Rondônia entrou oficialmente no plano nacional de combate ao crime organizado lançado pelo governo federal e deve receber reforço nas ações contra facções criminosas, tráfico de armas e atuação do crime dentro dos presídios.
O programa “Brasil Contra o Crime Organizado” foi apresentado nesta terça-feira (12), no Palácio do Planalto, com previsão de mais de R$ 11 bilhões em investimentos em segurança pública em todo o país.
A adesão do estado foi confirmada pelo governo de Rondônia, que afirma já ter definido estratégias para aplicar as medidas previstas no programa federal.
O plano tem como foco atingir financeiramente as facções criminosas, ampliar operações integradas e reforçar o sistema prisional.
Entre as ações previstas estão bloqueio de comunicações ilegais em presídios, fortalecimento da inteligência policial, rastreamento de dinheiro ligado ao crime e ampliação das operações contra tráfico de armas.
A coordenação das medidas em Rondônia ficará sob responsabilidade da Secretaria de Estado da Segurança, Defesa e Cidadania (Sesdec).
O governador Marcos Rocha afirmou que o estado já atua no enfrentamento às organizações criminosas e que a integração com o governo federal deve ampliar a capacidade das forças de segurança.
Já o secretário de Segurança, Hélio Pachá, disse que Rondônia pretende intensificar ações de inteligência e operações integradas contra facções criminosas.
O programa federal também prevê reforço em 138 presídios estaduais, criação do Centro Nacional de Inteligência Penal e modernização de sistemas de investigação criminal em todo o país.
Para 2026, a previsão é de R$ 1,065 bilhão em investimentos diretos nas áreas de combate ao crime organizado, sistema penitenciário, tráfico de armas e investigação de homicídios.
Com a adesão ao plano, Rondônia passa a integrar as ações nacionais de enfrentamento ao avanço das organizações criminosas no país.



