Por Roberto Kuppê (*)
Haddad ao governo de São Paulo
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, vai oficializar nos próximos dias sua pré-candidatura ao governo de São Paulo. A expectativa é que o anúncio seja feito em um evento público ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante agenda oficial na capital paulista. A formalização da candidatura deve ocorrer ainda nesta semana, quando Lula participará da 17ª Caravana Federativa, programada para quinta-feira (19). O encontro reunirá prefeitos e representantes de administrações municipais de todo o estado de São Paulo.
Haddad ao governo de São Paulo 2
O evento deve contar com a presença de diversos prefeitos e autoridades locais. Nos bastidores, aliados avaliam que o encontro oferece um ambiente político favorável para o anúncio da pré-candidatura de Haddad ao governo paulista.
Aniversário de Marta Suplicy
Antes da agenda oficial da Caravana Federativa, Haddad e o presidente Lula também foram convidados para participar do aniversário da ex-prefeita de São Paulo Marta Suplicy, previsto para a noite anterior ao evento. A presença de ambos na celebração ainda não foi confirmada. Nos bastidores da política paulista, o encontro também é visto como um possível momento de articulação entre lideranças ligadas ao campo progressista. (Do Brasil 247 ).
Um dançando e outro na Disney
Enquanto o pai agoniza (pelo menos é o que eles dizem), os irmãos Flávio e Renan Bolsonaro viajam, dançam e visitam a Disney. Flávio esteve em Ji-Paraná no sábado e o que mais se destacou foi a alegria contagiante dele dançando “noiadance”. Enquanto isso, o irmão mais novo foi visto nos Estados Unidos com o fugitivo Eduardo Bolsonaro. Não se via nos semblantes dele nenhum sinal de que o pai, Jair Bolsonaro, está à beira da morte. Ou é tudo uma farsa ou eles estão felizes com a situação do pai.
A morte de Bolsonaro
Para o presidenciálvel Flávio Bolsonaro, a morte do pai seria uma vitória certa em 4 de outubro, devido à uma enorme comoção nacional. Além de um luto disfarçado, com certeza iam atribuir a morte de Bolsonaro à Alexandre de Moraes e até ao Lula. Infelizmente isso é o que poderia acontecer se Bolsonaro morresse antes das eleições.
O inferno da ditadura
Uma tragédia atrás da outra. Os bolsonaristas fariam maioria no Congresso Nacional e o inferno de uma ditadura se iniciaria. Porque, na hora que Flávio Bolsonaro pôr os pés no Palácio do Planalto, vai fazer de tudo para se eternizar no poder. Votos ele terá para alterar o sistema eleitoral ao gosto do ditador.
Derval contou a pedra
O mais direitista dos jornalistas, o comentarista da Globo News, Merval Pereira viu lá na frente se Flávio Bolsonaro vencer as eleições. Na edição de quinta-feira (12) do programa “Central da Globonews”, que voltou à grade do canal, num diálogo entre jornalistas, Merval Pereira disse:“O movimento bolsonarista já demonstrou tendências golpistas e questionou a possibilidade de que Flávio Bolsonaro adotasse uma postura democrática diferente da do pai. Tem uma coisa muito clara aí: o bolsonarismo já tentou dar um golpe, portanto, isso não vai mudar. Por que vai mudar? Por que o filho do golpista vai virar um democrata? Não há porquê. Então, a chance de o Flávio se eleger presidente e tentar dar um golpe existe. A chance de Lula se eleger presidente e tentar dar um golpe não existe.”
Em Rondônia
A sucessão estadual está praticamente selada entre a direita. Os dois principais pré-candidatos são bolsonaristas. Marcos Rogério (PL) e Adailton Fúria (PSD). Na esquerda dois pré-candidatos tentarão ir para o segundo turno. Expedito Netto (PT) e Samuel Costa (Rede), tentarão romper a bolha bolsonarista em Rondônia que representa 70% dos eleitores.
Em Rondônia 2
O pré-candidato Adailton Fúria está muito devagar, quase parando. Deveria antecipar a saída da prefeitura para antes da Semana Santa para lançar a pré-candidatura e correr atrás de alianças e apoios. Do jeito que está, o senador Marcos Rogério será o próximo governador de Rondônia. Faltam apenas seis meses e 20 dias para as eleições de 2026.
Trump ameaça aliados
A Otan vai enfrentar um “futuro muito ruim” caso seus membros europeus não ajudem a romper o bloqueio feito pelo Irã ao Estreito de Ormuz. A ameaça partiu do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que enfrenta as consequências de uma guerra iniciada por ele mesmo há duas semanas ao lado de Israel contra o regime dos aiatolás. Em resposta, além de atacar alvos em toda a região, o Irã bloqueou o estreito de 50km, por onde passa boa parte da produção mundial de petróleo, e chegou a bombardear navios. Inicialmente Trump prometeu que embarcações de guerra americanas escoltariam os petroleiros no trajeto, mas isso ainda não aconteceu. Agora, o presidente americano quer que os países europeus e a China, tradicional aliada do Irã, patrulhem a região para evitar novos ataques, ameaçando adiar ou mesmo cancelar a visita que deveria fazer a Beijing este mês. Mesmo países com alinhamento mais estreito com os EUA, como Japão e Coreia do Sul, precisam de aprovação de seus Parlamentos para enviar navios, e estes levariam até quatro semanas para chegar ao Golfo. (CNN)
Trump ameaça aliados 2
O impacto de bloqueio em Ormuz e a indefinição sobre o conflito fizeram o barril do petróleo Brent chegar a US$ 105 na abertura dos negócios desta segunda-feira, projetando efeitos negativos sobre a economia mundial. A tensão, claro, não se limita aos mercados. A Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos disseram ter abatido drones iranianos, mas um deles atingiu um depósito de combustíveis perto do aeroporto de Dubai, um dos mais movimentados do mundo, provocando a interrupção nos voos. (AP)
A guerra de Trump
A duração da guerra obriga Trump a fazer uma escolha difícil: permanecer na batalha para alcançar os objetivos ambiciosos que estabeleceu ou tentar se desvencilhar de um conflito crescente e cada vez mais intenso, que está gerando consequências militares, diplomáticas e econômicas devastadoras. (New York Times)
Enquanto isso…
Uma declaração de forte cunho autoritário do presidente da Comissão Federal de Comunicações (FCC) dos Estados Unidos, Brendan Carr, provocou críticas até mesmo entre republicanos. Carr afirmou que pode cassar as concessões de redes de TV que vincularem o que chamou de “notícias falsas” sobre o conflito com o Irã. O senador republicano Ron Johnson, do Wisconsin, reagiu, criticando o controle governamental sobre a iniciativa privada e a tentativas de interferir na liberdade de expressão protegida pela Constituição. (Guardian)
Banco Master
O avanço das investigações sobre o escândalo do Banco Master elevou a temperatura entre o Congresso e o Supremo Tribunal Federal (STF) e passou a preocupar o governo Lula pelo potencial desgaste eleitoral que o caso pode gerar. Além disso, há tensão entre integrantes do Supremo e a cúpula do Congresso com o governo federal. Nos bastidores, políticos e magistrados dizem enxergar aval do Planalto na condução da Polícia Federal (PF) nas investigações. Além disso, avaliam que o entorno do presidente Lula fez coro às críticas a Dias Toffoli, expondo o ministro e a Corte como um todo. Já congressistas acusam o Planalto de influenciar a atuação da PF para prejudicar adversários políticos de Lula. Na sexta-feira, a segunda turma do STF formou maioria para manter a prisão de Daniel Vorcaro. Luiz Fux e Kassio Nunes Marques acompanharam o relator André Mendonça, e o decano Gilmar Mendes tem até a próxima sexta para votar. Dias Toffoli se declarou impedido. (Globo)
Delação de Vorcaro
Uma troca na defesa de Vorcaro pode contribuir para a elevação dos ânimos. O advogado Pierpaolo Bottini, que é contra acordos de delação, deixou o caso. O dono do Banco Master passará a ser defendido por José Luis Oliveira Lima, que entende a delação premiada como um meio de defesa. A mudança veio logo após se formar maioria para manter a prisão do banqueiro. (g1)
Delação de Vorcaro 2
Eliane Cantanhêde: “A delação de Vorcaro é esperada com pânico pelos múltiplos suspeitos e com ansiedade por investigadores e pela sociedade brasileira, já desconfiada de que um só cidadão, com um sócio embrenhado no mundo político, um cunhado pastor e um criminoso contratado, não seria capaz de corromper tantos, ao mesmo tempo. Afinal, Vorcaro é o dono do Master e o cérebro de tudo isso, ou é apenas parte pública e visível de uma engrenagem muito maior?” (Estadão)
Pequena melhora
O ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou uma pequena melhora na função renal, segundo boletim médico divulgado ontem pelo hospital DF Star. O comunicado informa, porém, que foi preciso aumentar a dose de antibióticos devido a uma “nova elevação dos marcadores inflamatórios no sangue”. Bolsonaro permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital em Brasília em tratamento de pneumonia bacteriana bilateral decorrente de episódio de broncoaspiração. No sábado, os médicos alertaram para risco de morte após pneumonia mais grave que o ex-presidente já teve. (Estadão)
Pequena melhora 2
A internação do ex-presidente não interrompe a campanha de seu filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), à presidência nem as divergências internas. A ala bolsonarista radical rejeita a indicação de um ministro da Economia ligado ao mercado, como o ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto. Eles acreditam que o primeiro escalão de um eventual governo do Zero Um deva ser alinhado ideologicamente ao bolsonarismo, com quadros técnicos ocupando cargos subalternos. (Folha)
Não sou coveiro
Durante a pandemia de COVID-19, que matou mais de 700 mil brasileiros, o país assistiu a uma postura política marcada por desprezo, ironia e indiferença diante da dor de milhares de famílias. Enquanto hospitais colapsavam, enquanto mães, pais e avós eram enterrados sem velório, o então presidente e parte expressiva de seus aliados tratavam a tragédia como exagero, histeria ou “mimimi”.
Não sou coveiro 2
O país ouviu frases que entrarão para a história como símbolos de uma política desumanizada: “E daí?”, “Não sou coveiro”, “Todos vamos morrer um dia”. Naquele momento, milhares de famílias brasileiras buscavam empatia. Queriam apenas um gesto de solidariedade de quem ocupava o cargo mais alto da República.
Esse gesto nunca veio
Hoje, quando Bolsonaro enfrenta problemas de saúde, o cenário é diferente. Seus aliados pedem orações, compreensão e respeito. Nas redes sociais, multiplicam-se mensagens pedindo empatia, humanidade e solidariedade. E aqui está o ponto central. Empatia não pode ser um valor seletivo. Humanidade não pode ser um sentimento partidário.
Compaixão não pode valer apenas quando a dor é a nossa.
Esse gesto nunca veio 2
A sociedade brasileira — especialmente as famílias que perderam entes queridos durante a pandemia — teve negado exatamente aquilo que hoje é solicitado em nome do ex-presidente: respeito diante do sofrimento humano. (Edson Silveira)
José Dirceu, 80 anos
E Flávio Bolsonaro foi um dos principais assuntos da festa de 80 do ex-deputado petista José Dirceu neste domingo. Entre um parabéns e outro, o aniversariante fez um discurso afirmando que a eventual eleição do senador representaria a “aliança com Trump, com a guerra e com a submissão do Brasil”. (Poder360)
Trump é Flávio, Kamala é Lula
Zé Dirceu tem toda a razão. A eleição de Flávio Bolsonaro levará o Brasil a ir para uma guerra se Trump mandar. E vai mandar, além de instalar no Brasil uma base militar dos Estados Unidos. Flávio é Trump. Lula é Kamala Harris. Se ela tivesse sido eleita presidente dos Estados Unidos, milhares de mortes teriam sido evitadas.
Fim da escala 6×1
A maioria dos brasileiros é favorável ao fim da escala 6×1, atualmente em debate no Congresso Nacional, segundo pesquisa Datafolha divulgada no fim de semana. Para 71% dos brasileiros, o número máximo de dias de trabalho semanais no Brasil deveria ser reduzido, enquanto outros 27% acreditam que não deveria e apenas 3% não opinaram. O apoio à redução da jornada de trabalho cresceu em comparação a dezembro de 2024, quando 64% disseram ser favoráveis ao fim da escala com seis dias de trabalho na semana, enquanto 33% disseram ser contra. (Folha)
Oscar 2026
Não deu dessa vez. Uma Batalha Após a Outra foi o grande vencedor do Oscar 2026, levando seis estatuetas, incluindo melhor filme, melhor roteiro adaptado, edição e a inédita categoria de direção de elenco. Com três estatuetas, Paul Thomas Anderson entrou para o seleto grupo de diretores que venceram em pelo menos três categorias em uma única edição. Pecadores veio na sequência, com quatro vitórias, como melhor roteiro original, de Ryan Coogler; melhor atuação para Michael B. Jordan; e Autumn Durald Arkapaw, que foi a primeira mulher a vencer o prêmio de melhor fotografia. Por seu trabalho em Hamnet, Jessie Buckley também se tornou a primeira mulher irlandesa a ganhar o troféu de melhor atriz. Já a Noruega ganhou seu primeiro prêmio com Valor Sentimental, que levou melhor filme internacional. Também houve um momento raro na celebração, quando foi anunciado um empate de vencedores para melhor curta-metragem entre The Singers e Two People Exchanging Saliva, algo que até hoje só aconteceu sete vezes em quase um século de Oscar. Apesar das cinco indicações, os brasileiros saíram de mãos vazias mesmo com quatro indicações de O Agente Secreto e uma do diretor de fotografia Adolpho Veloso por Sonhos de Trem. (Deadline)
Fãs inconformados
Inconformados, os fãs brasileiros protestaram na página da Academia no Instagram. “Não queremos posts, queremos Oscars”, foi a tônica dos quase 30 mil comentários em uma postagem com a foto de Wagner Moura. (g1)
Pé-de-Meia
Um estudo inédito do Centro de Evidências da Educação Integral revela que um em cada quatro jovens desiste de abandonar o Ensino Médio graças ao Pé-de-Meia, programa do governo federal que oferece um benefício em dinheiro para combater a evasão escolar. A pesquisa também mostra que aumentar os valores da bolsa não contribui para ampliar as taxas de permanência dos alunos. O Pé-de-Meia paga bolsas mensais para alunos de famílias socialmente vulneráveis, além de uma bonificação extra anual para cada ano concluído. O custo anual da política estudantil é de R$ 12 bilhões. (Folha)
Breakfast
Por hoje é só. Este é o breakfast, o seu primeiro gole de notícias. Uma seleção com os temas de destaque da política em Rondônia e do Brasil.
(*) Roberto Kuppê é jornalista e articulista político, com informações do Canal Meio
O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Mais RO não tem responsabilidade legal pela opinião, que é exclusiva do autor.




