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quarta-feira, maio 27, 2026
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Coluna Zona Franca

Por Roberto Kuppê (*)

O lançamento de Pedro Abib

Será na próxima segunda-feira, com a presença do senador Confúcio Moura (MDB), o lançamento da pré-candidatura de Pedro Abib ao governo de Rondônia pelo MDB. O evento seria nesta sexta-feira, 29, mas o presidente estadual do MDB, Confúcio Moura, já tinha agendado visitas à Rondônia Rural Show, que foi criada no governo dele, ao lado do ex-prefeito de Ji-Paraná, Jesualdo Pires (UPr).

Senado Federal

Dois pré-candidatos ao Senado Federal bolsonaristas estão sendo alvos de polêmicas às vésperas das eleições que ocorrerão daqui a quatro meses e sete dias. O primeiro, Bruno Scheid, quer porque quer ter o sobrenome Bolsonaro incorporado ao seu sem ao menos pertencer à família. O curioso é que o momento é de se afastar dessa família envolvida em corrupção.

Senado Federal 2

O outro é o pré-candidato, Dr Fernando Máximo, conhecido por Toquinha devido ao acessório que usa na cabeça por ser médico. Máximo está sendo acusado pelo advogado Caetano Netto de manter “funcionários fantasmas” em seu gabinete — pessoas que recebem salários da Câmara dos Deputados sem de fato trabalhar. O caso envolve parentes e aliados de um conhecido político do cone sul do estado, o ex-vereador de Vilhena, Dhonatan Pagani (PL). Emanuelle Gerhardt, companheira do ex-vereador Dhonatan Pagani, foi exonerada em junho de 2024. Já Flávio Pagani Jr, irmão do ex-vereador Dhonatan Pagani, continua ativo no gabinete.

Flávio se encontra com Trump

Em meio à crise provocada pelas revelações envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro e o Banco Master, teve o encontro com Donald Trump. Até aí tudo bem. Assim como o milho faz pipoca, cuzcuz, bolo, cremes, mingau, patinha, mugunzá, curau (canjica), o encontro de apenas 10 minutos vai render. Não houve aperto de mãos, mas nada que a IA não resolva. Nas redes sociais já virou meme. Até o pré-candidato ao governo de Rondônia, Samuel Costa (PSB) já tirou uma casquinha. Peritos das redes sociais (os melhores) já encontraram traços de farsa. No decorrer do dia de hoje saberemos se o encontro renderá votos ou foi um tremendo tiro no pé.

Flávio se encontra com Trump 2

O encontro ocorreu no Salão Oval e é tratado por aliados do senador como uma tentativa de reforçar sua pré-campanha presidencial após semanas de desgaste político. A reunião foi precedida por uma manhã tensa na equipe do senador, pois não havia certeza de que ela aconteceria de fato. A confirmação veio de interlocutores ligados ao secretário de Estado americano, Marco Rubio, em contato com o ex-deputado Eduardo Bolsonaro e do influenciador digital Paulo Figueiredo, que chegaram a tirar também foto com Trump. O senador levou uma camisa da seleção brasileira para entregar ao presidente, mas a segurança reteve o presente para vistoria. (Globo)-Charge Azarão do Orlando

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Em pronunciamento após o encontro, Flávio Bolsonaro afirmou ter pedido a Trump que o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) sejam classificados pelos EUA como organizações terroristas. O senador também afirmou ter discutido com Trump diferenças entre um eventual governo liderado por ele e a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). De acordo com Flávio, Trump perguntou sobre o estado de saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro, gesto que o senador classificou como “humano”. (CNN Brasil)

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O comando de campanha de Lula já tem uma estratégia para reagir à foto de Flávio Bolsonaro com Trump: usá-la para reforçar o discurso de soberania do petista. Além disso, a ideia é comparar a pompa da recepção a Lula em seu último encontro com o presidente americano — que seguiu o protocolo para chefes de Estado — com a foto posada do senador no Salão Oval. (Folha)

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E a fotografia, claro, converteu-se rapidamente em memes com a ajuda de inteligência artificial. (Poder360)

Tiro no pé

Ministros do governo Lula minimizaram, nos bastidores, o impacto positivo do encontro do senador Flávio Bolsonaro com o presidente Donald Trump, realizado na terça-feira (26), na Casa Branca. Na avaliação dos auxiliares de Lula, a agenda com Trump anima apenas a base bolsonarista. A leitura é de que a conduta do Flávio não agrada o eleitor de centro, historicamente decisivo em eleições presidenciais apertadas.

Tarcísio x Flávio Bolsonaro 

Enquanto se encontrava com Trump, Flávio Bolsonaro recebia fogo amigo no Brasil. Na tarde desta terça-feira, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou que Flávio ainda precisa esclarecer pontos sobre sua relação com o empresário Daniel Vorcaro. Tarcísio disse que o caso “agride a sociedade como um todo” e declarou que os fatos precisam ser “muito bem explicados”. (Terra)

Enquanto isso…

A situação de Cláudio Castro, Flávio Bolsonaro, Daniel Vorcaro e o ex-presidente do BRB (Banco de Brasília), só complica. Uma investigação da Polícia Federal aponta que seu aliado, o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) mantinha uma relação de proximidade com Daniel Vorcaro, o que teria facilitado aportes bilionários do Rioprevidência no Banco Master. Em decisão que autorizou buscas contra Castro na manhã de terça-feira, o ministro do STF André Mendonça afirma que a relação entre os dois extrapolava contatos institucionais. Segundo a PF, reuniões de Castro com Vorcaro antecediam liberações de investimentos do Rioprevidência no Banco Master. (Folha)

Versão enfraquecida

A cronologia dos investimentos do governo do Rio no Banco Master enfraquece a versão apresentada pelo senador Flávio Bolsonaro sobre sua relação com Daniel Vorcaro. Flávio afirma que não sabia da existência de dinheiro público no escândalo envolvendo o banco. No entanto, o Rio — então comandado pelo PL — foi o estado que mais aportou recursos na instituição de Vorcaro. Flávio diz ter conhecido o banqueiro em dezembro de 2024, mas, dois meses antes, o Tribunal de Contas do Estado do Rio já havia alertado o então governador Cláudio Castro (PL-RJ) sobre suspeitas de irregularidades. (g1)

Tom de guerrilha

Flávia Tavares: “Encurralado pelas investigações do Banco Master e as revelações sobre o financiamento do filme Dark Horse, o senador Flávio Bolsonaro deixa de lado a imagem de ‘moderado’ e adota o tom de guerrilha ao embarcar para os EUA. A viagem, em busca de uma foto com Donald Trump, parece ter se tornado uma grande convenção com Eduardo Bolsonaro, Paulo Figueiredo e Mário Frias para alinhar as defesas no escândalo dos áudios. Mas pode servir também para Flávio se reabastecer das técnicas de Steve Bannon e Olavo de Carvalho e reanimar a militância”. (Meio)

Fim da aposentadoria compulsória

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal decidiu, por unanimidade, manter a decisão do ministro Flávio Dino que extinguiu a aposentadoria compulsória como punição para magistrados condenados por infrações graves. Com o entendimento, juízes enquadrados nesse tipo de conduta passam a perder o cargo, em vez de serem afastados com remuneração paga pelo Estado. Ao votar, Dino reiterou os argumentos apresentados em sua decisão individual de março, afirmando que a manutenção da aposentadoria remunerada para magistrados punidos representa uma “erosão democrática”. (Poder360)

Contracheque

E também por unanimidade o Conselho Nacional de Justiça aprovou a criação de um contracheque único para magistrados de todo o país, em medida voltada a ampliar a transparência sobre os vencimentos do Judiciário. Com a decisão, cada juiz passará a receber apenas um demonstrativo mensal de remuneração, ficando proibida a divulgação de documentos complementares ou pagamentos separados. O novo modelo também prevê padronização das rubricas salariais. (Metrópoles)

Fim da escala 6×1

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), sinalizou ao governo que não pretende dificultar a tramitação da proposta que acaba com a escala 6×1. Alcolumbre indicou que dará andamento ao texto assim que a PEC for aprovada pela Câmara dos Deputados, reduzindo temores no Planalto sobre eventual resistência no Senado. A avaliação entre aliados do governo é que a pauta ganhou forte apelo eleitoral entre parlamentares da base e de partidos de centro, interessados em associar a aprovação da medida às eleições de outubro. O parecer sobre a PEC deve ser votado ainda hoje na comissão especial da Câmara e até o fim da semana no plenário. (Folha)

Regras de transição

Mas a proposta de transição para as novas regras enfrenta resistências no Senado. Pelo acordo fechado entre Planalto e Câmara, a jornada semanal cairia de 44 para 42 horas 60 dias após a promulgação da PEC. A redução final para 40 horas ocorreria um ano depois. Nos bastidores, senadores divergem tanto sobre o modelo de transição quanto sobre a velocidade da tramitação da proposta na Câmara. Parte dos parlamentares considera o debate acelerado demais. (Estadão)

Desvendando Brasília

Hoje é o último dia para se inscrever no curso Desvendando Brasília. Quatro aulas que revelam as engrenagens do poder em Brasília com o método do cientista político Creomar de Souza, sem reabertura de novas turmas. A alternativa — não fazer nada — tem um nome: “passividade, ao fim, redunda em conformismo”, já diria o professor. Aproveite que o desconto de 20% da aula inaugural ainda está ativo. Garanta a sua vaga até as 23h59.

Taxa de homicídios caiu

O Atlas da Violência 2026 divulgado nesta terça-feira revela que o Brasil alcançou, em 2024, a menor taxa de homicídios em 11 anos. De acordo com o levantamento produzido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, foram registrados 42.590 homicídios, o equivalente a 20,1 assassinatos a cada 100 mil habitantes, uma queda de 7,4% em relação a 2023. Os pesquisadores explicam que a redução se deve a mudanças nas políticas de segurança estaduais e municipais e nas dinâmicas do crime organizado, com tréguas entre facções em algumas regiões, além do envelhecimento da população, sendo os jovens as principais vítimas. (g1)

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As cidades do Nordeste lideram as taxas de homicídios do país, tendo 17 dos 20 municípios com mais assassinatos. Maranguape (CE) é a mais mortal, com taxa de 87,2 homicídios por 100 mil habitantes, seguida por Jequié (BA), com 79,4 e Maracanaú (CE), com 74,1. Aliás, Bahia e Ceará concentram as cidades com maiores índices, já que 10 dos 20 municípios são baianos e outros cinco, cearenses. (Folha)

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Apesar de ter a menor taxa de homicídios do país, São Paulo também é o estado com maior índice de “homicídios ocultos”, mortes violentas classificadas pelos pesquisadores como de causa indeterminada no Sistema de Informações sobre Mortalidade do Ministério da Saúde, mas que provavelmente foram causadas por assassinatos. Se a taxa de mortes para cada 100 mil habitantes foi de 6,6 no estado, nível bastante inferior à média nacional de 20,1, São Paulo concentra 2.824 de 7.083 homicídios ocultos, quase 40% do total no país. (BBC Brasil)

IDH muito alto

Pela primeira vez na história, o Brasil atingiu o patamar “muito alto” de Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), passando de 0,744 ponto para o inédito 0,805, segundo o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), referente a 2024. Quanto mais perto de 1, melhor o índice. O relatório aponta uma evolução positiva dos dados municipais e outros subíndices, sendo a saúde o melhor dos indicadores, acompanhado pela melhora no quesito educação. Em que pese o avanço do IDH, a desigualdade persiste entre regiões, raça e gênero. Homens, pessoas brancas e o Distrito Federal tiveram os melhores resultados, ante mulheres, negros e o Maranhão. (UOL)

Pequena cirurgia

Hoje este articulista submeter-se-á à uma pequena cirurgia para implante dentário. Vai dar tudo certo.

Breakfast

Por hoje é só. Este é o breakfast, o seu primeiro gole de notícias. Uma seleção com os temas de destaque da política em Rondônia e do Brasil.

(*) Roberto Kuppê é jornalista e articulista político,  com informações do Canal Meio

O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Mais RO não tem responsabilidade legal pela opinião, que é exclusiva do autor.

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