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quinta-feira, fevereiro 19, 2026
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Coluna Zona Franca

Por Roberto Kuppê (*)

Arismar e Aegea

O Delegado Arismar Araújo, fez questão de noticiar em suas redes sociais que o município do qual foi prefeito, Pimenta Bueno, pode estar envolvido no escândalo da Aegea. Segundo Arismar, quatro prefeituras de Rondônia foram citadas numa delação premiada. Arismar foi eleito prefeito em 2018, numa eleição suplementar e reeleito em 2020, sendo candidato único.

Arismar e Aegea 2

No estado, a Aegea responde pelo fornecimento de água em Rolim de Moura (águas de Rolim), Jaru (águas de Jaru), Pimenta Bueno (águas de Pimenta Bueno) e Ariquemes (águas de Ariquemes), atendendo milhares de moradores e desempenhando papel central em um serviço essencial. Arismar destaca que as privatizações ocorreram entre 2010 e 2018, antes, portanto, de assumir a prefeitura de Pimenta Bueno.

Eleições PA

As eleições no estado do Pará estão virando caso de Juizado de Pequenas Causas. Um pré-candidato ao governo do PA ficou devendo 20k à uma ex-assessora. Começando mal.

Eleições PA 2

Até o momento seis políticos se colocam como possíveis candidatos a governador do Pará nas eleições 2026. O atual governador Helder Barbalho (MDB) não poderá se reeleger e ficará de fora da disputa eleitoral. Barbalho deve apoiar a vice-governadora Hana Ghassan (MDB), do mesmo partido, na candidatura ao governo. Os mais recentes movimentos do PT têm sido no sentido de indicar o vice na chapa de Hana Ghassan, e não lançar um candidato próprio.

Eleições 2026

As eleições de 2026 ocorrerão apenas em outubro, mas o calendário eleitoral já começou a valer desde a virada do ano. São diversas etapas do processo, que vai desde o registro de pesquisas de intenção de voto no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a até a realização do segundo turno. Há também etapas como a validação do teste das urnas em maio, as convenções partidárias em julho e registro dos candidatos até agosto.

Eleições 2026-2

A disputa em si será no dia 4 de outubro, e eventual segundo turno será no dia 25, nas cidades com mais de 200 mil eleitores. Neste ano, mais de 150 milhões de brasileiros irão às urnas eleger: presidente da República; 27 governadores; 54 senadores (2/3 do total); 513 deputados federais; deputados estaduais e distritais (o número varia conforme o estado).

Veja as principais datas das eleições municipais de 2026:

 

Março e abril Entre março e abril ocorre a chamada janela partidária. Nesse período de um mês,deputados federais, estaduais e distritais podem mudar de partido sem risco de perder o mandato por infidelidade partidária. A medida vale para eleitos pelo sistema proporcional nas últimas eleições nacionais. Também até seis meses antes do pleito, ou seja, até abril, é exigida a desincompatibilização de ocupantes de cargos públicos que pretendem disputar a eleição. Governadores, ministros, secretários estaduais, prefeitos e juízes devem deixar seus cargos nesse prazo, para evitar abuso de poder econômico ou político. No mesmo marco temporal, partidos e federações que pretendem lançar candidatos precisam ter seus estatutos registrados no Tribunal Superior Eleitoral. Ainda até o início de abril, quem pretende concorrer deve ter domicílio eleitoral definido na circunscrição da disputa. O título precisa estar regularizado no local onde o candidato quer se eleger.

 

Ação do STF é criticada

A decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, de determinar a investigação do vazamento de dados da Receita Federal de ministros e de seus familiares foi alvo de críticas de parlamentares. Na terça-feira, a Polícia Federal realizou uma operação contra quatro suspeitos, autorizada pelo ministro após pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR). Foram cumpridos mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio e Bahia. Também foram determinadas medidas cautelares como monitoramento por tornozeleira eletrônica, cancelamento de passaportes e proibição de saída do país. Os quatro também estão impedidos de entrar nos prédios do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) e da Receita. O deputado Carlos Jordy (PL-RJ) disse nas redes sociais que Moraes “abriu inquérito por conta própria para proteger interesses pessoais e de familiares, usando o STF como escudo”. O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) disse que “combater vazamentos e venda de dados sigilosos é importante, mas não deve servir como cortina de fumaça para ocultar patrimônios injustificados ou crimes praticados por figuras importantes da República”. (Folha)

Ação do STF é criticada 2

A reação não é só no Congresso. Como conta Malu Gaspar, ministros do próprio STF ficaram irritados por não terem sido consultados ou comunicados da operação por Moraes, já que a ação os envolve. Nos bastidores, integrantes da Corte avaliam que o real objetivo do ministro é identificar quem vazou a existência de um contrato de quase R$ 13 milhões entre o Banco Master e o escritório de sua esposa, Viviane Barci de Moraes. (Globo)

Ação do STF é criticada 3

A investigação é um novo desdobramento do controverso inquérito das Fake News, criado em 2019 para apurar ataques a ministros do STF. Moraes ordenou que a Receita rastreasse qualquer consulta ou tentativa de acesso envolvendo os atuais 10 integrantes da Corte, bem como suas esposas, filhos, irmãos e todos os ascendentes. A investigação aponta que houve acesso sem autorização aos dados da esposa do ministro por um servidor do Serpro. O filho de outro ministro do Supremo também teve a declaração de IR devassada sem autorização judicial. O relatório deve ser apresentado ainda esta semana. (Metrópoles)

Tayayá

O cruzamento entre as mensagens extraídas pela PF do celular de Daniel Vorcaro e extratos podem comprovar transações financeiras entre o banqueiro e o resort de luxo que teve o ministro do STF Dias Toffoli como sócio. O fundo de investimentos Arleen, usado pelo dono do Banco Master para comprar parte da participação do ministro no Tayayá, movimentou R$ 35 milhões, segundo o Estadão. Em agosto de 2024, por mensagens de texto, Vorcaro repassou ao cunhado, o pastor Fabiano Zettel, as cobranças de pagamentos. “Cara, me deu um puta problema. Onde tá a grana?”. O cunhado respondeu: “No fundo dono do Tayayá. Transfiro as cotas dele”. Zettel completou: “Pagamos 20 milhões lá atrás. Agora mais 15 milhões”. Em nota divulgada anteriormente, Toffoli negou ter recebido pagamentos de Vorcaro. No sábado, a equipe do ministro respondeu que a única operação ocorrida entre a Maridt e o Arleen foi a venda de parte da participação no grupo Tayayá em setembro de 2021. As mensagens fazem parte do relatório que está sob análise do procurador-geral da República, Paulo Gonet. (Estadão)

Lula vetou

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vetou parcialmente nesta quarta-feira os projetos de lei que estabelecem reajustes de cerca de 9% aos funcionários da Câmara dos Deputados, do Senado e do Tribunal de Contas da União (TCU). As propostas aprovadas há duas semanas previam aumento salarial e criação de “penduricalhos” – indenizações e verbas extras – que poderiam elevar alguns vencimentos acima de R$ 80 mil, ultrapassando o teto atual de R$ 46.366,19. Lula vetou a criação de uma licença compensatória e o escalonamento de reajustes para 2027–2029, citando a Lei de Responsabilidade Fiscal. A decisão também buscou evitar desgaste em ano eleitoral e alinhou o governo à determinação do ministro Flávio Dino, que suspendeu penduricalhos. (Folha)

Viradouro foi a campeã

Com exaltação ao Mestre Ciça, a Unidos do Viradouro foi a campeã do Carnaval 2026 no Rio de Janeiro. A Vermelha e Branca de Niterói chegou ao seu quarto título ao gabaritar todos os nove quesitos do júri, alcançando 270 pontos nas notas válidas. Por 0,1 ponto, a Beija-Flor de Nilópolis ficou com o vice. Com um enredo que homenageou Lula, a Acadêmicos de Niterói ficou em último lugar e foi rebaixada do Grupo Especial. Em São Paulo, a Mocidade Alegre foi a grande campeã, superando a Gaviões da Fiel por apenas um décimo, ao levar para a passarela a trajetória da atriz Léa Garcia. Campeã do ano passado, a Rosas de Ouro foi rebaixada para o Grupo de Acesso junto com a Águia de Ouro. (g1)

Acadêmicos de Niterói rebaixada

A Acadêmicos de Niterói, que prestou homenagem a Lula  acabou sendo rebaixada para a Série Ouro. A coluna perguntou para 10 pessoas quem é o Ciça. Ninguém soube responder. Aí este articulista disse: “foi o homenageado pela Viradouro, escola campeã do Carnaval do Rio de Janeiro de 2026”. Pois é. Lula reeleito três vezes, caminhando para a quarta, presidente da República, homenageado pela Acadêmicos de Niterói, foi menosprezado pelo juri. Juri este, a maioria, composto por representantes de bicheiros que comandam as escolas de samba do Rio de Janeiro. Bicheiros ligados à Bolsonaro. Não tinha como dar outro resultado: Acadêmicos de Niterói rebaixada!

Alerta máximo

bandeira dos eua e irãO governo de Israel determinou nesta quarta-feira o alerta máximo de seus serviços de segurança interna para a eventualidade de uma guerra entre os Estados Unidos e o Irã. Não houve mobilização militar, mas isso parece inevitável caso Donald Trump decida atacar. O alerta inclui o Comando da Frente Interna e os serviços de ambulância e resgate a ele associados. Não houve um anúncio formal do governo de Benyamin Netanyahu, mas uma reunião de gabinete que estava marcada para o próximo domingo foi adiada. (g1)

Jesse Louis Jackson

Pupilo de Martin Luther King Jr., morreu nesta terça-feira, aos 84 anos, o reverendo Jesse Louis Jackson, importante líder dos direitos civis nos Estados Unidos. Ele esteve hospitalizado nos últimos meses devido a uma paralisia supranuclear progressiva. Jackson se tornou um político inovador, formando uma aliança ousada de negros, brancos, latinos, asiático-americanos, nativos e pessoas LGBTQIA+, ajudando a abrir caminho para um Partido Democrata mais progressista. Ele foi o primeiro candidato presidencial a fazer do apoio aos direitos dos homossexuais uma parte fundamental de sua plataforma de campanha. (CNN)

Breakfast

Por hoje é só. Este é o breakfast, o seu primeiro gole de notícias. Uma seleção com os temas de destaque da política em Rondônia e do Brasil.

(*) Roberto Kuppê é jornalista e articulista político,  com informações do Canal Meio

O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Mais RO não tem responsabilidade legal pela opinião, que é exclusiva do autor.

Informações para a coluna:  [email protected]

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