Por Roberto Kuppê (*)
Acir e Samuel x EN
Uma semana após o ingresso do ex-deputado federal Expedito Netto no PT, a sucessão estadual deu uma mexida e tanto. Estava meio parada e dando a impressão que o senador Marcos Rogério (PL), ia levar o governo de Rondônia com facilidade. Mas, o fator EN mudou os rumos das eleições. Netto recebeu apoiou mas também críticas. Participantes do Movimento Caminhada Esperança, o ex-senador Acir Gurgacz (PDT) e Samuel Costa (Rede), ambos pré-candidatos ao governo de Rondônia, pretendem inviabilizar as pretensões de Expedito Netto.
Acir e Samuel x EN 2
Samuel Costa confirmou que vem sendo procurado por militantes e lideranças do Partido dos Trabalhadores (PT) em Rondônia para avaliar uma possível filiação à legenda e a participação nas prévias partidárias com vistas às eleições de 2026. Reconhecido por sua atuação no campo progressista e pelo desempenho em debates públicos, Samuel afirmou que mantém diálogo constante com quadros históricos e novas lideranças do PT no estado. Segundo ele, o convite reflete a necessidade de renovação política e de construção de um projeto sólido para Rondônia.
Mudanças no Novo
O insípido e incolor partido Novo de Rondônia vai mudar de mãos nesta semana. O atual presidente Ricardo Frota vai ter que mudar suas pretensões para estas eleições se quiser continuar no partido. Um novo e barulhento nome surgirá como pré-candidato ao governo de Rondônia. Dizem tratar-se do ex-comandante geral da PM, coronel Regis Wellington Grabin Silvério.
Candidato X
O senador Confúcio Moura (MDB) deverá receber a resposta final do pré-candidato do partido ao governo de Rondônia. “X” que é um empresário de 76 anos, está recebendo resistência apenas dentro da família. Porque todos sabem que uma campanha política é desgastante e muitas das vezes ingrata. “X” é uma pessoa tranquila, comedida e não briguenta, com perfil conservador quase semelhante à Confúcio Moura. O eleitor rondoniense é conservador e costuma eleger governador com esse perfil.
O candidato “X” tem recebido muitas adesões. Até de políticos do campo adversário. Bem relacionado, o provável candidato do MDB poderá surpreender positivamente se aceitar a missão.
Expedito nega
O ex-senador Expedito Júnior falou à coluna que continua sendo o presidente do PSD em Rondônia e que o governador Marcos Rocha (União Brasil) ainda não se filiou. A conversa houve mas Marcos Rocha que joga parado, não deu resposta. Afinal de contas, ele afirmou que não sairá candidato ao Senado Federal. Não faria sentido assumir o comando de um partido que solidamente está nas mãos de Expedito Júnior. Ademais ele não precisaria comandar o PSD para ser candidato ao Senado. A vaga é dele, garantiu Expedito Júnior.
Vice de Fúria
No PSD ou não, o governador Marcos Rocha deverá indicar o pré-candidato à vice-governador na chapa de Adailton Fúria. E não seria Everton Leoni. O nome seria alguém de sua extrema confiança, o atual chefe da Casa Civil, Elias Rezende.
Ela assumiu
Na verdade, ela nunca escondeu. O pré-candidato à deputado federal pelo PT, Edson Silveira, fez um elogio à candidata ao Senado Federal de direita, Silvia Cristina (PP), por ela ter exposto o relacionamento dela com uma mulher. “Mesmo não tendo sido a deputada Silvia Cristina a destinatária do meu voto, faço questão de registrar publicamente algo que considero fundamental: ela ganhou o meu respeito. Assumir sua sexualidade e seu amor de forma aberta e verdadeira, em uma sociedade ainda fortemente conservadora como a do nosso Estado de Rondônia, é um ato de coragem”. Já o presidente do PT, Ernesto Ferreira a criticou por outra situação: “Ela perdeu meu respeito quando votou contra os trabalhadores nas reformas”.
União por Rondônia
Uma outra união de Silvia Cristina também está sendo elogiada. Trata-se da união política entre ela e o ex-prefeito de Ji-Paraná, Jesualdo Pires (PP), pré-candidato à deputado federal. Ambos estão se dando tão bem que a vitória em 4 de outubro parece iminente.
Reação ao tarifaço de Trump
A União Europeia avalia uma retaliação econômica contra os Estados Unidos, incluindo tarifas de € 93 bilhões (cerca de R$ 580 bilhões) ou restrições a empresas americanas. A intenção é uma resposta às ameaças de Donald Trump sobre anexar a Groenlândia e impor tarifas de 10% — com possibilidade de elevação para 25% a partir de junho — contra Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Reino Unido, Países Baixos e Finlândia. Em caráter de emergência, os 27 líderes da UE se reuniram no domingo em Bruxelas para alinhar uma reação conjunta antes do encontro com Trump em Davos. A 56ª edição do Fórum Econômico Mundial começa hoje, reunindo mais de 100 países. Em 2026, o evento tem como tema “o espírito de diálogo”. (AP)
Reação ao tarifaço de Trump 2
Diálogo é o que não faltou aos líderes da UE nessa reunião de última hora. Os governos europeus debateram o uso do instrumento anticoerção, que permitiria restringir o acesso de empresas americanas ao bloco. Eles querem aumentar seu poder de barganha sem romper a aliança transatlântica. Ao mesmo tempo, os países da UE anunciam reforço da segurança no Ártico, com o envio de pequenos contingentes e coordenação na Otan. A crise também provocou protestos populares. Milhares de pessoas foram às ruas da Groenlândia e de Copenhague no sábado para criticar a intenção de Trump de anexar o território. (Financial Times e CNN Brasil)
Groenlândia e o aquecimento global
O destino da Groenlândia, a maior ilha do mundo, tem consequências diretas para bilhões de pessoas, à medida que o aquecimento global acelera o derretimento de suas geleiras. O degelo abre novas rotas comerciais e facilita o acesso a minerais críticos, como grafite, zinco e terras raras, essenciais para tecnologias de energia limpa. O local também desperta interesse por suas reservas de petróleo. Esse cenário ajuda a explicar o crescente interesse de grandes potências pela ilha, administrada pela Dinamarca como território semiautônomo. (New York Times)
Convite ou intimação?
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu um convite de Donald Trump para integrar um “Conselho de Paz” responsável por acompanhar a reconstrução da Faixa de Gaza. Além de Lula, foram convidados líderes como Recep Tayyip Erdogan, da Turquia; Javier Milei, da Argentina; e Nayib Bukele, de El Salvador. Os integrantes do conselho terão mandato de três anos. Segundo informação confirmada por auxiliares de Lula, aqueles que desembolsarem US$ 1 bilhão (em torno de R$ 5,37 bilhões) em dinheiro vivo poderão ocupar cargos vitalícios. No sábado, Milei confirmou o convite e disse que será “uma honra” fazer parte. (Globo)
Lula criticou
Em artigo no New York Times, Lula criticou a ação militar dos EUA na Venezuela, afirmando que ela enfraquece o direito internacional e a ordem multilateral. Defendeu a soberania e a autodeterminação dos povos, condenou medidas unilaterais e disse que o futuro do país deve ser decidido por seu povo. “Somente um processo político inclusivo, conduzido pelos próprios venezuelanos, levará a um futuro democrático e sustentável”, escreveu. (New York Times)
Seguro X Ventura
O socialista António José Seguro e o candidato de ultradireita André Ventura foram os mais votados nas eleições deste domingo para a presidência de Portugal. Eles disputarão um inédito segundo turno em 8 de fevereiro. Seguro obteve 31,1% dos votos, seguido por Ventura, com 23,5%. A tarefa dos dois agora é atrair o eleitorado e os partidos de centro, grandes derrotados no pleito. (Público)
Irã x EUA
O presidente do Irã, Masud Pezeshkian, advertiu neste domingo que qualquer ataque contra o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, será considerado uma declaração de guerra. Manifestantes relatam repressão com tiros nos protestos, que duram mais de 20 dias, e pedem fim do regime dos aiatolás. Cerca de 5 mil pessoas já morreram em decorrência da violência, afirmou a agência de notícias Reuters. Enquanto isso, o acesso à internet foi parcialmente restabelecido no país, após 10 dias de bloqueio nacional. (g1)
Raul Jungmann
Morreu neste domingo, aos 73 anos, o ex-ministro e ex-deputado Raul Jungmann, que lutava desde o ano passado contra um câncer no pâncreas. Pernambucano de Recife, Jungmann conquistou projeção nacional ao assumir o Ministério do Desenvolvimento Agrário e de Políticas Fundiárias em 1996, no governo de Fernando Henrique Cardoso. Elegeu-se deputado em 2002 e 2006, perdendo a disputa para o Senado quatro anos depois, mas voltando à Câmara no pleito de 2014. Em 2016, já sob Michel Temer, foi ministro da Defesa e, em 2018, tornou-se o primeiro ministro da Segurança Pública. A morte de Jungmann, considerado um homem de diálogo e defensor da democracia, repercutiu entre políticos e amigos, com o ex-presidente Temer classificando-o como “um homem que soube servir ao país”, enquanto o líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP) disse que o país perdeu “um dos mais capacitados e éticos homens públicos” que já conheceu. (g1)
Pedido de prisão domiciliar
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes rejeitou um pedido de prisão domiciliar para o ex-presidente Jair Bolsonaro. A solicitação foi feita pelo advogado Paulo Carvalhosa, que não faz parte da equipe de defesa de Bolsonaro. Mendes rejeitou o benefício sem analisar o mérito do pedido por entender que a jurisprudência da Corte não admite habeas corpus impetrado por terceiros. (UOL)
União de presidenciáveis da direita
Após a transferência de Jair Bolsonaro para a Papudinha, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pregou união de presidenciáveis da direita. Em vídeo divulgado em suas redes, criticou a prisão do pai e defendeu um palanque presidencial liderado por ele, reunindo Michelle Bolsonaro e governadores de direita como Tarcísio de Freitas, Ratinho Jr., Romeu Zema e Ronaldo Caiado. (Globo)
Os médicos e o monstro
Tinha que ser bolsonarista. Tinha que ser CAC. Carlos Alberto Azevedo Filho, médico de 44 anos, preso preventivamente por matar dois outros médicos em 17/01 em Barueri (SP), tem uma ficha criminal com diversos outros crimes. Azevedo teria matado os também médicos Luís Roberto Pellegrini Gomes, de 43 anos, e Vinicius dos Santos Oliveira, de 35 anos, por contratos médicos. Em julho de 2025, Azevedo já havia sido preso por dois outros crimes graves – racismo e agressão. O incidente de dois anos atrás aconteceu em um hotel de luxo em Aracaju (SE).
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Conforme a polícia, Azevedo tem registro de Colecionador, Atirador e Caçador (CAC), mas não tinha licença para andar armado. Pela legislação federal, quem é CAC não pode portar a arma para defesa pessoal – é necessário ter uma autorização específica. Outro aspecto controverso na atuação de Azevedo são suas convicções políticas. Quando observamos suas curtidas e perfis seguidos no Instagram, ele segue Jair Bolsonaro e os filhos Flávio, Eduardo e Carlos, além de um perfil de apoio ao clã, chamado “exercitobolsonaro”.
LGBTQIA+
A cada 34 horas, uma pessoa LGBTQIA+ foi morta no Brasil em 2025, de acordo com um levantamento do Observatório do Grupo Gay da Bahia (GGB). Foram 257 casos notificados ao longo do último ano entre homicídios, latrocínios e outras causas. O número representa uma queda de 12% nas mortes violentas, em comparação às 291 relatadas no ano anterior. A entidade alerta para a subnotificação de casos e falta de informação sobre crimes cometidos contra a comunidade. Entre as vítimas estão 156 gays, 46 mulheres trans e 18 travestis. O Nordeste lidera entre as regiões mais violentas, com 66 mortes, seguido por Sudeste (48) e Centro-Oeste (33). (g1)
Marcus Lacerda
Perseguido durante a pandemia por liderar estudo que comprovou a ineficácia da cloroquina para tratar covid, o infectologista brasileiro Marcus Lacerda foi nomeado diretor do Programa Especial para Pesquisa e Treinamento em Doenças Tropicais (TDR) da OMS. Graduado em Medicina pela Universidade de Brasília (UnB), ele é professor do Programa de Pós-Graduação em Medicina Tropical da Universidade do Estado do Amazonas e professor adjunto da University of Texas Medical Branch (UTMB), além de ser pesquisador especialista em Saúde Pública da Fiocruz. Lacerda também é líder internacional em pesquisa sobre malária, especialmente no manejo e eliminação do Plasmodium vivax, causador da doença. (Globo)
Voo tripulado à Lua
A Nasa pretende lançar a missão Artemis 2 no dia 6 de fevereiro, com o primeiro voo espacial tripulado à Lua em mais de meio século, enviando quatro astronautas. Caso o lançamento não aconteça entre os dias 5 e 11, novas tentativas podem ocorrer em cerca de um mês. Esta será a primeira missão tripulada com destino à Lua desde dezembro de 1972, quando ocorreu a Apollo 17, e estabelecerá novos marcos nas viagens espaciais. Pela primeira vez, um homem negro, uma mulher e um astronauta não americano serão enviados para a órbita do satélite terrestre. (Folha)
Breakfast
Por hoje é só. Este é o breakfast, o seu primeiro gole de notícias. Uma seleção com os temas de destaque da política em Rondônia e do Brasil.
(*) Roberto Kuppê é jornalista e articulista político, com informações do Canal Meio
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