O Tribunal de Contas de Rondônia (TCE-RO) entrou em cena e deu prazo para que o ex-prefeito de Cacoal, Adailton Fúria, explique uma série de irregularidades encontradas na prestação de contas da gestão de 2025.
A decisão reforça um debate que já vinha sendo levantado pelo atual prefeito, Tony Pablo. Ainda no mês de abril, quando foi alvo de críticas de aliados do ex-prefeito, Pablo afirmou que havia encontrado um rombo de R$ 8 milhões na Saúde do município e disse que denunciaria a situação aos órgãos de controle para evitar futuras responsabilidades.
Agora, a auditoria do Tribunal de Contas identificou três problemas considerados técnicos na administração de Adailton Fúria.
O principal deles é uma insuficiência financeira de R$ 743.315,53 para cobrir obrigações registradas até 31 de dezembro de 2025.
Além disso, os auditores apontaram a ausência do envio de informações ao Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro e o descumprimento das metas de resultado nominal e resultado primário previstas na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).
A determinação foi expedida no processo nº 00791/26/TCE-RO. A decisão monocrática foi assinada pelo conselheiro substituto Omar Pires Dias e publicada no fim de junho.
O ex-prefeito foi citado oficialmente pelo Tribunal e terá 30 dias, sem possibilidade de prorrogação, para apresentar documentos, justificativas e esclarecimentos sobre os três apontamentos feitos pela equipe de auditoria.
A decisão também deixa claro que o atual prefeito, Tony Pablo, não é responsabilizado pelos fatos investigados. O Tribunal identifica Adailton Fúria como o responsável pelas contas analisadas, por ter exercido o cargo de prefeito e ordenador de despesas durante o exercício de 2025.
A fiscalização do TCE analisou os balanços orçamentário, financeiro e patrimonial do município, além dos fluxos de caixa, das variações patrimoniais e da legalidade dos atos administrativos relacionados à execução das contas públicas.
Após o prazo para apresentação da defesa, o Tribunal de Contas deverá analisar as justificativas do ex-prefeito antes de decidir se os apontamentos serão mantidos e quais medidas poderão ser adotadas no processo.



