Por Roberto Kuppê (*)
Eleições 2026
Os números da pesquisa do Instituto Haverroth são fidedignos e confiáveis. Quem a fez é digno de credibilidade. Dejanir Haverroth, diretor presidente do instituto, é de ideologia esquerdista mas não se deixa contaminar, trabalhando profissionalmente. Tanto é verdadeira essa premissa que pré-candidatos da direita estão entre os primeiros lugares. A pesquisa identificou quatro pré-candidatos com chances para o segundo turno: Marcos Rogério (PL), Adailton Fúria (PSD), Hildon Chaves (UPr) e Expedito Netto (PT). Já para o Senado Federal, os quatro primeiros colocados são: Silvia Cristina (UPr), Fernando Máximo (PL), Mariana Carvalho (Republicanos) e Confúcio Moura (MDB).
Número de indecisos
Tanto para o governo quanto para o Senado, o número de indecisos impressiona. É maior do que o aferido pela maioria dos pré-candidatos. Para o governo são 25,6% os indecisos. Já para o Senado são 25% para o primeiro voto e 42% para o segundo voto. Média de 33% para o primeiro e segundo voto. Ou seja, o caminho está aberto para o governo e para as duas vagas de senador.
Confúcio é o Messi?
Ontem a Argentina fez o impossível. Perdendo a vaga para as quartas faltando 13 minutos para o final do jogo contra o Egito, eis que Messi muda da água para o vinho. Após perder um pênalti, Messi abre a sequência de três gols relâmpagos recolocando a Argentina na Copa do Mundo. Politicamente falando, o senador Confúcio Moura (MDB-RO), entre os 100 Cabeças do Congresso Nacional, quando todos achavam que ia vestir o pijama da aposentadoria, ressurge com chances de reeleição. Como disse o cabeça chata Robson Oliveira, “não subestime Confúcio Moura“. Deveras.
Enquanto isso Bruno Scheid derrete…
Não era para ser diferente. Na pesquisa séria do Instituto Haverroth, o nome do pré-candidato ao Senado, Bruno Scheid aparece timidamente, entre 4 e 5% para o primeiro e segundo voto. O eleitor rondoniense não é bobo.
Plano B
O pré-candidato ao governo de Rondônia, Marcos Rogério (PL), está na ponta das principais pesquisas. O êxito do postulante ao Palácio Rio Madeira está atrelado ao pré-candidato à presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL). Porém, uma luz amarela foi acesa com a possibilidade de um cenário sem Flávio na disputa. E a possibilidade é grande haja vista os problemas enfrentados na campanha presidencial.
Plano B 2
Silvia Cristina e Jesualdo Pires
Dia 11 de julho Ji-Paraná será palco de um encontro especial: o lançamento das pré-candidaturas de Jesualdo Pires e Silvia Cristina. Rondônia vive um novo momento, e o Progressistas está pronto para apresentar o time que quer fazer parte dessa construção. Será um encontro para reunir lideranças, apoiadores e pessoas que acreditam em uma Rondônia com mais oportunidades para todos.
📅 11 de julho
🕕 18h
📍 Vera Cruz, Ji-Paraná
Caiado diz que Flávio “conspirou”
O ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado (PSD), afirmou nessa terça-feira (7/7) que o senador Flávio Bolsonaro “conspirou contra a economia do país”, ao comentar a atuação do parlamentar nas discussões sobre o tarifaço de 25% imposto pelos Estados Unidos a produtos brasileiros. A declaração foi dada durante uma sabatina, na qual Caiado classificou como “inaceitável” a participação de Flávio nas tratativas relacionadas às tarifas anunciadas pelo governo de Donald Trump.
Caiado diz que Flávio “conspirou” 2
Em maio, Flávio Bolsonaro esteve na Casa Branca para uma reunião com Trump. Dias depois, os Estados Unidos anunciaram a aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros. Questionado se considerava a atuação do senador uma “traição à pátria”, Caiado evitou usar diretamente o termo, mas afirmou que houve uma conspiração contra a economia brasileira.
Mais uma vitória
O advogado eleitoralista Nelson Canedo ganhou mais uma ação para o cliente Léo Moraes. Desta vez foi contra o eleitor W. E. N. J que teria compartilhado, no grupo “Amigos da Mariana Carvalho” , um vídeo que consiste em montagem de reportagem originalmente veiculada pela emissora SBT Rio, na qual se denunciava a apreensão de valores em espécie para compra de votos a favor de um vereador na cidade do Rio de Janeiro.
O vídeo manipulado utilizou a abertura e a voz da mesma apresentadora da reportagem original, porém substitui o conteúdo subsequente por narrativa fraudulenta que associou falsamente ao então candidato a prefeito Léo a supostos ilícitos eleitorais, mediante inserção de legendas enganosas e fotografias contextualmente desconectadas. A Justiça Eleitoral entendeu que quem compartilha seu conteúdo em grupo de whatsapp comete ilícito eleitoral, ficando obrigado a excluir o conteúdo, não mais divulga-lo e a pagar multa por veiculação de desinformação durante a campanha eleitoral. O caso foi julgado essa semana, apesar do fato ter ocorrido na eleição de 2024. O anonimato tem cara e CPF para a justiça eleitoral. Canedo tem uma coleção de êxitos judiciais, a maioria eleitorais, com destaque para o governador Marcos Rocha (PSD). Não há causa impossível para Nelson Canedo. Nestas eleições, o advogado está assessorando o pré-candidato ao governo, Marcos Rogério.
Lula consolida vantagem
A pesquisa Meio/Ideia divulgada agora há pouco mostra estabilidade na disputa presidencial às vésperas das convenções partidárias. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mantém vantagem sobre o senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em um eventual segundo turno, preservando o cenário registrado desde a divulgação do caso Dark Horse. Segundo o levantamento, Lula aparece com 45% das intenções de voto, contra 40% de Flávio. Outros 10,5% dos entrevistados afirmaram que votariam em branco ou nulo, enquanto 4,5% disseram não saber em quem votar. Na comparação com a pesquisa anterior, divulgada em 28 de maio, os dois candidatos oscilaram dentro da margem de erro, de 2,5 pontos. Lula passou de 46,5% para 45%, enquanto Flávio variou de 41,4% para 40%, indicando manutenção do quadro eleitoral. (Meio)
Confira a íntegra da pesquisa Meio/Ideia. (Meio)
Lula consolida vantagem 2
A pesquisa também simulou outros cenários de segundo turno. O presidente Lula mantém os mesmos 45% das intenções de voto em todas as hipóteses testadas, enquanto o desempenho varia entre os possíveis adversários. Ronaldo Caiado aparece com 37,6% das intenções de voto; seguido por Romeu Zema, com 37%, e Michelle Bolsonaro, com 36%. Renan Santos tem 33%, enquanto Joaquim Barbosa registra 23%, no cenário em que o presidente abre sua maior vantagem. (Meio)
Lula consolida vantagem 3
Apesar da estabilidade no cenário geral, os dados revelam diferenças relevantes entre os segmentos do eleitorado. Flávio lidera entre os homens, com 46,3% das intenções de voto, ante 39,2% de Lula. Entre as mulheres, o cenário se inverte: o presidente abre vantagem de mais de 16 pontos percentuais, com 50,4%, contra 34,2% do senador. Flávio aparece à frente entre os eleitores mais jovens, com 45,7% das intenções de voto na faixa de 16 a 24 anos, contra 33,3% de Lula. O senador também lidera entre os entrevistados de 25 a 34 anos. Lula passa a liderar entre os eleitores com 35 anos ou mais e registra seu melhor desempenho na faixa de 45 a 59 anos. O levantamento também mostra diferenças expressivas conforme a renda dos eleitores. Lula tem ampla vantagem entre os brasileiros que recebem até um salário mínimo, com 58,8% das intenções de voto, contra 28,4% de Flávio. Já o senador assume a dianteira na faixa de um a três salários mínimos e amplia a vantagem entre os eleitores com renda superior a cinco salários mínimos. (Meio)
Michelle, a mais poderosa do Brasil
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro teve sua influência política medida após ganhar protagonismo nas últimas semanas. Em uma pergunta espontânea sobre quem é hoje a mulher mais poderosa do Brasil, Michelle foi a resposta de 15,4% dos entrevistados. Na sequência aparecem a primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, com 9%, e a ministra do Supremo Tribunal Federal Cármen Lúcia, com 4,5%. A ex-presidente Dilma Rousseff foi lembrada por 2,5% dos entrevistados, enquanto a ministra Simone Tebet registrou 2%. (Meio)
Michelle, a mais poderosa do Brasil 2
Cila Schulman e Mauricio Moura contam como Michele saiu do papel de uma primeira-dama discreta para se transformar na mulher mais poderosa do Brasil em apenas três anos. (Meio)
Michelle, a mais poderosa do Brasil 3
Entender como Michelle construiu seu capital político e sua autonomia feminina ao mesmo tempo em que navega nos valores religiosos da submissão pode parecer impossível para quem não convive com a gramática evangélica brasileira. Mas Deborah Bizarria, economista e colunista do Central Meio, traduz as ambiguidades e explica o movimento das mulheres conservadoras que desafiam o bolsonarismo.
Tom político eleitoral
O senador e pré-candidato do PL à Presidência da República Flávio Bolsonaro (RJ) adotou um tom político eleitoral em sua fala na audiência pública promovida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) sobre o novo tarifaço que os EUA pretendem adotar contra produtos brasileiros. Ao contrário de entidades americanas e brasileiras, que marcaram suas participações por discussões estritamente técnicas, Flávio focou seus argumentos nas eleições brasileiras de outubro. De acordo com ele, uma tarifa adicional sobre produtos brasileiros teria efeito político favorável ao presidente Lula. (Folha)
Tom político eleitoral 2
O governo, por sua vez, acusou Flávio de agir contra os interesses do país após sua participação na audiência USTR sobre o tarifaço. Por nota, o Palácio do Planalto afirma que “divergir do governo é legítimo”, mas sustenta que recorrer a uma potência estrangeira para pressionar o Brasil configura “traição à Pátria”. Segundo a nota, há uma diferença entre fazer oposição ao governo e atuar contra os interesses nacionais. (g1)
Tom político eleitoral 3
Presente na audiência, o economista Gustavo Pessoa, professor da FGV, contou no Central Meio os bastidores da participação de Flávio e do momento em que o senador se atrapalhou para responder as perguntas dos representantes norte-americanos. (Meio)
Negociações com autoridades
Já o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, afirmou que o governo brasileiro mantém as negociações com autoridades dos EUA para tentar evitar a adoção das tarifas. Márcio Elias Rosa descartou, porém, qualquer possibilidade de o governo negociar a redução da tarifa brasileira incidente sobre o etanol importado dos Estados Unidos. (g1)
Participação baixa
Os Estados Unidos, aliás, nunca tiveram participação tão baixa no comércio exterior brasileiro quanto no primeiro semestre de 2026, respondendo por apenas 9,4% das exportações e 11,1% da corrente de comércio total. O comércio bilateral diminuiu 12,8% na comparação anual, para US$ 36,4 bilhões, com os produtos sobretaxados por Trump caindo 16,6%. (Estadão)
Alcolumbre e o fim da escala 6×1

O clima voltou a esquentar entre o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e o governo em torno da votação do fim da escala 6×1, já aprovada com folga na Câmara dos Deputados. Alcolumbre reagiu às declarações do líder do PT na Câmara, Pedro Uczai (SC), que ameaçou tratar o senador como “inimigo dos trabalhadores” caso a proposta de emenda à Constituição não seja encaminhada à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) até a próxima semana. Em nota, Alcolumbre afirmou que não aceitará “ameaças ou tentativas de intimidação”. (Folha)
Trump x Irã
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quarta-feira acreditar que o memorando de entendimento firmado com o Irã “acabou”. A declaração vem depois de uma série de ataques na região. A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã diz ter lançado ataques contra alvos militares dos EUA no Bahrein e no Kuwait, em resposta aos bombardeios americanos contra o território iraniano. “É uma perda de tempo negociar com eles”, afirmou Trump durante a cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte, a Otan, na Turquia. Essa foi a sinalização mais contundente de Trump de que o acordo firmado com o Irã está em colapso. (CNN Brasil)
Colômbia
O presidente eleito da Colômbia, Abelardo de la Espriella, anunciou a suspensão do processo de transição de governo e acusou o presidente Gustavo Petro de tentar promover um golpe de Estado ao se recusar a reconhecer o resultado do segundo turno das eleições presidenciais. Espriella também fez um apelo às Forças Armadas colombianas para que cumpram seu papel constitucional de proteger a democracia. A posse do novo presidente está marcada para 7 de agosto. Apesar da crise política, Gustavo Petro afirmou que pretende concluir o mandato e transmitir o cargo na data prevista. (Folha)
Copa do Mundo
Em uma virada histórica, a Argentina venceu o Egito por 3 a 2, em Atlanta, depois de sofrer dois gols, de Yasser Ibrahim e Zico. A reação albiceleste ocorreu após os 30 minutos da segunda etapa, quando Cuti Romero e Messi empataram o jogo em cinco minutos. Enzo Fernández decretou a vitória já nos acréscimos, quando a partida se encaminhava para a prorrogação. Apesar de perder um pênalti, Messi voltou a se isolar na artilharia da Copa, com 8 gols. Os argentinos enfrentam a Suíça nas quartas de final, que passou pela Colômbia por 4 a 3 nos pênaltis, após empate sem gols. (CNN Brasil e CazéTV)
Torcendo pela Noruega
Enquanto muitos ainda estão fulos da vida com o Halland, este articulista torce pela consagração da Noruega nesta Copa do Mundo. Não pelo futebol em si. Mas pela grandeza social do país nórdico. Campeã em qualidade de vida e sem corrupção (quase zero), a Noruega merece ganhar pela primeira vez a taça da Copa do Mundo.
Eliminação politizada
Flávia Tavares. “Neymar saiu de campo do jeito que essa geração toda entrou: com mais provocação que futebol. A eliminação pra a Noruega virou disputa entre Lula, Nikolas Ferreira, Flávio e Eduardo Bolsonaro e Lindbergh Farias — cada um puxando a sardinha pro seu lado. O argumento de que ‘o Brasil só perde desde que o PT chegou ao poder’ não sobrevive nem à Copa de 2022. Talvez seja hora de a camisa da Seleção voltar a ser de todo mundo.” (Meio)
Insegurança alimentar
Um relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) mostra que mais de dois bilhões de pessoas pelo mundo enfrentam insegurança alimentar moderada ou grave, ou seja, não têm acesso regular a alimentos suficientes ao longo do ano. A vulnerabilidade entre os mais pobres tem sido reforçada pelos desastres relacionados ao clima. (DW)
Benedito Ruy Barbosa
Morreu nesta terça-feira o autor Benedito Ruy Barbosa, aos 95 anos, devido a complicações de insuficiência renal crônica. Nascido em Gália, no interior paulista, foi trabalhando no Paraná que escreveu o romance Fogo Frio, ao presenciar uma das maiores geadas da história do país. O texto foi adaptado em 1959 para peça do Teatro Arena, com direção de Augusto Boal. De volta a São Paulo, passou por redações de jornais, onde desempenhou várias funções, como a de repórter de esportes. Mas foi na teledramaturgia que se encontrou e retratou o Brasil, ajudando a moldar uma identidade nacional. Estreou na Globo com Meu Pedacinho de Chão, em 1971, emplacando sucessos como Cabocla (1979), Paraíso (1982) e Sinha Moça (1986). Sua genialidade se espraiou para outras emissoras, com novelas que se tornaram clássicos, como Os Imigrantes, na Band, e Pantanal, na Manchete. (Folha)
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De Rei do Gado a Renascer, relembre as novelas que fizeram de Benedito Ruy Barbosa um dos maiores autores da TV brasileira. (Globo)
Onze Homens e um Segredo
Estrelado por Wagner Moura, Margot Robbie e Bradley Cooper, o prelúdio de Onze Homens e um Segredo adicionou novos nomes ao elenco. Escrito e dirigido por Cooper, o longa também vai contar com os atores Vicky Krieps (Trama Fantasma), George MacKay (1917), Lauren Ridloff (Eternos) e Jack Holden (Ten Percent). Conhecido por Lupin, série francesa de sucesso da Netflix, Omar Sy está em negociação e ainda pode ser escalado. (Rolling Stone)
DeepSeek
A DeepSeek está desenvolvendo seu próprio chip de inteligência artificial, focado em inferência, a etapa em que modelos treinados geram respostas para os usuários. Caso avance, o projeto vai reduzir a dependência da startup chinesa de chips da Nvidia e da Huawei. Esse esforço começou há cerca de um ano e ainda se encontra em estágio inicial, com a empresa buscando parceiros externos e contratando engenheiros de design de chips de forma discreta. (Reuters)
Microsoft
E a Microsoft começou a substituir modelos da OpenAI e da Anthropic por modelos próprios em produtos como Excel e Outlook. Dezenas de milhares de solicitações semanais já são processadas pelos modelos internos MAI. O movimento faz parte de uma estratégia para reduzir custos com IA e também diminuir a dependência de fornecedores externos. Os modelos MAI também já estão disponíveis no GitHub Copilot, e um modelo de transcrição próprio deve chegar ao Teams nos próximos meses. (Bloomberg)
Legendas automáticas
O X lançou novos recursos de edição de vídeo, incluindo legendas automáticas em vários idiomas e ferramentas de tela verde, em uma tentativa de incentivar criadores a produzir conteúdo original na plataforma em vez de reciclar material de terceiros. Os recursos chegam primeiro ao iOS, enquanto o aplicativo para Android ainda está sendo reconstruído. (TechCrunch)
Breakfast
Por hoje é só. Este é o breakfast, o seu primeiro gole de notícias. Uma seleção com os temas de destaque da política em Rondônia e do Brasil.
(*) Roberto Kuppê é jornalista e articulista político, com informações do Canal Meio
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