Por Roberto Kuppê (*)
O senador Marcos Rogério (PL-RO) esteve ontem, na sede da ANTT em Brasília, ao lado do prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), e do presidente da ANTT, Guilherme Theo, para confirmar dois avanços importantes para o estado de Rondônia. No dia 4 de maio, será dada a ordem de serviço da Expresso Porto, uma obra de mais de R$ 260 milhões que vai melhorar a logística, facilitar o escoamento da produção e tirar o tráfego pesado de dentro de Porto Velho. Também será feita a liberação da Ponte do Candeias, que já está pronta para atender quem passa pela BR-364.
Obrigado, presidente Lula
O prefeito de Porto Velho, Léo Moraes nem precisa agradecer ao presidente Lula pelos recursos que o município vai receber para obras importantes para seu desenvolvimento. Está implícito. Ao gravar vídeo em Brasília anunciando 250 milhões de reais do PAC ele, automaticamente, está dizendo que os recursos são do governo Lula. Léo Moraes não esconde. O senador Marcos Rogério também não precisa dizer porque é pré-candidato ao governo de Rondônia, de oposição ao governo Lula. O importante é o que a situação deixa claro: o governo Lula não discrimina ninguém, nem aos gestores do estado mais bolsonarista do Brasil.
É só levar faixas
“Ah, mas não é certo isso”. Petista descontente poderá levar uma faixa e ostentar no dia em que o diretor da ANTT, do Ministério dos Transportes, vir a Porto Velho anunciar as obras da Expresso Porto. O problema é que, se depender da esquerda rondoniense, Lula continuará perdendo no estado. Não o defendem com a ênfase necessária. Sobre levar faixas pro local com certeza vão dizer: “Ah, não tenho dinheiro prá fazer faixas “. “Ah, tenho medo de ser retaliado se ele ganhar o governo”. Essa coisa de dizer que não tem dinheiro é a cara do PT de Rondônia. O segundo partido que mais recebe recursos do fundo partidário. Impressionante.
Redução do valor do pedágio na BR-364
Mesmo tendo sido erroneamente atribuído só ao senador Confúcio Moura (MDB-RO), o imbróglio do pedágio é culpa de toda a bancada federal. No entanto, em vez de ficar na dele como os demais, Confúcio Moura está lutando para reduzir o valor do pedágio, já que cancelar é impossível. Em todo o Brasil as rodovias federais são geridas pelo setor privado que tem mais agilidade para resolver problemas pontuais e promover melhorias.
Confúcio Moura se reuniu com o novo ministro dos Transportes, George Santoro, para apresentar sugestões que ajudem a reduzir o valor do pedágio na BR-364. “Defendi medidas como a cobrança proporcional por quilômetro rodado e benefícios para quem mais precisa, como pacientes em tratamento de saúde e estudantes. Agora, as propostas estão em análise e seguimos acompanhando de perto. Sou favorável aos investimentos na BR-364, mas com equilíbrio e justiça para a população. Meu compromisso é garantir melhorias sem pesar no bolso de quem depende da rodovia”, disse o senador. Em vez de procurar culpados, o senador procura soluções para o problema.
Redução do valor do pedágio na BR-364-2
Sobre a culpa da bancada, o deputado federal Rafael Fera (Podemos) afirmou que a população tem razão ao cobrar políticos sobre os valores dos pedágios na BR-364. Em entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, o parlamentar disse que faltou reação da classe política no momento em que o modelo de concessão foi discutido. “Tem toda razão e tem que ir pra cima mesmo, tem que descer o cacete nos políticos” . Durante a entrevista, Fera questionou a atuação de deputados e senadores à época da tramitação do projeto, sugerindo que houve omissão diante de decisões que impactariam diretamente a população de Rondônia. Ele destacou que não ocupava mandato naquele período, mas criticou quem tinha responsabilidade institucional e não se posicionou. Portanto, a culpa é de toda a bancada federal, mas só Confúcio Moura está apanhando. E é o único que está tentando resolver o imbróglio.
A política como ela é
Nessa foto vemos três personagens da política rondoniense que estavam juntos nas eleições de 2018. Marcos Rogério que foi eleito senador, o candidato ao governo de Rondônia, Expedito Júnior e o deputado federal Mauricio Carvalho. Hoje são adversários. Marcos Rogério é pré-candidato ao governo pelo PL, Expedito apoia Adailton Fúria e Mauricio Carvalho apoia Hildon Chaves. A foto é deste que vos escreve e os três fizeram esta pose ao serem flagrados pelo articulista.
Estranho
O deputado estadual Luizinho Goebel (PL-RO) disse que sabe algo terrível sobre a administração Marcos Rocha. Segundo o deputado, há indícios de que pessoas dentro da administração estariam cometendo irregularidades sem o conhecimento direto do governador. Goebel afirmou que, se não houver atenção, o encerramento do governo pode ser marcado por “um dos maiores escândalos de Rondônia”. Pelo jeito o deputado sabe de alguma coisa. Se sabe, o caminho natural é a denúncia ao Ministério Público ou propor uma CPI na Assembleia Legislativa de Rondônia. Mas, segundo a intuição deste articulista, a mensagem é só um recado: “resolva meu problema”. Em final de governo os ratos são os primeiros a pular do barco.
Hildon Chaves azarado
O ex-prefeito de Porto Velho, Hildon Chaves (UPr) está numa maré de azar. O seu ex-partido, o PSDB, está inadimplente financiamente (deve 340 mil) com a justiça eleitoral. Foi pro União Brasil e, pimba, o partido tem que devolver 1 milhão de reais.
Gilmar aciona PGR contra senador
Está longe de terminar o conflito entre o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Congresso por conta da CPI do Crime Organizado. Nesta quarta-feira, o ministro Gilmar Mendes, decano da Corte, encaminhou à Procuradoria-Geral da República (PGR) um pedido de investigação contra o relator da CPI, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), por abuso de autoridade. Em seu relatório, rejeitado pela comissão, Vieira pediu o indiciamento de Gilmar, dos ministros do STF Dias Toffoli e Alexandre de Moraes e do procurador-geral Paulo Gonet por “crimes de responsabilidade” na investigação sobre fraudes do Banco Master. Segundo o ofício de Gilmar à PGR, o senador cometeu “desvio de finalidade” ao fugir do escopo da CPI, criada para investigar organizações criminosas. (Globo)
Gilmar aciona PGR contra senador 2
A ofensiva do Supremo não se limita a Vieira. Um grupo de ministros quer impor ao Congresso regras mais rígidas para a atuação de CPIs. Os principais pontos seriam prazos mais restritos para quebras de sigilos, acesso a provas somente para o presidente e o relator da comissão e proibição de os parlamentares convocarem a depor pessoas que não estejam ligadas diretamente ao tema da CPI. (Folha)
Gilmar aciona PGR contra senador 3
Já pelo lado do Legislativo, deputados da oposição fizeram uma caminhada de protesto até o STF e se reuniram com os ministros Luiz Fux e André Mendonça para reclamar da conduta dos colegas de tribunal. Segundo o líder da oposição na Câmara, Cabo Gilberto (PL-PB), as falas de Gilmar e Toffoli são ameaças ao Legislativo. “Eles têm que respeitar a independência dos Poderes e as prerrogativas dos parlamentares”, afirmou. (Folha)
Ex-presidente do BRB preso
E a Polícia Federal amanheceu na porta de Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, o banco público do Distrito Federal. Ele foi preso hoje por suspeita de permitir negócios da instituição com o Banco Master sem lastro. Servidores do BRB haviam relatado à PF sinais de fraude na operação de compra de carteira de crédito do banco de Daniel Vorcaro. (g1)
Linhas cruzadas em Brasília
Pedro Doria: “A quantidade de linhas que foram cruzadas em Brasília nas últimas 48 horas é tão alarmante que choca mesmo quem está acostumado. Ao menos, deveria chocar. Um ministro do Supremo, Dias Toffoli, ameaçou de cassação um senador da República, Alessandro Vieira. Em nenhuma democracia do mundo juiz ameaça. Juiz julga os casos que lhe são apresentados. Ponto. E, se o caso envolve o próprio juiz, ele nem julga”. (Meio)
Genial/Quaest
Se a eleição fosse hoje, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegaria na frente do primeiro turno com 37%, contra 32% do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), segundo a pesquisa Genial/Quaest, divulgada na manhã desta quarta-feira. Mas, em uma simulação de segundo turno entre os dois, o senador aparece pela primeira vez na frente numericamente, com 42% das intenções de voto, contra 40% do presidente, o que configura um empate técnico. Lula leva a vantagem em disputas diretas contra outros concorrentes, superando Romeu Zema (Novo) por 43% a 36% e Ronaldo Caiado (PSD) por 43% a 35%. O presidente tem, por outro lado, a maior rejeição, com 55% dos entrevistados dizendo que não votariam nele em qualquer hipótese; Flávio Bolsonaro vem logo em seguida com 52%. O levantamento ainda indica que 57% dos entrevistados já consideram o voto definitivo. (UOL e Folha)
Genial/Quaest 2
A pesquisa também apontou que a desaprovação do governo subiu para 52%, o patamar mais alto desde julho do ano passado. Esse movimento acompanha o descontentamento com a economia, que piorou nos últimos doze meses na visão de 50% da população. (Poder 360)
Enquanto isso…
Aliados de Flávio Bolsonaro avaliam que a entrada de Caiado na disputa presidencial assegura um segundo turno, ao atrair eleitores que rejeitam a polarização. A estratégia do PL é usar o perfil combativo do ex-governador de Goiás para desgastar Lula nos debates, enquanto o senador busca uma postura mais centrada. O PT aposta no caminho contrário e prevê um choque inevitável entre os dois candidatos pela mesma fatia do eleitorado conservador. (Folha)
Ramagem deixou a prisão
O ex-deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ) deixou nesta quarta-feira a prisão nos Estados Unidos, para onde havia sido levado pelo serviço de imigração (ICE, na sigla em inglês) após ser preso na última segunda-feira. Diretor da Abin durante o governo de Jair Bolsonaro, Ramagem fugiu do Brasil em 2025 enquanto o STF o julgava por participação na trama golpista — ele acabou condenado a 16 anos de prisão —, vivia desde então nos EUA e, segundo seus aliados, pretende pedir asilo político. O passaporte do ex-deputado foi cancelado e há um pedido de extradição contra ele feito pelo governo brasileiro. (g1)
Escala 6×1
Um pedido de vista feito pela oposição provocou o adiamento nesta quarta-feira da análise da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala 6×1. O relator Paulo Azi (União-BA) já havia apresentado parecer favorável ao texto, que aglutina projetos de Erika Hilton (PSOL-SP) e Reginaldo Lopes (PT-MG), mas a sessão foi interrompida, provocando vaias de representantes de movimentos sociais que defendem a redução da jornada. Com pesquisas indicando amplo apoio popular à proposta, o governo tem pressa e quer o tema como uma pauta para a reeleição do presidente Lula. (CNN Brasil)
Escala 6×1-2
Defensores do fim da escala 6×1 argumentam que a mudança traz dignidade e saúde mental ao trabalhador, pontuando que jornadas menores elevam a produtividade e estimulam o consumo. Em contrapartida, representantes do setor empresarial e parlamentares da oposição alertam que a medida pode encarecer o custo do trabalho em 20%, o que resultaria em repasse de preços ao consumidor e risco de quebra para pequenas empresas. O debate ainda passa pelo receio de que a redução forçada da carga horária aumente a informalidade. (g1)
O Messias vem aí
Ganhou tração a indicação de Jorge Messias, ex-advogado-geral da União, à vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), aberta pela aposentadoria precoce de Luís Roberto Barroso. Nesta quarta-feira, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado antecipou do dia 29 para o dia 28 deste mês a sabatina a que ele precisa ser submetido. Mas o senador Weverton (PDT-MA), relator da indicação na CCJ, nem esperou a arguição e apresentou um parecer favorável à nomeação de Messias, destacando o “perfil voltado à conciliação e ao diálogo” do ex-AGU. (Metrópoles)
FHC com Alzheimer
A Justiça de São Paulo determinou a interdição do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, cujo patrimônio e os atos civis serão geridos pelo filho Paulo Henrique, conta Lauro Jardim. Aos 94 anos, FHC sofre da doença de Alzheimer em um grau avançado. (Globo)
100 mais influentes
Dois pesquisadores brasileiros estão entre as 100 pessoas mais influentes do mundo na lista da revista Time divulgada nesta quarta-feira. Luciano Moreira é mencionado na categoria “Inovadores” pelo desenvolvimento da técnica que cria Aedes aegypti modificados com a bactéria Wolbachia, que impede que os mosquitos sejam infectados e repassem doenças como dengue e zika. Mariangela Hungria foi classificada entre os “Pioneiros” pelo trabalho com microrganismos do solo que permitem reduzir o uso de fertilizantes químicos na agricultura. O ator Wagner Moura também figura entre os “Ícones” da edição. (g1 e Time)
Nova técnica
Cientistas da Universidade Northwestern, nos Estados Unidos, desenvolveram um método para transformar gás natural em metanol sem as etapas de alta temperatura e pressão que se tornam fonte significativa de emissões de carbono. A nova técnica usa uma espécie de pulso de eletricidade para criar minúsculas descargas de plasma, fisicamente semelhantes a raios durante uma tempestade, em um tubo de vidro submerso em água. Atualmente a maneira de converter metano em metanol gera milhões de toneladas de dióxido de carbono lançadas na atmosfera a cada ano. (g1)
Aquecimento global
O sistema de correntes do Atlântico parece estar significativamente mais propenso a colapsar do que se pensava, sendo considerado “muito preocupante” por cientistas. Um novo estudo mostrou que um colapso teria consequências catastróficas para a Europa, África e as Américas. Com as temperaturas do ar subindo rapidamente no Ártico devido ao aquecimento global, o oceano esfria mais lentamente, fazendo com que a água fique menos densa e afunde lentamente, ao formar uma profunda corrente de retorno. A ruptura dessa corrente alteraria a faixa de chuvas tropicais da qual milhões de pessoas dependem para cultivar seus alimentos, mergulharia a Europa Ocidental em invernos extremamente frios e aumentaria o nível do mar em 50 a 100 cm no Atlântico. (Guardian)
Breakfast
Por hoje é só. Este é o breakfast, o seu primeiro gole de notícias. Uma seleção com os temas de destaque da política em Rondônia e do Brasil.
(*) Roberto Kuppê é jornalista e articulista político, com informações do Canal Meio
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