Por Edson Silveira
Durante semanas, parte da extrema direita brasileira vendeu a fantasia de que Donald Trump pisaria diplomaticamente em Luiz Inácio Lula da Silva nos Estados Unidos. Os “patriotas” de internet, os especialistas em continência para bandeira estrangeira e os bolsonaristas de aluguel praticamente já comemoravam uma suposta humilhação internacional do Brasil.
Quebraram a cara.
O encontro entre Lula e Trump mostrou exatamente o contrário: um Brasil respeitado, ativo, soberano e tratado como protagonista político e econômico. Nada de submissão. Nada de viralatismo. Nada de presidente pedindo bênção para potência estrangeira.
Lula foi aos Estados Unidos como chefe de Estado de uma das maiores economias do planeta. E foi tratado como tal.
Como brasileiro, confesso que fiquei orgulhoso e feliz com a postura do presidente Lula. Em nenhum momento se curvou, não atuou como representante de interesses estrangeiros e tampouco aceitou o papel subalterno que a extrema direita brasileira sonha impor ao país. Defendeu o Brasil com firmeza, maturidade política e altivez diplomática.
As negociações avançaram. O diálogo aconteceu em alto nível. Comércio, investimentos, minerais estratégicos, relações bilaterais e cooperação internacional entraram na pauta com maturidade diplomática. O mundo real funciona assim: países fortes negociam interesses. Só a extrema direita brasileira ainda acha que política externa se faz com boné de campanha americana e postagem histérica em rede social.
A família Bolsonaro, que transformou o Brasil em puxadinho ideológico do trumpismo, deve estar profundamente decepcionada. Apostavam em constrangimento internacional, isolamento ou espetáculo político. Receberam exatamente o contrário: respeito institucional e reconhecimento internacional ao governo brasileiro.
Aliás, é curioso observar certos “patriotas” torcendo contra o próprio país apenas para tentar desgastar Lula. Não defendem o Brasil. Defendem um projeto pessoal de poder, mesmo que isso custe a imagem internacional da nação.
Enquanto isso, Lula fez o que presidentes de verdade fazem: dialogou sem baixar a cabeça, negociou sem abrir mão da soberania nacional e demonstrou que o Brasil voltou a ter política externa séria.
E talvez seja justamente isso que mais incomode a extrema direita brasileira: ver o Brasil novamente sendo respeitado no mundo sem precisar agir como colônia de ninguém.
Porque no fundo, o bolsonarismo nunca sonhou com um Brasil soberano. Sonhou apenas com um Brasil obediente.
Por Edson Silveira
Advogado, administrador, professor, membro da executiva estadual do PT/RO e pré-candidato a deputado federal pelo PT/RO.



