Uma das maiores ofensivas do ano contra o crime organizado foi às ruas na manhã desta terça-feira (7). A 11ª fase da Operação Audácia mobilizou mais de 300 agentes para cumprir 89 mandados de busca e apreensão e 35 mandados de prisão em Rondônia e outros três estados.
A ação é coordenada pelo Ministério Público de Rondônia (MPRO), por meio do GAECO, com apoio de forças estaduais e federais de segurança.
Os mandados estão sendo cumpridos em Porto Velho, Ariquemes, Machadinho do Oeste e Rolim de Moura, além de Cruzeiro do Sul (AC), Humaitá (AM) e Catanduvas (PR).
Segundo as investigações, o grupo é suspeito de integrar uma organização criminosa com atuação em Rondônia e outros estados do país. A apuração também busca identificar outros crimes que possam ter sido praticados durante as atividades da facção.
Além das prisões e buscas, a operação também tem como foco localizar foragidos da Justiça, cumprir mandados em aberto cadastrados no Banco Nacional de Mandados de Prisão (BNMP) e realizar prisões em flagrante caso sejam encontrados crimes durante as diligências.
Entre os delitos que podem resultar em novas prisões estão porte ilegal de arma de fogo, receptação e tráfico de drogas.
Ostentação nas redes sociais chamou atenção
O nome Operação Audácia faz referência ao comportamento de alguns investigados, que, segundo o MPRO, costumavam publicar nas redes sociais fotos exibindo armas de fogo, inclusive de uso restrito, grandes quantias em dinheiro, drogas e mensagens ligadas à facção criminosa.
De acordo com os investigadores, essas publicações demonstravam uma sensação de impunidade e serviam como forma de desafiar as forças de segurança, além de reforçar a intenção do grupo de dominar regiões onde atuava.
Mais de 300 agentes participaram da ofensiva
A operação reuniu um grande aparato de segurança, envolvendo equipes do GAECO de Rondônia e Acre, Polícia Federal, Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Penal, Corpo de Bombeiros, POLITEC, SESDEC, SEJUS, SENAPEN e outras forças especializadas.
Ao todo, mais de 300 agentes foram mobilizados para cumprir as ordens judiciais expedidas pela 1ª Vara de Garantias da Comarca de Porto Velho.
As investigações continuam e novas medidas poderão ser adotadas conforme o avanço da operação.



