Por Édson Silveira
A extrema direita brasileira segue apontando o dedo para Lula enquanto tropeça na própria hipocrisia. Espalha mentiras, fabrica áudios, distorce fatos e cria escândalos artificiais para tentar sustentar uma narrativa que não resiste a cinco minutos de realidade.
O reel que circula nas redes é só mais um capítulo desse teatro grotesco. Não há prova, não há fato, não há investigação. Só gritaria e fake news — a matéria-prima preferida de quem perdeu o debate político.
Falsas acusações como método
Quando faltam fatos, sobram invenções. A estratégia é simples: repetir a mentira até cansar, apostar na desinformação e fingir indignação moral. A extrema direita não acusa Lula porque tem razão, acusa porque precisa sobreviver politicamente.
E o mais irônico é ver essa turma falando em “corrupção” enquanto fecha os olhos para aquilo que realmente está sendo investigado — agora, sem interferência, sem aparelhamento e sem proteção política.
INSS, Banco Master e a farra que veio à tona
Sob o governo Lula, a Polícia Federal voltou a fazer aquilo que foi criada para fazer: investigar. E investigar sem pedir licença a banqueiro, político, miliciano ou figurão do mercado financeiro.
As investigações envolvendo fraudes no INSS, esquemas financeiros ligados ao Banco Master e operações que atingiram diretamente o coração da Faria Lima expuseram um sistema que sempre se achou intocável. Fintechs usadas como lavanderias modernas, estruturas financeiras sofisticadas para ocultar dinheiro e relações promíscuas entre mercado, crime organizado e corrupção institucional.
Nada disso nasceu agora. A diferença é que agora ninguém segura a Polícia Federal.
Faria Lima, crime organizado e o fim da blindagem
Durante anos, parte do sistema financeiro operou como se estivesse acima da lei. A operação que revelou conexões entre agentes do mercado, fintechs e o Comando Vermelho desmontou um mito conveniente: o de que o crime organizado mora apenas na periferia.
O dinheiro sujo circula de terno, gravata, aplicativo bancário e planilha sofisticada. E foi justamente essa engrenagem que começou a ser desmontada por uma Polícia Federal fortalecida, técnica e sem interferência política — algo impensável no governo Bolsonaro.
O contraste com o governo Bolsonaro é escandaloso
Enquanto hoje banqueiros, executivos, operadores financeiros e esquemas bilionários entram no radar, no governo Bolsonaro a Polícia Federal era tratada como capacho do poder. Delegados eram trocados, investigações eram travadas e aliados eram blindados.
O discurso anticorrupção nunca passou de marketing eleitoral. Na prática, o governo Bolsonaro foi um dos mais lenientes com o crime financeiro, com a milícia e com esquemas de poder — desde que envolvessem “os seus”.
Moral seletiva e desespero político
É por isso que a extrema direita grita. Não é indignação. É medo. Medo de uma Polícia Federal que investiga, de um Estado que funciona e de um governo que não interfere para salvar amigos.
Contra Lula, eles têm fake news. Contra o bolsonarismo, o mercado criminoso e seus cúmplices, existem operações, provas, prisões e investigações em curso.
No fim das contas, a gritaria não esconde a verdade: quem acusa sem provas é porque sabe que, desta vez, a blindagem acabou.
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Autoria:
Edson Silveira, advogado, administrador, professor, membro da executiva estadual do PT/RO e pré-candidato a deputado federal pelo PT/RO.



