A corrida pelo Senado em Rondônia já começa com muitos nomes, disputa acirrada e risco real de surpresa nas urnas.
Com as pré-candidaturas se desenhando, o cenário é fragmentado e marcado pela polarização nacional — mas com características próprias do eleitor rondoniense, que costuma rejeitar excesso de confiança e valoriza proximidade.
Hoje, nenhum nome entra na disputa com vitória garantida.
Quem aparece na disputa
Entre os principais nomes, Fernando Máximo (PL) surge como um dos mais fortes neste momento. Ele foi o mais votado na eleição passada e aparece bem nas sondagens.
Mas o histórico político do estado acende um alerta: quem entra como favorito pode cair na reta final. Excesso de confiança e distanciamento do eleitor já derrubaram outros candidatos no passado.
Bruno Scheid (PL) aparece como nome em crescimento, mas ainda pouco conhecido. Seu discurso é focado em pautas nacionais, o que pode limitar o alcance local. Se conseguir conectar melhor com temas de Rondônia, pode ganhar espaço.
Mariana Carvalho (União) tenta virar o jogo após derrotas anteriores. A tendência é de uma campanha mais leve e focada no eleitor. O desafio será ajustar a comunicação e melhorar a imagem pública.
Luís Fernando (PSD), ex-secretário de Finanças, entra com perfil técnico. Ainda é pouco conhecido, mas aposta em temas como economia e gestão. Pode crescer se conseguir visibilidade e apoio político mais forte.
Já atual senador Confúcio Moura (MDB), indicou a pessoas próximas e aliados políticos que não deverá disputar as eleições deste ano.
Com a mudança, o nome do ex-senador Amir Lando ganha força como possível candidato ao Senado.
Acir Gurgacz (PDT) retorna ao cenário como nome ligado ao campo progressista. Ainda enfrenta questionamentos, mas mantém base política relevante. Pode se beneficiar do voto da esquerda em um cenário polarizado.
Luciana Oliveira (PT) representa um perfil mais ideológico. Tem presença digital e atuação em pautas sociais. Sua força está em nichos específicos, mas enfrenta resistência em um estado majoritariamente conservador.
Neidinha Suruí (PSB) traz pautas ambientais e indígenas para o debate. É reconhecida fora do estado, mas precisa ampliar visibilidade local.
Nilton Sousa (PSDB), vereador da capital, aposta em um discurso mais moderado, distante da polarização. A dúvida é se esse perfil terá força suficiente nas urnas.
Sílvia Cristina (Progressistas) entra como uma das candidaturas mais estruturadas. Tem atuação forte na saúde e boa presença nos municípios. Ao mesmo tempo, já enfrenta ataques e desafios de posicionamento político.
Sem um favorito consolidado e com tantos nomes e perfis diferentes, a disputa pelo Senado em Rondônia caminha para ser uma das mais imprevisíveis dos últimos anos. A fragmentação pode abrir espaço para viradas — principalmente na reta final.




