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sexta-feira, maio 22, 2026
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Coluna Zona Franca

Por Roberto Kuppê (*)

Quatro contra o fim da 6×1

Quatro deputados federais de Rondônia votaram para aumentar pra 52 horas semanais e acabar com a escala 6×1 somente daqui a dez anos. O pré-candidato à deputado federal Ramon Cujuí (PT), fez veemente protesto contra esses parlamentares. Os quatro que assinaram contra acabar com a escala 6×1 foram Lucio Mosquini, PL, Coronel Chrisóstomo, PL, Dr. Fernando Máximo, PL e Thiago Flores, UB. Apenas uma correção na fala de Cujuí. Rafael Fera, Podemos, votou contra os trabalhadores mas em seguida voltou trás, afirmando que votou errado. Se confirmada a mudança, o fim da escala 6×1 seria adiado em 10 anos e só começaria a valer a partir de 2036. O texto que propõe o adiamento foi apresentado na semana passada por dois parlamentares do PP: o paranaense Tião Medeiros e o gaúcho Sérgio Turra. Veja vídeo abaixo:

Ordem de serviço

Em cerimônia realizada nesta quinta-feira (21), no Palácio do Planalto, o governo federal autorizou a ordem de serviço para a construção do novo terminal de passageiros e a adequação do sistema viário de acesso ao aeroporto de Ji-Paraná. O aporte de aproximadamente R$ 30 milhões integra o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e resulta da articulação entre o governo federal, o governo de Rondônia e a bancada federal do estado. Participaram da solenidade o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, o ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães, o senador Confúcio Moura (MDB), o prefeito de Ji-Paraná, Afonso Cândido (PL), além de parlamentares e demais autoridades.

Ordem de serviço 2

Durante o evento, o senador Confúcio Moura ressaltou o papel estratégico da aviação regional para a integração de Rondônia e o fortalecimento da economia no interior do estado. “Muitas vezes a população não percebe a dimensão estratégica de um aeroporto. Essas obras ampliam a segurança operacional, melhoram a conectividade e impulsionam o desenvolvimento econômico do interior de Rondônia”, afirmou.

Confúcio cria auxílio para vítimas de violência

Proposta aprovada na CDH prevê auxílio temporário de até um salário mínimo, criação de fundo nacional de proteção e medidas de apoio a mulheres vítimas de violência doméstica. “Muitas mulheres permanecem em relações abusivas porque não têm para onde ir, não possuem renda própria e dependem financeiramente do agressor”. A declaração é do senador Confúcio Moura, autor do Projeto de Lei 5.835/2025, aprovado nesta quarta-feira (20) pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa. A proposta cria um benefício emergencial e temporário destinado a mulheres em situação de vulnerabilidade social e econômica vítimas de violência doméstica e familiar. O texto prevê o pagamento mensal de até um salário mínimo por até seis meses, com possibilidade de prorrogação em casos excepcionais mediante decisão judicial fundamentada.

Lei Rouanet X Lei Vorcaro

Ontem o presidente Lula disse que o governo não utiliza a Lei Vorcaro para incentivar a cultura no Brasil. Para isso o governo tem a Lei Rouanet. Saiba a diferença. A captação de recursos financeiros via Lei Rouanet é feita à luz do dia, obedecendo as leis brasileiras, sem idas e vindas à fundos nos Estados Unidos ou à paraísos fiscais. Já a obtenção de dinheiro através da Lei Vorcaro é feita na calada da noite, sem respaldo das leis brasileiras, e os recursos são oriundos de aposentadorias roubadas do INSS. E a Lei Vorcaro é restrita à um círculo de amigos, geralmente políticos como deputados federais e senadores. E, ao contrário da Rouanet que utiliza termos técnicos, a Vorcaro é comum o uso de palavreados como “Irmãozinho”, “mermão”, “pica das galáxias”, “você é brother” e “tamujunto”.

Figura tóxica

Flávio Bolsonaro (PL-RJ),enfrenta desgaste crescente na própria base bolsonarista após a revelação de negócios envolvendo o senador e o banqueiro Daniel Vorcaro. A crise envolvendo Daniel Vorcaro amplia a resistência a Flávio Bolsonaro entre setores considerados estratégicos para a direita, como mercado financeiro, agronegócio, evangélicos e aliados políticos.

Figura tóxica 2

Segundo relatos feitos ao blog da jornalista Andréia Sadi, do G1, aliados de Flávio Bolsonaro avaliam, nos bastidores, que o senador passou a ser visto como um personagem politicamente “contaminado” até mesmo por segmentos da base bolsonarista. O temor é que a associação com Vorcaro gere desgaste para campanhas locais e dificulte a construção de alianças políticas em 2026.

Datafolha

Uma nova pesquisa Datafolha sobre o cenário da eleição presidencial será divulgada hoje, sexta-feira (22). Além das intenções de voto para primeiro e segundo turno, o instituto perguntou sobre a rejeição aos candidatos, bem como a avaliação do governo Lula (PT).

Repasses a municípios antes das eleições

Em um ataque frontal à transparência eleitoral, o Congresso Nacional derrubou nesta quinta-feira (21) os vetos do presidente Lula à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). Com a mudança, os parlamentares liberaram o repasse de verbas federais e a doação de bens — como tratores, maquinários e cestas básicas — nos três meses que antecedem as eleições de 2026, justamente o período que sempre foi proibido por lei para evitar o abuso de poder econômico e político.

Repasses a municípios antes das eleições 2

A mudança havia sido incluída pelo Legislativo na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026 e cria uma exceção às restrições previstas na legislação eleitoral, que normalmente proíbe esse tipo de transferência no período eleitoral para evitar uso político da máquina pública. A decisão contrariou pareceres técnicos das consultorias da Câmara e do Senado, que alertavam para riscos de uso indireto de recursos públicos em benefício eleitoral de parlamentares e candidato. (g1)

Repasses a municípios antes das eleições 3

A derrubada do veto, no entanto, foi interpretada nos bastidores de Brasília como um dos primeiros sinais concretos de distensão entre o Palácio do Planalto e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), após semanas de tensão provocadas pela derrota da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal. Segundo interlocutores envolvidos nas negociações, o governo optou por liberar parte da bancada governista como forma de sinalizar disposição para reduzir o conflito com Alcolumbre. O gesto foi interpretado no Congresso como uma concessão deliberada do Planalto em uma pauta considerada prioritária para o presidente do Senado. (Globo)

Lambança promovida dos deputados

Vera Magalhães: “A lambança promovida por deputados e senadores nesta rara semana em que resolveram pegar no batente presencialmente supera, em desfaçatez e ousadia, a malfadada jornada pela aprovação da PEC da Blindagem no ano passado. Supera porque, desta vez, o Senado não se sente pressionado a ‘corrigir’ as decisões escandalosas e participa delas ativamente.” (Globo)

Flávio Sonsonaro

Apesar de pedir que uma CPI seja instalada para investigar o escândalo do Banco Master, o senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL à Presidência da República, deixou de assinar três dos cinco requerimentos de criação de comissões de inquérito que circulam atualmente no Senado. Entre os pedidos sem apoio do parlamentar está uma proposta apresentada por seu aliado Eduardo Girão, além de iniciativas articuladas por governistas. A ausência de assinaturas contradiz declarações recentes de Flávio, que afirmou ter apoiado “todas” as propostas de investigação sobre o caso Master. (Estadão)

Trump e Flávio

E o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, teria convidado Flávio Bolsonaro para uma visita à Casa Branca na próxima semana. Ao menos é o que está divulgando a pré-campanha do senador. Aliados de Flávio afirmam que a visita tem como objetivo reforçar a imagem internacional do pré-candidato do PL e demonstrar proximidade política com Trump em meio ao desgaste provocado pelas revelações sobre sua relação com o empresário Daniel Vorcaro. A Casa Branca, no entanto, ainda não confirmou o encontro. (Poder360)

Trump e Flávio 2

A jornalista brasileira Raquel Krähenbühl questionou o vice-chefe de gabinete da Casa Branca, Stephen Miller, sobre uma possível reunião entre o presidente Donald Trump e o senador Flávio Bolsonaro. Ao ser perguntado se Trump receberia o filho de Jair Bolsonaro na próxima semana, Miller respondeu: “Não tenho nenhuma atualização sobre isso”. E questionado diversas vezes ao longo do dia sobre detalhes da viagem, Flávio evitou confirmar informações e se esquivou das perguntas. A ausência de confirmação oficial alimentou especulações nas redes, alimentando teorias que Flávio precisaria ir aos EUA para movimentar o dinheiro de Vorcaro que pode ter sido enviado a Eduardo Bolsonaro.

A negação da Casa Branca

A narrativa circulou rápido nos perfis de influenciadores bolsonaristas: Flávio Bolsonaro teria sido convidado por Donald Trump para uma reunião em Washington na semana seguinte. Aliados do senador sustentavam que o contato partiu de interlocutores ligados ao governo americano. O problema é que a própria Casa Branca não sabia de nada.

Risco de fuga

A viagem, prevista para o dia 25 de abril, foi imediatamente alvo de representação parlamentar que pede o bloqueio de bens e a apreensão do passaporte do senador, sob alegação de risco de fuga das investigações sobre o escândalo do Banco Master.

A crise atingiu o mercado financeiro

O principal desafio de Flávio sempre foi ampliar sua influência para além do núcleo mais fiel ao bolsonarismo. No entanto, interlocutores do campo da direita afirmam que a crise atingiu justamente os pilares que sustentam esse grupo político: o mercado financeiro, o agronegócio, o segmento evangélico e a classe política. Nos bastidores cresce o receio de que candidatos tenham de “carregar” Flávio em campanhas estaduais e municipais. Políticos relatam desconforto com o impacto do caso Vorcaro e falam em risco de contaminação eleitoral. -Charge Cada dia uma do Marcelo Martinez.

Trump e a Amazônia

Lula, por sua vez, diz agora estar com medo que Trump invada a Amazônia. Segundo ele, o Brasil precisa reforçar a proteção de suas fronteiras, citando uma eventual investida do presidente americano. “Depois que o Trump disse que a Groenlândia é dele, que o Canadá é dele, que o Canal do Panamá é dele, quem garante que ele não vai dizer que a Amazônia é dele?”, indagou. (Folha)

Delação de Daniel Vorcaro

Apesar da rejeição pela Polícia Federal da proposta de delação de Daniel Vorcaro, a Procuradoria-Geral da República decidiu manter abertas as negociações com os advogados do empresário. Integrantes da Procuradoria avaliam que ainda existe espaço para um entendimento. A expectativa entre investigadores é que a manutenção da prisão preventiva aumente a pressão sobre Vorcaro e o leve a discutir um acordo mais amplo, incluindo a devolução de valores próximos ao prejuízo estimado em mais de R$ 50 bilhões envolvendo o Banco Master ao Fundo Garantidor de Crédito e o BRB. (CNN Brasil)

Delação de Daniel Vorcaro 2

Com a negativa da PF, os advogados de Vorcaro pediram a transferência do banqueiro de uma cela na Superintendência da Polícia Federal (PF) no DF para a “Papudinha”. A defesa do banqueiro alega que as condições do local em que o banqueiro está sob custódia não estão adequadas. Vorcaro foi transferido de uma “sala de estado-maior” para uma cela comum, onde está submetido às regras internas da PF para, por exemplo, receber visitas dos advogados. (g1)

Joaquim Barbosa

E a briga pelo Planalto não acontece apenas no topo das pesquisas. O Democracia Cristã anunciou processo para expulsar o ex-ministro Aldo Rebelo da legenda. O ex-titular da Defesa ficou revoltado com a potencial perda de espaço após a filiação do ex-presidente do STF Joaquim Barbosa ao DC. O conflito interno se intensificou depois que o presidente da sigla, o ex-deputado João Caldas, anunciou Joaquim Barbosa como nome do partido para disputar a Presidência da República em 2026. (Correio Braziliense)

Ativistas deportados

Israel afirmou ter deportado todos os ativistas estrangeiros detidos após a interceptação de uma flotilha que tentava romper o bloqueio à Faixa de Gaza, em meio a uma onda de críticas internacionais sobre o tratamento dado aos passageiros. Mais de 430 ativistas de diferentes países – quatro deles brasileiros – haviam sido detidos pelas forças israelenses após a interceptação da embarcação em águas internacionais na segunda-feira. A crise diplomática se agravou depois que o ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, divulgou um vídeo mostrando os ativistas ajoelhados, com as mãos amarradas e a testa no chão, em imagens que provocaram reações de governos europeus e organizações de direitos humanos. O Reino Unido convocou a encarregada de negócios israelense para explicações, enquanto o chanceler italiano, Antonio Tajani, afirmou ter pedido à chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, que discuta possíveis sanções contra Ben-Gvir. (Guardian)

Ativistas deportados 2

O Itamaraty também convocou a encarregada de negócios de Israel no Brasil, Rasha Athamni, para cobrar explicações sobre o vídeo divulgado por Ben-Gvir. Segundo integrantes do governo brasileiro, o tratamento dado aos estrangeiros provocou forte reação diplomática em Brasília, que considerou as imagens como “degradantes”. (Folha)

Breakfast

Por hoje é só. Este é o breakfast, o seu primeiro gole de notícias. Uma seleção com os temas de destaque da política em Rondônia e do Brasil.

(*) Roberto Kuppê é jornalista e articulista político,  com informações do Canal Meio

O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Mais RO não tem responsabilidade legal pela opinião, que é exclusiva do autor.

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