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sábado, fevereiro 21, 2026
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O segundo turno em Porto Velho promete ser divertido

Por Édson Silveira (*)

A eleição para a prefeitura de Porto Velho parecia resolvida antes mesmo de começar. Mariana Carvalho, com sua hiperestrutura de apoio, parecia destinada a um reinado absoluto, carregada nos braços do atual prefeito, do governador e de praticamente toda a bancada federal. Ora, quem precisa de voto quando se tem um time desse? E, para arrematar, as pesquisas davam ares de coroação antecipada: 57% das intenções de voto, enquanto Léo Moraes mal passava dos 10%, coitado.

Chegamos à véspera da eleição, e a narrativa era a mesma. As pesquisas apontavam 52% para Mariana e 17% para o Léo, como se dissessem: “Segurem as faixas de parabéns, vai ser rápido!” Mas aí, em um belo domingo de outubro, as urnas, essas ingratas, resolveram pregar uma peça. Mariana, que supostamente ia varrer os adversários do mapa, terminou o primeiro turno com modestos 44%, e Léo, antes um coadjuvante, saltou para 25%. Pois é, meu caro leitor, a surpresa foi geral. Quem diria que o “azarão” teria fôlego para correr tanto?

Agora, a pergunta que não quer calar: como as coisas estarão no segundo turno? Bem, Mariana ainda tem seu exército de apoio, e com 23 vereadores eleitos, ela praticamente tem um parlamento municipal só para ela. Mas Léo, quem diria, começou a dar calor. O rapaz está crescendo e tem um fator que Mariana parece ter esquecido: carisma e timing. O eleitorado parece estar se perguntando: “Será que é mesmo uma boa ideia concentrar tanto poder em uma pessoa só?”

O segundo turno promete ser divertido. Mariana vai ter que correr atrás do prejuízo, porque se sentar na popularidade passada, pode acabar vendo a vitória escorrer pelos dedos. Léo, por sua vez, está com uma campanha que está na ascendente. E quem sabe? Pode ser que ele pegue um vento favorável e ganhe essa corrida.

Então, Porto Velho, prepare-se para um segundo turno que promete emoções e algumas surpresas. Porque, se tem uma coisa que a política rondoniense nos ensina, é que nada está garantido até que a última urna seja apurada.

(*) Édson Silveira é advogado e vice-presidente estadual do PT/RO

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