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quarta-feira, março 25, 2026
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Empate técnico? Não. É vergonha política — e um alerta direto ao PT

Por Édson Silveira

Eu falo aqui não apenas como cidadão, mas como militante e pré-candidato a deputado federal pelo PT em Rondônia.

O que essa pesquisa mostra não é um simples empate técnico.
É um sinal de fracasso estratégico que precisa ser encarado com coragem.

Depois de tudo o que o Brasil já viu, é inaceitável que o bolsonarismo volte a aparecer competitivo.
E mais grave ainda: com Flávio Bolsonaro à frente.

Sim, Flávio Bolsonaro.

O mesmo que já esteve no centro de investigações amplamente divulgadas, envolvendo esquemas conhecidos como “rachadinha”, movimentações financeiras suspeitas e relações que nunca foram devidamente esclarecidas ao povo brasileiro.

E agora aparece como “alternativa”?

Alternativa a quê?
À memória do próprio país?

E não para por aí.

Flávio Bolsonaro representa o PL de Valdemar da Costa Neto, figura conhecida nacionalmente por seu envolvimento em escândalos de corrupção. Não é opinião, é histórico político público.

Ou seja, estamos falando de um projeto que mistura discurso moralista com prática velha, conhecida e desgastada.

É o velho travestido de novo.
É a contradição elevada ao cinismo político.

Mas aqui vai o ponto mais duro — e que precisa ser dito dentro de casa:

O PT precisa acordar.

Não é possível que, diante de um adversário que avança com agressividade, narrativa forte e ocupação permanente de espaço, a nossa resposta ainda seja um discurso moderado, protocolar, quase defensivo.

Isso não é estratégia.
Isso é acomodação.

O chamado “Lula paz e amor” não responde mais ao momento político.
O adversário não quer diálogo. Quer domínio.

E quem não entende isso, perde.

Não se enfrenta Flávio Bolsonaro e o bolsonarismo com silêncio.
Não se enfrenta o PL e seu histórico com diplomacia excessiva.
Não se enfrenta narrativa com timidez.

Se nós não formos capazes de expor as contradições, lembrar os fatos e disputar o debate com firmeza, outros farão — e já estão fazendo.

E estão ganhando espaço.

Eu digo isso com responsabilidade política:
falta enfrentamento. Falta presença. Falta reação.

E isso precisa mudar imediatamente.

Porque o que está em jogo não é apenas uma eleição.
É o rumo do país.

Flávio Bolsonaro não é novidade.
Valdemar da Costa Neto não é novidade.
O bolsonarismo não é novidade.

Tudo isso o Brasil já conhece.

E, mesmo assim, está voltando ao centro da disputa.

Se isso não for suficiente para provocar uma mudança de postura na cúpula do partido, então estaremos repetindo erros que já custaram caro demais ao país.

Eu não estou disposto a assistir isso em silêncio.

É hora de falar claro.
De enfrentar.
De disputar.

Porque na política, quem não enfrenta… perde.

E eu não estou na política para perder lutando pouco.

Édson Silveira
advogado, administrador, professor, membro da executiva estadual e pré-candidato a deputado federal pelo PT/RO

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