Central Única dos Trabalhadores (CUT), Força Sindical, Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB) e Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), que representam centenas de sindicatos e milhares de trabalhadores e trabalhadoras de Rondônia, vêm a público manifestar indignação e revolta com a decisão insensível, insensata e insustentável do senhor governador Marcos Rocha, que numa atitude incompreensível e inaceitável recusou a parceria com o Governo Federal para reduzir o ICMS do Diesel.
Por outro lado, caso o Estado de Rondônia, por motivações ideológicas, insista em não participar do esforço nacional para a contenção do preço do Diesel, pelo menos que não tenha ganhos na arrecadação do imposto sobre os aumentos de preço do combustível. Nesse sentido, reivindicamos o congelamento do ICMS nos patamares praticados no dia anterior ao início do conflito bélico.
Rondônia, ao lado do Rio de Janeiro, foram os únicos dois Estados que não aderiram à proposta de reduzir o ICMS correspondente a R$ 1,20 por litro, sendo R$ 0,60 para o Estado e R$ 0,60 para a União, o que reduziria o drástico impacto dos efeitos da guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã.
O governador não apresentou qualquer explicação ou justificativa para essa medida tão absurda, de recusar beneficiar a população e a economia do Estado, certamente porque não existe qualquer impedimento ou dificuldade para participar do Regime Emergencial de Abastecimento Interno de Combustíveis do Governo Federal. Porque será que só Rondônia não aderiu???
Não existe qualquer justificativa financeira para a recusa de Marcos Rocha, pois Rondônia conta com um orçamento para 2026 de R$ 18 bilhões de reais, enquanto o custo para o Estado aderir ao programa de redução do ICMS do Diesel é de meros R$ 25 milhões ou ridículos 0,13% de todo orçamento estadual.
O ex-governador Daniel Pereira – que conhece bem o funcionamento da Secretaria de Finanças do Estado de Rondônia (SEFIN) – foi categórico ao afirmar em artigo recentemente publicado que: “A questão pode estar no percentual. Em 2018, a renúncia fiscal custou 1,5% do orçamento do Estado. Agora, a proposta do governo federal custaria ridículos 0,13% do orçamento atual de mais de dezoito bilhões de reais.”, publicação no link https://rondoniaovivo.com/coluna/danielpereira/104/2026/04/06/o-preco-do-diesel-e-a-politica-mesquinha-em-rondonia.html
O que parece explicar, mas está muito longe de justificar a situação, é que o governador Marcos Rocha tomou uma lamentável decisão ideológica de não firmar parceria com o Governo Federal, por ser de posição ideológica oposta a dele. Mas essa atitude não é republicana, nem inteligente e muito menos humana, no sentido de se pensar no povo.
As Centrais sindicais reivindicam publicamente dos DEPUTADOS ESTADUAIS de Rondônia uma postura firme no sentido de garantir aos rondonienses os benefícios de um acordo que o povo, especialmente os trabalhadores, deveriam estar recebendo neste exato momento.
Todas estas Centrais conclamam todos os seus sindicatos filiados a mobilizarem os trabalhadores de suas bases, especialmente para participarem de mobilizações, atos públicos e manifestações visando sensibilizar os deputados estaduais e o governador Marcos Rocha.
Porto Velho-RO, 10 de abril de 2026.
Central Única dos Trabalhadores (CUT)
Força Sindical
Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB)
Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).




