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sábado, março 28, 2026
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Eleições 2026: faltam só seis meses e sete dias

A pouco mais de seis meses das eleições para presidente da República, governador, Congresso Nacional e Assembleia Legislativa, o quadro geral é de expectativa. Com uma Copa do Mundo no meio, a sucessão presidencial e estadual toma conta dos noticiários. Em nível nacional é certo um embate entre o presidente Lula em busca do tetra e Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro que está cumprindo pena de 27 anos de prisão.

Em Rondônia o clima é de expectativa sobre a saída ou não do governador Marcos Rocha (PSD), para disputar o Senado Federal. Ele tem afirmado que permanecerá no cargo, mas ao assinar ficha de filiação no Avante, Sandro Rocha, irmão do governador, alude que poderá ser candidato à deputado estadual, o que ensejaria a renúncia do chefe do executivo.

A reportagem apurou que a possibilidade do governador permanecer é maior do que ele deixar o Palácio Rio Madeira. A razão é bastante compreensível. Ele não confia no vice-governador Sérgio Gonçalves (União Brasil-PP) que assumiria o cargo em caso de renúncia do titular. Na verdade, a desconfiança não é exatamente com o vice, mas com o irmão dele, o presidente estadual do União Brasil, Júnior Gonçalves. Ele que deixou o cargo de Chefe da Casa Civil em março do ano passado, saiu atirando, ameaçando contar tudo que sabia sobre a administração Rocha. Por seu turno, o governador acusou Júnior Gonçalves de corrupção ativa durante a estada dele na Casa Civil.

O temor é de que, ao assumir o governo, Sérgio Gonçalves reconduza Júnior Gonçalves à Casa Civil e este trabalharia pra colocar meio mundo na cadeia. Porém, em uma carta endereçada ao governador, Júnior Gonçalves teria pedido perdão e que só gostaria mesmo que o irmão assumisse o governo e que tudo ficaria em paz.

Outro imbróglio que corroboria pela permanência de Marcos Rocha no governo, circulam pelos bastidores que o irmão dele, Sandro Rocha, atual diretor geral do Detran, estaria sendo acusado de gastos excessivos com diárias e suspeito de assédio sexual contra uma ex-servidora do Detran, jornalista D.Q, que o estaria extorquindo por esse motivo. Ela foi demitida do órgão e, para não falar, teria recebido uma quantia para ficar calada. Atualmente ela residiria na Paraiba.

Por outro lado, ao se filiar ao PSD, o governador se comprometeu com o presidente nacional da sigla, Gilberto Kassab, que permaneceria no governo, ao mesmo tempo em que comandaria a eleição do sucessor dele, Adailton Fúria (PSD). O próprio ex-presidente do PSD, o ex-senador Expedito Júnior, tem dito reiteradas vezes que Marcos Rocha vai cumprir o mandato de governador até o fim.

A menos que haja um acordo político entre governador e vice, a situação é essa, Marcos Rocha fica.

A situação do vice-governador Sérgio Gonçalves, diante dessa realidade que se aproxima, é de um dilema. Permanecer no governo até o fim ou deixar se desincompatibilizando até o dia 4 de abril para disputar um cargo eletivo. Lembrando que o União Brasil já indicou o ex-prefeito de Porto Velho, Hildon Chaves, pré-candidato ao governo de Rondônia.

Com o quadro sucessório se definindo, os principais pré-candidatos ao governo de Rondônia são: Adailton Fúria (PSD), Expedito Netto (PT), Hildon Chaves (UPr), Marcos Rogério (PL) e Samuel Costa (Rede).

Por Roberto Kuppê, jornalista e articulista político

ELEIÇÕES 2026: Rocha só renuncia se Gonçalves renunciar também

 

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