Uma operação da Polícia Federal movimentou Rondônia na manhã desta quarta-feira (9). A Operação Reduto investiga um suposto esquema de fraude em licitações, desvio de dinheiro público e prática de “rachadinha”, com cumprimento de mandados em Ariquemes, Porto Velho e Manaus.
A ação conta com o apoio da Controladoria-Geral da União (CGU) e do Ministério Público de Rondônia (MPRO).
Ao todo, estão sendo cumpridos 19 mandados de busca e apreensão — sendo 9 em Ariquemes, 8 em Porto Velho e 2 em Manaus — além de dois mandados de prisão preventiva, ambos em Ariquemes.
Justiça afasta servidores e bloqueia R$ 9 milhões
Por determinação do Tribunal de Justiça de Rondônia, 11 servidores públicos foram afastados dos cargos.
A decisão também autorizou o bloqueio de bens, ativos financeiros e criptoativos dos investigados, até o limite de R$ 9 milhões.
Investigação começou após alerta do Coaf
Segundo a Polícia Federal, a investigação teve início em 2024, depois que o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) identificou movimentações financeiras consideradas suspeitas envolvendo uma empresa de Manaus que mantinha contratos públicos em Rondônia.
Com o avanço das apurações, os investigadores passaram a suspeitar da atuação de uma associação criminosa dividida em duas frentes.
A primeira seria responsável por fraudar licitações e direcionar contratos públicos no município de Ariquemes.
A segunda investigada seria voltada ao desvio de recursos públicos por meio de contas de servidores comissionados da Assembleia Legislativa de Rondônia, em um esquema conhecido como “rachadinha”.
Movimentações superam R$ 9 milhões
De acordo com a Polícia Federal, foram identificadas movimentações financeiras superiores a R$ 9 milhões, consideradas incompatíveis com a renda declarada pelos investigados.
As medidas cumpridas nesta fase têm como objetivo reunir novas provas para aprofundar as investigações, que seguem em andamento.



