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sexta-feira, março 13, 2026
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Coluna Zona Franca Sexta-feira 13

Por Roberto Kuppê (*)

Sexta-feira 13

Às vésperas de aportar em Ji-Paraná, o pré-candidato à presidência da República, Flávio Rachadinha Bolsonaro, fez BO sobre uma suposta ameaça de morte. Pode até ser verdade. Esse pessoal da direita vive se estranhando. Não é segredo para ninguém que o clã Bolsonaro está dividido. Até entre os correligionários. Eles não estão se entendendo. A razão é simples: existem segredos inconfessáveis sobre Flávio Rachadinha Bolsonaro. Se revelados poderão causar uma implosão na campanha e favorecer sobremaneira Luiz Inácio Lula da Silva.

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Falando em Flávio Bolsonaro, ele está fugindo da CPMI do Banco Master como o diabo foge da cruz. Estranho. Por que será, hein? Ele disse que uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar a conduta dos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes e Dias Toffoli em processos relacionados ao Banco Master é ilegal. Flávio disse que o autor dela, o senador Alessandro Vieira (MDB-SE), “é um grande hipócrita”. Na cara, não, Flávio Rachadinha. Será que algum repórter rondoniense vai perguntar amanhã por que Flávio não quer uma CPMI para investigar o maior escândalo financeiro do Brasil? Pois agora, mais do que nunca essa CPMI tem que sair, doa a quem doer.

Dissabor com o PT

Na CentralGloboNews desta quinta-feira (12), Natuza Nery falou sobre uma conversa que teve com um integrante do governo, e disse ter percebido um “dissabor” com a comunicação do Partido dos Trabalhadores em relação ao caso Master e, também, com o crescimento de Flávio Bolsonaro nas pesquisas eleitorais.

Dissabor com o PT 2

Integrante do PT disse: ‘O governo não pode sair para brigar com Flávio Bolsonaro, porque é governo. Se fizer isso, é crime eleitoral. Quem tem que fazer isso é o Partido dos Trabalhadores, que não está fazendo’. Eu percebi um dissabor de setores do governo com a comunicação que o PT está fazendo, que (o partido) não está colocando a sua tropa na rua para enfrentar o caso Master, tampouco para abrir a caixa de ferramentas para conter esse momento do Flávio Bolsonaro.”

Dissabor com o PT 3

E Merval Pereira completou: “O PT está realmente, e surpreendentemente, inábil, apático. (…) Não sei se eles acham que o Lula vai ganhar e estão deixando a coisa rolar. Acho isso um perigo para eles. E o PT está muito desorganizado no Congresso. O governo não tem um coordenador político que seja eficiente, que seja forte e tenha liderança.”

O checão de 1 milhão

Repercutiram as informações de que o senador Marcos Rogério (PL-RO) estaria cobrando por un cheque em fundos de 1 milhão de reais. Um vídeo divulgado nas redes sociais pelo ex-vereador de Cacoal Jabá Moreira, colocou em circulação novos questionamentos sobre um episódio citado em um processo judicial que menciona um cheque no valor de R$ 1 milhão e que teria relação com o senador Marcos Rogério.

O checão de 1 milhão 2

Na gravação, que passou a circular em grupos políticos e redes sociais no estado, Jabá afirma ter tomado conhecimento do caso após a divulgação de informações em blogs e em mensagens compartilhadas em aplicativos de conversa. Segundo o ex-vereador, o episódio teria sido mencionado em um processo judicial que envolveria um conhecido do senador. No vídeo, ele questiona a origem do valor citado e afirma que a população tem o direito de receber esclarecimentos quando situações dessa natureza envolvem figuras públicas.

O checão de 1 milhão 3

“Eu não estou aqui para acusar ninguém. O que estou fazendo é repetir uma pergunta que aparece no próprio processo: de onde veio esse dinheiro?”, afirma Jabá Moreira no vídeo. Durante a gravação, o ex-parlamentar também menciona relatos que teriam circulado em blogs e redes sociais sobre a existência de um cheque relacionado ao valor citado e que teria sido objeto de disputa judicial entre pessoas próximas ao caso. As  informações são do Cacoalnoticias.com.br.

Jornal feito com IA destaca Sid Orleans

Estreito de Ormuz fechado

Em sua primeira declaração oficial, o novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, afirmou que o Estreito de Ormuz permanecerá fechado como “instrumento de pressão”. A mensagem foi lida por um apresentador na televisão estatal iraniana, pois a localização de Khamenei segue desconhecida. O líder também advertiu que todas as bases americanas na região precisam ser fechadas ou serão atacadas. E a Guarda Revolucionária Iraniana (IRGC) ameaçou colocar “fogo” em toda a infraestrutura de petróleo e gás da região caso portos e instalações energéticas iranianas sejam atacados. Ormuz — passagem estratégica para o comércio global de energia — já vem sendo alvo de mísseis e drones iranianos contra navios de carga internacionais. (CNN)

Estreito de Ormuz fechado 2

Poucas horas depois, o embaixador do Irã na ONU, Amir Saeid Iravani, declarou: “Não vamos fechar o Estreito de Ormuz, mas é nosso direito intrínseco preservar a paz e a segurança nesta via navegável”. Já o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baghaei, afirmou que navios seguem autorizados a cruzar a rota, desde que mantenham coordenação com a Marinha iraniana. (Exame)

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O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, disse que o “caminho único” para a paz depende de três condições: o reconhecimento dos “direitos legítimos” do Irã, o pagamento de reparações por danos provocados por ataques dos EUA e de Israel, e a criação de garantias internacionais contra novas agressões. (g1)

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A reação do mercado às ameaças sobre o Estreito de Ormuz foi imediata. O preço do barril de petróleo tipo Brent disparou mais de 9%, encerrando o dia acima dos US$ 100, acima dos três dígitos pela primeira vez desde agosto de 2022. O WTI, referência americana, subiu 9,7%, fechando a US$ 95,73. Em reação à alta dos preços, o governo Trump autorizou temporariamente países a comprarem petróleo da Rússia. (Financial Times)

Brasil tenta blindar preço do diesel

No Brasil, para tentar blindar o preço do diesel, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) detalhou um plano que consiste em zerar o PIS e a Cofins sobre o combustível e oferecer uma subvenção a produtores e importadores, mirando uma redução de R$ 0,64 por litro. Para viabilizar a medida sem ferir o orçamento, o ministro Fernando Haddad instituiu um imposto de exportação de 12% sobre o petróleo bruto, estimando que a arrecadação compense os R$ 30 bilhões de custo total do pacote, divididos entre a renúncia fiscal e o subsídio direto. (g1 e InfoMoney)

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A decisão do governo veio depois de o Palácio do Planalto ser informado sobre o risco de paralisações de caminhoneiros em todo o país. Há preocupação de que o cenário atual possa ser usado para a prática de preços abusivos e que isso leve a greve em pleno ano eleitoral. Entidades de caminhoneiros autônomos negam a convocação de uma greve. (Folha e UOL)

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O setor de combustíveis recebeu com ceticismo o pacote, classificando o desconto de R$ 0,64 no diesel como insuficiente. Enquanto a defasagem entre o preço da Petrobras e a cotação internacional já ultrapassa R$ 1,60 por litro, importadores alertam que o subsídio federal não cobre o prejuízo das empresas privadas, o que coloca em risco o abastecimento, já que o país importa cerca de 25% do que consome. Além disso, lideranças dos caminhoneiros pressionam pela inclusão dos governadores no debate para reduzir também o ICMS estadual, que hoje pesa R$ 1,17 no preço final. (Folha)

Dividendos eleitorais

Lu Aiko Otta: “Em 2018, o então presidente Michel Temer zerou o PIS/Cofins sobre diesel para acabar com a greve dos caminhoneiros que paralisou o país. (…) O impacto do diesel sobre os preços nos supermercados foi a justificativa de Jair Bolsonaro para novamente zerar as alíquotas do PIS e Cofins sobre o diesel, em 2021. (…) Agora, o que levou o governo a agir foi o barril de petróleo cotado nas proximidades dos US$ 100,00 e a perspectiva de o conflito no Oriente Médio se alongar. Se as medidas vão render dividendos eleitorais, é incerto. Mas a falta delas certamente traria desgaste para o governo”. (Valor)

Zanin rejeitou

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin rejeitou o pedido do deputado Rodrigo Rollemberg (PSB) para forçar a instalação da CPI do Banco Master na Câmara. A comissão mira supostas fraudes na relação entre a instituição e o Banco de Brasília (BRB). Zanin apontou falhas processuais na ação, argumentando que não houve comprovação de “omissão” por parte do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos). Com a decisão, a bola volta para o Legislativo: caberá a Motta avaliar os requisitos formais e ditar os próximos passos do pedido de investigação, sem interferência imediata do Supremo. (Jota)-Charge do Marcelo Martinez

Delação de Vorcaro

Temendo uma delação de Vorcaro, políticos do Centrão pressionam o STF por uma saída alternativa, como a prisão domiciliar. Como conta Malu Gaspar, a expectativa é de que Luiz Fux acompanhe o relator André Mendonça e mantenha a prisão do banqueiro, enquanto Gilmar Mendes e Nunes Marques tendem a domiciliar. Como Dias Toffoli não vai votar, um eventual empate beneficia o réu. (Globo)

Vorcaro e o STF 

Merval Pereira: “Se a Segunda Turma liberar Vorcaro vai aumentar ainda mais a certeza de que o STF está ligado nesta tramoia que ele montou”. (Globo)

Master refletiu na pesquisa

E o desgaste do STF após o escândalo do Banco Master refletiu-se na pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quinta-feira. A parcela de brasileiros que não confia na Corte chegou a 49%, superando pela primeira vez os que dizem confiar (43%), embora 51% ainda reconheçam que o STF foi importante para manter a democracia no país. E 66% dos eleitores dizem ser importante votar em senadores comprometidos com o impeachment de ministros do STF. (Estadão e g1)

Moraes recuou

Em outra frente, o ministro Alexandre de Moraes recuou de uma decisão anterior e negou o pedido para que Darren Beattie, assessor sênior de Donald Trump, visitasse o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na prisão. A mudança de entendimento ocorreu após o Itamaraty afirmar que o encontro “em ano eleitoral pode configurar indevida ingerência nos assuntos internos” do Brasil. (g1)

Luís Pablo

Depois de Moraes autorizar mandados de busca e apreensão contra o jornalista Luís Pablo Conceição Almeida, do blog Luis Pablo, o STF afirmou, em nota, que a investigação não tem relação com crimes contra a honra ou liberdade de expressão, mas com suspeitas de monitoramento ilegal da segurança do ministro Flávio Dino. Segundo a Corte, foram divulgadas informações sensíveis sobre os deslocamentos de Dino em São Luís, como placas de veículos e detalhes da equipe de segurança. As reportagens do blog diziam que Dino e seus familiares estariam usando um carro do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA) em viagens na capital maranhense. A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) repudiou a ordem e disse que a medida “coloca não apenas o repórter sob risco, mas todos os jornalistas brasileiros”. (Valor)

Flávio tenta comprar PSD

A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) tenta atrair o PSD oferecendo a vaga de vice e um superministério ao governador do Paraná, Ratinho Jr. A proposta foi levada pelo senador Rogério Marinho (PL). O governador, porém, mantém seu projeto presidencial e diz que um eventual rompimento pelo PL da aliança no âmbito estadual pode minar o engajamento de seu grupo em um eventual segundo turno. (Globo)

Tebet candidata ao Senado

Já a ministra do Planejamento, Simone Tebet (MDB), confirmou que será candidata ao Senado por São Paulo. A decisão atende a um pedido do presidente Lula. O movimento reflete o capital político de Tebet no estado, onde conquistou mais de um terço de seus votos na última corrida presidencial. (CNN Brasil)

Eleição se decide no Sudeste

O ex-ministro da Casa Civil José Dirceu (PT) afirmou, nesta quarta-feira (12), que a região Sudeste terá papel central na disputa presidencial de 2026. Em entrevista ao programa “CNN 360°”, ele declarou que o resultado da eleição dependerá do desempenho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nos quatro estados da região. “A eleição se decide aqui no Sudeste”, disse.

Reeleição de Lula garantida

Dirceu afirmou que o partido não considera a reeleição como garantida e classificou a disputa como aberta. Segundo ele, eleições recentes no Brasil tiveram resultados equilibrados, citando os pleitos de 2014 e 2022. “Nós nunca tivemos ilusão que essa eleição seria uma eleição ganha ou o presidente Lula estaria reeleito. Não existe isso no Brasil”, afirmou.

Haddad e Simone Tebet

Ao tratar das articulações em São Paulo, Dirceu disse considerar definida a candidatura de Fernando Haddad (PT) ao governo estadual e a de Simone Tebet (MDB) ao Senado. Para a composição da chapa ao governo e a segunda vaga ao Senado, mencionou os nomes de Marina Silva (Rede) e Márcio França (PSB). Ele também defendeu a permanência do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) na chapa presidencial e sua atuação na campanha paulista.

Super aliança

Dirceu afirmou que uma aliança envolvendo Haddad, Tebet, Marina Silva, Márcio França ou outro nome do interior paulista, com apoio de Alckmin, pode disputar o governo do estado com o atual governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). O ex-ministro também classificou a aliança entre Lula e Alckmin como “um contrato, um pacto que nós fizemos com a maioria da sociedade brasileira para eleger o Lula

Concessão de cidadania italiana

A Corte Constitucional da Itália rejeitou o recurso que alegava inconstitucionalidade na lei que restringe a concessão de cidadania italiana, sancionada no ano passado. A legislação aprovada pelo Parlamento limita o direito apenas a filhos e netos de cidadãos italianos que moravam no país ou que tinham cidadania antes de morrer. Até então, a lei permitia que qualquer geração solicitasse a cidadania, desde que comprovasse sua ascendência. A decisão afeta diretamente os brasileiros, um dos grupos que mais fazem esse tipo de pedido. (UOL)

Breakfast

Por hoje é só. Este é o breakfast, o seu primeiro gole de notícias. Uma seleção com os temas de destaque da política em Rondônia e do Brasil.

(*) Roberto Kuppê é jornalista e articulista político,  com informações do Canal Meio

O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Mais RO não tem responsabilidade legal pela opinião, que é exclusiva do autor.

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