Por Édson Silveira
Criaram uma narrativa perigosa no Brasil: a de que é preciso escolher entre produzir e preservar.
De um lado, colocam o agronegócio como inimigo do meio ambiente.
Do outro, tratam a sustentabilidade como obstáculo ao desenvolvimento.
Essa divisão não é só equivocada — ela é conveniente para quem vive do conflito e não da solução.
A verdade é outra.
Rondônia é trabalho.
É produção.
É gente que acorda cedo e sustenta a economia do país.
E quem conhece a realidade do campo sabe: o produtor sério não quer destruir — quer produzir hoje e continuar produzindo amanhã.
Porque sem água, sem solo saudável e sem equilíbrio climático, não existe produção.
Ou seja: preservar não é ideologia.
É inteligência econômica.
E mais: os próprios investimentos públicos recentes mostram isso com clareza.
O Plano Safra, ampliado nos últimos anos, destinou volumes recordes de recursos para o crédito rural, fortalecendo tanto o grande quanto o pequeno produtor, com linhas específicas voltadas à sustentabilidade, à recuperação de áreas degradadas e ao uso de tecnologia no campo.
Isso demonstra, na prática, que não existe essa história simplista de “esquerda contra o agro”.
O que existe é uma necessidade concreta de produzir mais, melhor e com responsabilidade.
Porque no final das contas, o que interessa ao povo é simples: comida mais barata na mesa, geração de emprego, renda circulando na economia.
E isso só acontece com produção forte.
O problema nunca foi o agronegócio.
O problema são os extremos.
De um lado, quem tenta criminalizar quem produz.
Do outro, quem defende práticas ilegais que prejudicam o meio ambiente e mancham a imagem de todo o setor.
Nenhum desses caminhos serve.
O caminho certo é o equilíbrio.
É apoiar o produtor que trabalha dentro da lei.
É investir em tecnologia, produtividade e inovação.
É ampliar crédito com responsabilidade.
É fiscalizar o ilegal sem perseguir quem faz certo.
É exatamente isso que precisa ser fortalecido.
Porque o mundo mudou.
Hoje, mercado exige responsabilidade ambiental.
Investimento exige sustentabilidade.
E o consumidor quer qualidade com preço justo.
Rondônia não precisa escolher entre produzir e preservar.
Precisa fazer os dois.
Com inteligência.
Com seriedade.
Com compromisso com o futuro.
Porque desenvolvimento de verdade não é o que esgota.
É o que constrói.
Edson Silveira
Advogado, administrador, professor
Pré-candidato a deputado federal PT/RO



