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sexta-feira, fevereiro 27, 2026
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Coluna Zona Franca

Por Roberto Kuppê (*)

Missão possível

Depois de muito negar, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, aceitou, mais uma vez, os apelos do presidente Lula e será o candidato do PT ao governo de São Paulo em 2026. Lula aproveitou compromissos oficiais na Ásia para convencer Haddad, que vinha demonstrando resistência à candidatura diante do favoritismo do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). O ministro avaliava o cenário como adverso e evitava assumir novo embate eleitoral no estado. Segundo interlocutores, Lula argumentou que a reorganização do palanque paulista é estratégica para o projeto nacional do PT e insistiu na necessidade de um nome competitivo para enfrentar Tarcísio. Haddad cedeu. (UOL)

Missão possível 2

A possível candidatura do petista impõe novos desafios à estratégia do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) na montagem de sua chapa majoritária.Segundo a publicação, integrantes do entorno de Tarcísio avaliam, de forma reservada, que, caso optasse por disputar o Senado, Haddad estaria eleito.

Missão possível 3

Lula deve viajar a Washington entre os dias 15 e 20 de março, e a possível participação de Haddad na comitiva pode influenciar o momento de sua saída. O futuro do ministro após deixar a pasta permanece indefinido, embora ele já tenha manifestado interesse em atuar na coordenação da campanha de reeleição do presidente.

Gente nojenta

Políticos bolsonaristas já estão usando a tragédia em Juiz de Fora para fazer o que mais sabem: espalhar fake news. O parlamentar primo de traficante, Nikolas Ferreira, após passar dias focado no traje típico da Coreia do Sul que a primeira dama Janja da Silva usou, finalmente foi para a região mineira afetada pelas chuvas. Mas, em vez de ajudar, foi atrapalhar, fazendo fotos e vídeos para mostrar em suas redes sociais. Ridículo e oportunista.

Gente nojenta 2

Esse mesmo parlamentar quando era vereador, ajudou a derrubar um pedido de empréstimo de 900 milhões de reais para fazer face à eventos climáticos como o que está ocorrendo em Juiz de Fora. O próprio governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), cortou verbas para desastres climáticos. O presidente Lula mandou ministros e abriu os cofres públicos para atender as demandas. Como sempre, apesar da pronta assistência do governo federal, bolsonaristas espalham fake news. A direita sendo direita.

Gente nojenta 3

A tragédia provocada pela chuva na Zona da Mata mineira contabiliza 59 mortes, segundo atualização divulgada no início da noite desta quinta-feira (26/2) pelo Corpo de Bombeiros. Ao todo, são oito frentes de trabalho em atuação, sendo seis em Juiz de Fora e duas em Ubá, com operações ininterruptas de busca e salvamento.

Sigilo fiscal de Lulinha

O show midiatico e fantasioso da CPMI do INSS. Só para criar manchetes de jornais e sites de notícias. Lulinha disse que não precisava quebrar o sigilo bancário dele. Ele mesmo o fornecerá por livre e espontânea vontade. Quem não deve não teme.

Mendonça autorizou quebra de sigilo

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou em janeiro a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemáticos de Lulinha, antes de a CPMI do INSS aprovar um requerimento com pedido semelhante nesta quinta-feira (26), em meio a uma sessão marcada por tumulto e acusações de irregularidades na condução da votação. A informação foi confirmada pelo jornal Valor Econômico, após ter sido revelada pelo site Poder360, e se insere no ambiente de crescente disputa política em torno da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito que apura um esquema de descontos indevidos no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), caso que passou a produzir desdobramentos judiciais e parlamentares simultâneos.

Governo reage

E o governo reagiu. A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, classificou como “golpe” a quebra de sigilo bancário e fiscal de Lulinha na CPI do INSS. Segundo Gleisi, a deliberação foi conduzida de forma irregular pelo presidente da CPI, senador Carlos Viana (Podemos-MG). “Foi uma votação simbólica, sem contagem individual de votos. Consideramos que é nula”, afirmou. Governistas articulam junto ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), a tentativa de anular o ato. Aliados do Planalto alegam que detinham maioria entre os titulares presentes, mas não puderam solicitar nova verificação nominal porque o instrumento já havia sido usado anteriormente pela oposição na mesma sessão. (Folha)

Grande pizza 🍕

Este articulista enxerga que o objetivo de se envolver Lulinha na trama do INSS é meramente para embaralhar as investigações e transformar numa grande pizza. Além de tirarem proveito eleitoral.

Grande pizza 🍕2

Vinícius Torres Freire: “O acordão para ‘abafar o caso’ está com desarranjo. Balançam os acertos tácitos ou explícitos de proteger amigos e comparsas nos casos do Master, da roubança do INSS e até dos esquecidos fundos secretos da Reag”. (Folha)

Irmãos Toffoli

Em meio à confusão no Congresso, o ministro André Mendonça autorizou que José Eugênio Dias Toffoli e José Carlos Dias Toffoli não compareçam à CPI do Crime Organizado no Senado. Os dois são irmãos do ministro Dias Toffoli. A decisão atende a pedido da defesa, que argumentou que ambos foram convocados na condição de investigados e, portanto, não são obrigados a prestar depoimento. Mendonça aceitou o pedido afirmando que, como são investigados, os irmãos de Toffoli têm assegurado o direito constitucional de não produzir prova contra si mesmos. (g1)

Penduricalhos

O presidente do STF, Edson Fachin, adiou para 25 de março a conclusão do julgamento das ações que discutem o pagamento dos chamados “penduricalhos” — verbas indenizatórias que permitem a algumas categorias receber acima do teto constitucional. O plenário analisa decisões individuais dos ministros Flávio Dino e Gilmar Mendes em processos distintos. Dino determinou a revisão e suspensão de parcelas acima do teto que não estejam previstas em lei, além de proibir novos atos ou normas que autorizem pagamentos considerados ilegais. Mendes, por sua vez, estabeleceu que Judiciário e Ministério Público só podem pagar verbas indenizatórias previstas em lei federal. A análise teve início na quarta-feira, com sustentações orais. A expectativa era de que os votos começassem nesta quinta-feira, mas a conclusão foi remarcada. (g1)-Charge do Marcelo Martinez.

Estados Unidos x Irã

Os Estados Unidos e o Irã não chegaram a um acordo sobre o programa nuclear iraniano e voltarão à mesa de negociações na próxima semana. Nesta quinta-feira representantes dos dois países se encontraram para seis horas de conversas em Genebra. Segundo o chanceler de Omã, Badr Albusaidi, que atua como mediador, houve avanços suficientes para justificar a retomada dos diálogos. A próxima etapa ocorrerá em Viena e contará com a participação de equipes técnicas — especialistas em temas nucleares, sanções e questões financeiras — sinalizando aprofundamento das tratativas. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, confirmou que os grupos técnicos se reunirão na segunda-feira na sede da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). A equipe principal de negociadores deve voltar à mesa cerca de uma semana depois. (New York Times)

Paquistão X Afeganistão

O Paquistão bombardeou nas primeiras horas desta sexta-feira Cabul, capital do vizinho Afeganistão, e outras duas províncias do país. O ataque acontece após uma série de escaramuças na fronteira e marca o fracasso de um acordo mediado pelo Catar. (Guardian)

Warner Bros-Netflix

A Netflix anunciou nesta quinta-feira que desistiu de aumentar a oferta para comprar a Warner Bros. Discovery, em uma reviravolta que deixa o caminho livre para a Paramount, do empresário David Ellison, assumir o controle do estúdio. A gigante do streaming afirmou que o negócio “não é mais financeiramente atraente” após a oferta da Paramount subir para US$ 111 bilhões. O acordo original da Netflix, fechado em US$ 83 bilhões, poderia consolidar a companhia como principal potência do entretenimento tradicional, mas gerou questionamentos de acionistas e isso fez a empresa perder mais de US$ 60 bilhões em valor de mercado. Mas, com a retirada, as ações da Netflix subiram quase 10% no after hours. (New York Times)

Ultimato do Pentágono

A Anthropic rejeitou na noite desta quinta-feira o ultimato do Pentágono para que liberasse o acesso total de seu chatbot Claude a fim de ser usado na vigilância interna nos Estados Unidos e no controle de armas autônomas. Embora negasse a intenção desse tipo de uso, o Pentágono não queria a restrição explícita nos contratos com a empresa, e o secretário de Defesa, Pete Hegseth afirmou que as Forças Armadas deveriam ter liberdade de usar a tecnologia em “todo o leque de ações de guerra”. Com a recusa, a Anthropic pode perder seus contratos com o Departamento de Defesa dos EUA. (Washington Post)

Projeto do Redata

O Senado não votou o projeto do Redata e deixou caducar a medida provisória que criava incentivos fiscais para atrair data centers ao Brasil, frustrando o governo e o setor, que aguardavam a aprovação para anunciar investimentos estimados em até R$ 60 bilhões nos próximos anos. O programa previa renúncia fiscal de R$ 5,2 bilhões em 2026, já contemplada no Orçamento, e exigia contrapartidas como uso de energia renovável e oferta mínima de 10% da capacidade ao mercado interno. (Folha)

Projeto do Redata 2

E em entrevista, o presidente da Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação e de Tecnologias Digitais (Brasscom), Affonso Nina, afirma que esse atraso regulatório pode empurrar projetos para outros países em um momento em que o Brasil já importa cada vez mais serviços de processamento de dados, com déficit que saltou de US$ 3 bilhões em 2021 para quase US$ 8 bilhões no ano passado. Segundo ele, construir um data center aqui custa até 30% mais do que em concorrentes por causa da carga tributária. (UOL)

Tempo integral

O Brasil avançou no percentual de estudantes em tempo integral em todas as etapas da educação básica e no ensino profissionalizante, mas ainda patina no número de crianças na creche e em matrículas na educação de jovens e adultos (EJA), que atingiu o menor patamar desde 1996. É o que mostra o Censo Escolar 2025, divulgado nesta quinta-feira pelo Ministério da Educação (MEC). No ano passado, o país registrou 923 mil novas vagas em tempo integral na rede pública, mas em um ano, o número de matrículas na educação básica reduziu mais de 1 milhão, de 47,08 milhões para 46,01 milhões. (Globo)

Escola cívico-militar: situação vexatória

Estudantes são obrigados a fazer flexão em escola públicaAlunos da escola cívico-militar CED 01 do Itapoã, região administrativa do Distrito Federal, foram submetidos a punições por utilizarem blusas de frio “de cor inadequada”. O castigo consistia na execução de flexões e permanecer ajoelhados em uma parte externa da instituição antes do início das aulas. O caso ocorreu nesta quarta-feira (25). A denúncia foi feita por relatos de um responsável através de vídeos gravados, supostamente, por outros alunos. Nas imagens, é possível ver ao menos 15 alunos realizando flexões sob a supervisão de um policial, que também faz o exercício.

Escola cívico-militar: situação vexatória 2

A União dos Secundaristas do Distrito Federal (UES-DF) publicou, juntamente com o vídeo, uma nota de repúdio à situação que classificou como “situação vexatória” e “pedagogicamente inadmissível”. “Este episódio não é isolado, ele escancara o caráter autoritário e pedagógica e socialmente falido do modelo de escola cívico-militar”, aponta trecho da nota. “Obrigar estudantes a fazer flexão, a permanecer ajoelhados como forma de punição por uma questão de cor de blusa, não é uma disciplina pedagógica, é um constrangimento. Quando as práticas como essa se tornam recorrentes, o que está em jogo não é uma regra escolar, são os direitos fundamentais dos estudantes”, destacou.

Desintrusão

Gilmar Mendes suspende desintrusão da Terra Indígena Uru-Eu-Wau-Wau. A decisão ocorre no âmbito da Petição 9.585, antes vinculada à ADPF 709 que previa as desintrusões de ao menos sete terras indígenas, e atende a pedidos de parlamentares da bancada de Rondônia, entre eles o deputado federal Lúcio Mosquini (MDB/RO) e o senador Confúcio Moura (PMDB/RO), fundamentados em relatórios que apontam supostos erros na demarcação e na colonização da região nas décadas de 1970 e 1980.

Desintrusão 2

O GLOBO teve acesso à decisão do último dia 5 de fevereiro sobre a ação, que corre em sigilo. Nela, Gilmar Mendes determina “a suspensão imediata” das atividades de retirada de não indígenas em três áreas específicas: Projeto de Assentamento Dirigido (PAD) Burareiro (Monte Negro), Projeto de Assentamento Jaru-Uaru (Jaru) e a Gleba Novo Destino (Alvorada do Oeste). “Determino a suspensão das atividades pendentes do plano de desintrusão ou de pós-desintrusão”, escreve o ministro na decisão. A decisão ocorre no âmbito da Petição 9.585, antes vinculada à ADPF 709 que previa as desintrusões de ao menos sete terras indígenas, e atende a pedidos de parlamentares da bancada de Rondônia, entre eles o deputado federal Lúcio Mosquini (MDB/RO) e o senador Confúcio Moura (PMDB/RO), fundamentados em relatórios que apontam supostos erros na demarcação e na colonização da região nas décadas de 1970 e 1980.

Desintrusão 3

Gilmar Mendes deu um prazo de dez dias para que a União preste esclarecimentos precisos sobre o cronograma e as propostas de solução para essas áreas de sobreposição. A Funai também foi intimada a apresentar levantamentos topográficos para a possível realocação de marcos de fronteira. A decisão não encerra o processo de desintrusão em toda a terra indígena, mas congela as expulsões nas áreas de assentamento antigo até que o Estado decida como indenizar ou realocar essas famílias.

Ausência de Netto

O presidente estadual do PT de Rondônia, Ernesto Ferreira, justificou à coluna a ausência do pré-candidato ao governo Expedito Netto (PT), ao evento com a participação do ministro da Educação, Camilo Santana em Porto Velho na última quarta-feira, 25.”O Expedito Netto estava em uma agenda ontem com o Edinho Silva, presidente nacional do PT acertando a sua candidatura, eu pedi para ele não vir para essa agenda porque era muito importante aos encaminhamentos para vir para Rondônia com algumas definições”. Netto vem se esforçando para demonstrar aos companheiros rondonienses que está disposto mesmo a concorrer pelo partido petista. Para isso necessita do apoio formal do presidente Lula.

Enquanto isso…

O MDB continua sem candidato ao governo de Rondônia. E pelas bandas do Podemos, o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes, conseguiu apagar o fogo da vaidade do deputado estadual Delegado Camargo (Republicanos), que continua como pré-candidato ao Senado Federal. Já Flori Cordeiro continua pré-candidato ao governo de Rondônia cada vez mais forte. Ou, a sete meses e cinco dias das eleições, um poderá ser vice-governador do outro. Tudo é possível.

Eu queria que você estivesse aqui

Há três meses este articulista enterrou a mãe, dona Petronila no Eco Memorial Cemitério de Maceió. É uma dor que não passa. A irmã Lucinha deste que mora no Rio, que esteve presente à cerimônia de despedida, disse ontem à este: “Se você não lembrasse eu diria que ela não morreu. Está viva entre nós”. Verdade. Dona Petronila está mais presente do que nunca.

Eu Queria Que Você Estivesse Aqui (Pink Floyd)
Wish You Were Here
Então, então você acha que consegue distinguir
So, so you think you can tell
O céu do inferno?
Heaven from hell?
A alegria da dor?
Blue skies from pain?
Você consegue distinguir um campo verde
Can you tell a green field
De um trilho de aço frio?
From a cold steel rail?
Um sorriso de uma máscara?
A smile from a veil?
Você acha que consegue distinguir?
Do you think you can tell?

Breakfast

Por hoje é só. Este é o breakfast, o seu primeiro gole de notícias. Uma seleção com os temas de destaque da política em Rondônia e do Brasil.

(*) Roberto Kuppê é jornalista e articulista político,  com informações do Canal Meio

O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Mais RO não tem responsabilidade legal pela opinião, que é exclusiva do autor.

Informações para a coluna:  [email protected]

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