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terça-feira, maio 12, 2026
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Eleições 2026: faltam só seis meses e sete dias

A pouco mais de seis meses das eleições para presidente da República, governador, Congresso Nacional e Assembleia Legislativa, o quadro geral é de expectativa. Com uma Copa do Mundo no meio, a sucessão presidencial e estadual toma conta dos noticiários. Em nível nacional é certo um embate entre o presidente Lula em busca do tetra e Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro que está cumprindo pena de 27 anos de prisão.

Em Rondônia o clima é de expectativa sobre a saída ou não do governador Marcos Rocha (PSD), para disputar o Senado Federal. Ele tem afirmado que permanecerá no cargo, mas ao assinar ficha de filiação no Avante, Sandro Rocha, irmão do governador, alude que poderá ser candidato à deputado estadual, o que ensejaria a renúncia do chefe do executivo.

A reportagem apurou que a possibilidade do governador permanecer é maior do que ele deixar o Palácio Rio Madeira. A razão é bastante compreensível. Ele não confia no vice-governador Sérgio Gonçalves (União Brasil-PP) que assumiria o cargo em caso de renúncia do titular. Na verdade, a desconfiança não é exatamente com o vice, mas com o irmão dele, o presidente estadual do União Brasil, Júnior Gonçalves. Ele que deixou o cargo de Chefe da Casa Civil em março do ano passado, saiu atirando, ameaçando contar tudo que sabia sobre a administração Rocha. Por seu turno, o governador acusou Júnior Gonçalves de corrupção ativa durante a estada dele na Casa Civil.

O temor é de que, ao assumir o governo, Sérgio Gonçalves reconduza Júnior Gonçalves à Casa Civil e este trabalharia pra colocar meio mundo na cadeia. Porém, em uma carta endereçada ao governador, Júnior Gonçalves teria pedido perdão e que só gostaria mesmo que o irmão assumisse o governo e que tudo ficaria em paz.

Por outro lado, ao se filiar ao PSD, o governador se comprometeu com o presidente nacional da sigla, Gilberto Kassab, que permaneceria no governo, ao mesmo tempo em que comandaria a eleição do sucessor dele, Adailton Fúria (PSD). O próprio ex-presidente do PSD, o ex-senador Expedito Júnior, tem dito reiteradas vezes que Marcos Rocha vai cumprir o mandato de governador até o fim.

A menos que haja um acordo político entre governador e vice, a situação é essa, Marcos Rocha fica.

A situação do vice-governador Sérgio Gonçalves, diante dessa realidade que se aproxima, é de um dilema. Permanecer no governo até o fim ou deixar se desincompatibilizando até o dia 4 de abril para disputar um cargo eletivo. Lembrando que o União Brasil já indicou o ex-prefeito de Porto Velho, Hildon Chaves, pré-candidato ao governo de Rondônia.

Com o quadro sucessório se definindo, os principais pré-candidatos ao governo de Rondônia são: Adailton Fúria (PSD), Expedito Netto (PT), Hildon Chaves (UPr), Marcos Rogério (PL) e Samuel Costa (Rede).

Por Roberto Kuppê, jornalista e articulista político

ELEIÇÕES 2026: Rocha só renuncia se Gonçalves renunciar também

 

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