com personalidades opostas. Augusto é bobo, atrapalhado, inocente, e vive se metendo em confusão. Já o Branco é sério, ranzinza, um pouco malvado, e acompanha Branco em várias aventuras. Os dois acabam discutindo e até brigando no decorrer da história, mas no final terminam amigos. Shakespeare dizia que todas as pessoas têm o Augusto e o Branco dentro de si, e que o segredo da paz e da felicidade interior está em conciliar os dois.
E assim, das sugestões de suas professoras de Filosofia e de Literatura, nascia o poeta Augusto Branco – depois de mais de 30 anos, finalmente registrado em cartório.




