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sexta-feira, fevereiro 27, 2026
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Confúcio Moura e a política do equilíbrio em Rondônia

Por Roberto Kuppê (*)

Em tempos de polarização, a política do equilíbrio virou artigo raro. Em Rondônia, o senador Confúcio Moura (MDB-RO) construiu sua trajetória justamente nessa linha — às vezes incompreendida, mas consistentemente respeitada em Brasília.

A recente suspensão da desintrusão em áreas que atingem famílias de Alvorada do Oeste, Monte Negro e Jaru é exemplo disso. O movimento não nasceu de discursos inflamados, mas de articulação institucional, diálogo técnico e credibilidade acumulada ao longo de décadas de vida pública.

Confúcio é hoje uma das vozes que buscam conciliar produção e preservação ambiental — um caminho difícil, que frequentemente gera desgaste político. Defender o meio ambiente em um estado de forte vocação agropecuária nunca foi tarefa simples. Ainda assim, o senador tem mantido essa posição de forma coerente desde os tempos de prefeito, passando pelo governo estadual e agora no Senado.

Em Brasília, essa coerência produz efeitos concretos. Ministros e autoridades federais sabem que, quando Confúcio Moura leva uma demanda do setor produtivo, ela costuma vir acompanhada de estudo, responsabilidade e preocupação ambiental. Não se trata de liberar geral, mas de fazer justiça a quem está de boa-fé — especialmente quando há documentação envolvida.

A suspensão determinada pelo STF não encerra o tema, mas trouxe o que faltava a muitas famílias: tempo, segurança e a perspectiva de uma solução negociada.

Num cenário político frequentemente marcado por extremos, a atuação de Confúcio Moura reafirma uma escolha clara: a do diálogo, da técnica e do equilíbrio.

(*)Roberto Kuppê é jornalista e articulista político

 

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