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sexta-feira, fevereiro 20, 2026
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Coluna Zona Franca

Por Roberto Kuppê (*)

Lançamento de pré-candidatura

É hoje o lançamento da pré-candidatura de Expedito Netto (PT), ao governo de Rondônia. Tomado pela incredulidade no início, o ingresso de Netto ao PT é uma realidade. A filiação dele está prevista para o dia 20, em Brasília, abonada pelo presidente Lula. A entrada do filho de Expedito Júnior (PSD) mudou o jogo sucessório, tornando o pleito acirrado.

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Ouça o áudio de Expedito Netto direcionado ao grupo de Whatsapp “Expedito Netto governador”, onde ele expõe as principais razões para se candidatar ao governo de Rondônia pelo PT.

Nada a perder, só a ganhar

O cálculo político que fez Expedito Netto assumir a empreitada é de que ele tem mais a ganhar do que perder. Longe dos holofotes há anos, de repente o nome dele passou a ser motivos de discussão em todas as rodas políticas. Bem ou mal estão falando dele. Se não ter o nome homologado pelo PT nas convenções partidárias em julho, disputará uma das oito vagas de deputado federal. Na pior das hipóteses se cacifa mais ainda junto ao Palácio do Planalto, garantindo permanência na Secretaria Nacional da Pesca. Mas, segundo ele, vai entrar para se eleger governador de Rondônia.

MDB também

Enquanto isso o MDB-RO aguarda o momento oportuno para o lançamento de uma candidatura própria. Segundo fontes, “PA” já teria aceitado a missão. O senador Confúcio Moura concorrerá à reeleição.

BR 364, a estrada das oportunidades

A coluna tenta evitar entrar na polêmica na qual se transformou a concessão da BR 364, cuja dimensão aumentou muito nos últimos dias. Mas, com receio de que a oportunidade que a concessão poderia ser se transforme em desastre, a coluna tecerá algumas poucas linhas sobre o tema.

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A duplicação da via é uma necessidade imperativa e há muito aguardada. Isso é um consenso entre quem é contra ou a favor. Andar na BR hoje é um desafio ao bom senso e à vida. Não existem trechos de fluidez ou de ultrapassagem. Estudos dizem que em menos de cinco anos, a via estará completamente intransitável, saturada. Isto é, o estrangulamento da sua capacidade operacional se aproxima na velocidade inversamente proporcional à capacidade do governo em melhorar suas condições com recursos próprios. A concessão é, portanto, saída única para melhorar a BR.

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As concessões de rodovias no Brasil sempre foram objeto de disputa e rejeição. Sempre que um governo – estadual ou federal – tentou privatizar uma via, grupos de interesse se mobilizaram ora para incentivar, ora para barrar o intento. Em geral, a população foi mobilizada para apoiar este ou aquele – mesmo sendo esta a que mais sofresse com a precariedade das vias, pagando com a vida, inclusive.

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Passada a fase de gritaria inicial – no caso da BR 364 em RO, o momento eleitoral é excelente para o proselitismo oportunista e inconsequente -, implementadas as melhorias das rodovias concedidas, os resultados da concessão percebidos pelos usuários – e pela economia do estado – não há quem queira voltar à situação anterior. Nem os agentes políticos que se colocaram contra a concessão apenas por conveniência eleitoral. O certo é que os estados que têm rodovias concedidas são os mais desenvolvidos, nenhuma empresa ou cidadão quebrou e a vida de todos melhorou.

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Dito isto, a coluna chama a atenção daqueles que tentam impedir o processo de concessão alegando a defesa dos interesses da população: como ficarão os quase 1.200 trabalhadores contratados pelas 20 empresas que prestam serviços à operadora da rodovia? Se estancada a concessão e a empresa não tiver como pagar o passivo destes trabalhadores, quem arcará com este ônus financeiro e social?

                              Pedágio 364: a verdade

Parlamentares da bancada rondoniense, todos de direita e defensores de privatizações, estão de conversa fiada tentando enganar os eleitores às vésperas das eleições. A bem da verdade, a privatização (concessão) do trecho da BR-364 em Rondônia foi um projeto iniciado durante a gestão de Tarcísio de Freitas como ministro da Infraestrutura do governo Jair Bolsonaro. A concessão foi leiloada e o contrato assinado, resultando na administração do trecho pela iniciativa privada.

Detalhes do Processo

O plano de concessão da BR-364 (incluindo o trecho em Rondônia e, anteriormente, um trecho com a BR-365 entre Goiás e Minas Gerais) foi apresentado por Tarcísio de Freitas ao Tribunal de Contas da União (TCU) ainda em 2019. A iniciativa visava a duplicação e revitalização da rodovia através de investimentos privados, devido à falta de recursos no orçamento público para tais obras.

Assinatura do Contrato

O contrato de concessão do Sistema Rodoviário BR-364/RO foi oficialmente assinado em julho de 2025, já sob a gestão do Ministério dos Transportes atual, formalizando a transferência para a iniciativa privada. A concessionária iniciou os atendimentos operacionais e a cobrança de pedágio (utilizando o sistema de Free Flow, sem praças de pedágio tradicionais) em fases, com a operação contínua começando em dezembro de 2025.

Investimentos Previstos

A concessão, com prazo de 30 anos, prevê mais de R$ 10 bilhões em investimentos, incluindo a duplicação de cerca de 107 km e a construção de faixas adicionais, com o objetivo de melhorar a segurança e a logística na região. Portanto, a gestão de Tarcísio de Freitas foi responsável por estruturar e lançar as bases para a privatização, que se concretizou posteriormente com a assinatura do contrato e o início das operações pela concessionária.

Acir alertou em 2017

O ex-senador Acir Gurgaz (PDT-RO) havia alertado em 2017, em uma das audiências públicas sobre a concessão da BR 364, da necessidade de se duplicar os trechos previstos antes da cobrança do pedágio. Foi voto vencido.

Mortes no Irã

A repressão do regime dos aiatolás aos protestos no Irã já deixou milhares de mortos. Apesar das dificuldades em conseguir informações sobre o que acontece no país por conta de um bloqueio de comunicações, a estimativa mais confiável dá conta de que ao menos 2.403 manifestantes foram mortos no Irã desde o início dos protestos antigoverno, no fim de dezembro. A informação é da organização Human Rights Activists News Agency (HRANA), com sede nos Estados Unidos e que acompanha os abusos aos direitos humanos no país há vários anos. De acordo com a entidade, o total inclui 12 menores de 18 anos. A HRANA também contabiliza pelo menos 18.137 prisões no mesmo período, conforme a atualização mais recente. Nesta terça-feira, rumores se espalharam pela internet dando conta de que mais de 20 mil pessoas haviam sido assassinadas. De acordo com a HRANA, números divulgados se baseiam apenas em casos identificados e verificados. (CNN)

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O presidente americano, Donald Trump, pediu que os iranianos continuem protestando contra o governo e advertiu que os responsáveis pela morte de manifestantes “pagarão um preço alto”. A declaração foi feita em uma publicação na rede Truth Social, poucas horas depois de iranianos conseguirem realizar ligações internacionais pela primeira vez em dias, apesar do bloqueio da internet que vem limitando o fluxo de informações sobre a repressão aos protestos no país. Trump afirmou ainda que cancelou reuniões com autoridades iranianas. “Iranianos patriotas, continuem protestando — tomem suas instituições”, escreveu. “Guardem os nomes dos assassinos e abusadores. Eles pagarão um preço alto. Cancelei todas as reuniões com autoridades iranianas até que a matança sem sentido de manifestantes PARE. A ajuda está a caminho.” (New York Times)

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O Conselho de Segurança Nacional americano se reuniu nesta terça-feira sem a presença de Trump para preparar cenários e opções. O vice-presidente JD Vance, o secretário de Estado Marco Rubio e outros integrantes do governo devem apresentar alternativas ao presidente sem recomendar uma preferida. Trump tem reiterado a ameaça de uso de força militar caso o governo iraniano continue reprimindo protestos com violência letal. Entre as opções em análise estão o aumento da pressão econômica, ataques cibernéticos e maior apoio ao movimento de oposição no país. (Washington Post)-Charge do Orlando

País dividido

A Pesquisa Meio Ideia divulgada nesta terça-feira aponta um país dividido sobre a permanência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Palácio do Planalto. Segundo o levantamento, 46,9% avaliam que Lula merece continuar no cargo, enquanto 50% dizem que não. Outros 3,1% não souberam responder. Para Maurício Moura, fundador do Ideia, o resultado sintetiza o clima da disputa presidencial de 2026 e indica margem de manobra estreita para as campanhas. “A briga pelos 3% será fundamental”, afirma. A pesquisa mostra que os cristãos também estão divididos. Entre católicos, Lula tem apoio majoritário: 60% defendem sua permanência, contra 37% que são contrários. Entre evangélicos, a rejeição é ampla: 73% dizem que ele não deveria continuar, ante 24% favoráveis. (Meio)

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O senador Flávio Bolsonaro (PL) criticou a pesquisa Meio Ideia, que apresentou o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, melhor posicionado que ele na disputa pelo Planalto nas eleições deste ano. Os resultados contradizem a narrativa de crescimento que ele vem defendendo nos bastidores. Segundo o parlamentar, levantamentos internos do PL e de outros partidos indicariam a consolidação de seu nome e a viabilidade de sua candidatura. Aliados relatam que Flávio considera que pesquisas públicas, como a Meio Ideia, tendem a não captar corretamente o eleitorado de centro-direita e a subestimar candidatos ligados ao bolsonarismo. (UOL)

Michelle e Tarcísio

Enquanto isso, Michelle Bolsonaro publicou nas redes sociais um discurso de Tarcísio de Freitas com tom de presidenciável, interpretado por aliados e analistas como um sinal claro de apoio ao governador de São Paulo em detrimento de Flávio Bolsonaro. A postagem reacendeu o debate sobre quem deve comandar a pauta bolsonarista na corrida presidencial, sugerindo uma preferência de Michelle pelo projeto político de Tarcísio. A movimentação ocorre em meio a articulações intensas na direita, em que Flávio Bolsonaro insiste na construção de sua própria candidatura, enquanto setores da direita — inclusive correligionários históricos — veem em Tarcísio uma opção mais competitiva eleitoralmente. (Veja)

Nome mais competitivo

“A primeira pesquisa do ano eleitoral, a Meio Ideia, mostra Lula favorito, mas expõe uma disputa real na direita. Tarcísio de Freitas é o nome mais competitivo contra o presidente — mas o bolsonarismo não quer sair da corrida e o preço pode ser o sobrenome na chapa. Michelle Bolsonaro surge como a peça-chave dessa negociação”. (Flávia Tavares-Meio)

Banco Master

Após uma reunião entre as instituições, o Banco Central desistiu dos embargos de declaração que levariam ao plenário do TCU a decisão sobre a inspeção no BC. Em petição, a autoridade monetária afirmou que os recursos tinham como objetivo esclarecer dúvidas sobre o escopo da apuração e que essas questões foram sanadas em reunião com o tribunal. Segundo o entendimento firmado, a inspeção será rápida, vai respeitar os sigilos bancário e empresarial e preservar a discricionariedade técnica e as competências exclusivas do Banco Central. (CNN Brasil)

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E o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o governo tem dado “todo o respaldo institucional” ao Banco Central no processo de liquidação do Banco Master e elogiou a atuação do BC. Segundo ele, o diálogo com Gabriel Galípolo tem sido constante e a transparência adotada reforça a segurança do trabalho. Haddad afirmou ainda que o caso exige cautela redobrada e alertou para a gravidade das suspeitas. “Nós podemos estar diante da maior fraude bancária da história do país”, disse. (Globo)

Impostos de saúde

Bebidas alcoólicas e açucaradas continuam ficando mais baratas na maior parte do mundo por conta de baixos impostos que são raramente corrigidos pela inflação. É o que apontam relatórios divulgados pela Organização Mundial da Saúde nesta terça-feira. De acordo com a OMS, a falta de impostos mais altos sobre esses produtos resulta no consumo de substâncias associadas à obesidade, diabetes, câncer, doenças cardiovasculares, violência e acidentes, enquanto os sistemas de saúde gastam mais com doenças evitáveis. A entidade defende a adoção de impostos de saúde como uma das políticas mais eficazes para promover a saúde, prevenir doenças e fortalecer o financiamento do setor. (Folha)

“Você Morreu?”

Dados oficiais do governo chinês apontam que pessoas morando sozinhas representavam cerca de 20% de todos os lares do país em 2024, ante os 15% registrados uma década antes. Com o envelhecimento da população, o tema da morte voltou ao debate público, após um aplicativo chamar a atenção, ao se tornar um dos mais vendidos na App Store. Chamado “Você Morreu?”, o app dispara um alarme a um contato de emergência do usuário, caso a pessoa não faça login a cada 48 horas. Criado pela Moonscape Technologies, o aplicativo é apresentado como uma “ferramenta de segurança projetada para quem mora sozinho, para tornar a vida a sós mais confortável”. (UOL)

Breakfast

Por hoje é só. Este é o breakfast, o seu primeiro gole de notícias. Uma seleção com os temas de destaque da política em Rondônia e do Brasil.

Pode ser uma imagem de uma ou mais pessoas, barba, pessoas sorrindo e óculos(*) Roberto Kuppê é jornalista e articulista político,  com informações do Canal Meio

O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Mais RO não tem responsabilidade legal pela opinião, que é exclusiva do autor.

Informações para a coluna:  [email protected]

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