Por Édson Silveira
Vamos parar de fingir que o debate político no Brasil é complexo demais.
Não é.
A pergunta é simples: quem governa para o povo — e quem governa contra ele?
De um lado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Do outro, o legado desastroso de Jair Bolsonaro — agora reciclado na candidatura do seu herdeiro político, Flávio Bolsonaro.
E aí começa a tentativa de enganar o eleitor.
Porque Lula não é discurso bonito. Lula é entrega concreta. E mais: continua entregando.
Foi Lula quem abriu as portas da universidade para o filho do pobre com ProUni, FIES e expansão das federais. Foi Lula quem colocou comida na mesa com o Bolsa Família. Foi Lula quem levou luz, água e dignidade para milhões que sempre foram ignorados pelo Estado.
Foi Lula quem construiu, investiu, gerou emprego, valorizou salário e colocou o Brasil no mapa do mundo — inclusive tirando o país do Mapa da Fome.
E agora, no terceiro mandato, está fazendo exatamente o que sempre fez: reconstruindo o que foi destruído.
Porque é isso que Bolsonaro deixou: terra arrasada.
Desmonte da educação. Desprezo pela ciência. Ataque às políticas sociais. Abandono dos mais pobres. Um governo que virou as costas para o povo até no momento mais crítico da história recente — a pandemia.
E aí surge Flávio Bolsonaro tentando se vender como “novo”.
Novo?
Novo onde?
É o mesmo projeto. A mesma lógica. O mesmo desprezo pela base da sociedade. A mesma política feita para quem já tem tudo — enquanto o povo luta para sobreviver.
Flávio não representa mudança. Representa continuidade do fracasso.
E o mais irônico — para não dizer trágico — é ver parte da população cogitando trocar um governo que entrega por um projeto que já provou que não entrega nada.
Essa eleição não é sobre carisma. Não é sobre narrativa.
É sobre memória.
Quem esquece o que viveu, está condenado a repetir.
O Brasil já viu esse filme. E sabe exatamente como termina.
Ou segue com quem entrega, ou volta para quem desmonta.
Simples assim.
Édson Silveira
advogado, administrador, professor, membro da executiva estadual e pré-candidato a deputado federal pelo PT/RO




