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domingo, agosto 2, 2026
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Coluna Zona Franca Especial de Domingo

Fúria já ganhou!

O candidato ao governo de Rondônia, Adailton Fúria (PSD), também tem o “já ganhou” prá dizer de seu. Além do favorito nas pesquisas Marcos Rogério (PL), Fúria também mostrou força impressionante na convenção realizada ontem em Porto Velho. O clima era de um grande show. Milhares de pessoas dentro e no entorno das dependências da Privilége. O próprio Fúria registrou montado numa motocicleta, as dificuldades para chegar ao local do evento. Um congestionamento característico da realização de um mega show, revelou a grandeza da convenção. Dito isso, Fúria poderá colocar água no chope do favoritismo de Marcos Rogério.

Ainda é grande favorito

Mesmo sendo ameaçado pelo crescimento de Adailton Fúria, a candidatura de Marcos Rogério continua favorita. Além de ter o apoio formal do candidato à presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), Marcos Rogério conta com apoio imprescindível e importante do prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), de cujo partido é o candidato à vice-governador, Delegado Camargo. A disputa promete emoções dignas de um FlaFlu, ou Corinthians e Palmeiras.

Convenção de Fúria assustou

A enorme quantidade de pessoas na convenção do candidato Adailton Fúria assustou os principais adversários. Realmente tinha muita gente. O candidato Samuel Costa (PSB), minimizou, acreditando que a maioria daquelas pessoas foi cooptada dentre servidores públicos e comissionados do governo do estado. Ou formada por grupos profissionais de pessoas pagas para estarem em eventos políticos, sejam de quaisquer ideologia. Segundo Costa, muitos informaram a ele que não iam votar naqueles candidatos. Assista ao vídeo:

 

Os vices

O fator vice-governador será importante nesta disputa. Marcos Rogério escolheu um deputado delegado para vice. Delegado Camargo, conhecido por seu forte temperamento. Já Fúria, escolheu um menos furioso, o comunicador Everton Leoni. São duas candidaturas de direita, com visões diferentes de governo. Marcos Rogério, mais político e Adailton Fúria, mais popular. Com um eleitorado majoritariamente conservador e bolsonarista, será difícil, neste momento, cravar quem será o vencedor.

Hildon, Samuel e Expedito Netto

E na cola de Adailton Fúria, três candidatos vão lutar para chegar ao segundo turno. Com menos recursos e apoios que os dois primeiros, Hildon Chaves (UPr), Expedito Netto (PT) e Samuel Costa (PSB), não vão dar vida fácil aos adversários. Eles apostam nas propostas de governo, no diálogo com a população e, nos debates que virão. Estão preparados para desconstruir os dois primeiros colocados nas principais pesquisas.

A vez de Hildon Chaves

E nesta segunda-feira, 3, às 18 horas, no auditório da Unopar, localizado no bairro Lagoa, em Porto Velho, será a vez de Hildon Chaves (UPr) mostrar sua força. Será na Unopar a convenção da federação União Progressista. O evento oficializará os candidatos da chapa majoritária e proporcional para as eleições de outubro, com destaque para Governo: Hildon Chaves; Vice-governador: Cirone Deiró; Senado: Mariana Carvalho e Silvia Cristina.

O vazio no MDB

Após a retirada do senador Confúcio Moura da disputa pela reeleição, caiu a ficha no MDB de Rondônia. O senador era o pilar que sustentava o partido. A viga que mantinha o partido de pé. O resultado é que se observa um vazio na campanha do candidato ao governo. Sem apoio de nenhuma prefeitura. Nada. Zero. Zéfini.

O retorno

O senador Confúcio Moura deve retornar hoje ao estado. Deverá conceder entrevistas e viajar pelo interior de Rondônia. Segundo fontes, 45 prefeitos estariam insatisfeitos com a renúncia dele à reeleição. São prefeitos que foram beneficiados pelo senador e por isso querem a continuidade dele no Senado Federal. Até onde este articulista tem de informação, Confúcio estaria irredutível. Ficou muito magoado com a punhalada sofrida na convenção partidária.

Duas mulheres do PT

Enquanto alguns fazem política apenas pelas redes sociais, Fátima Cleide e Márcia Regina, ambas do PT de Rondônia, escolheram o caminho mais difícil — e também o mais verdadeiro: percorrer estradas, visitar municípios, apertar mãos, ouvir as pessoas e fortalecer a organização popular. Durante toda esta semana, as pré-candidatas do Partido dos Trabalhadores à Assembleia Legislativa e à Câmara Federal cruzaram os municípios da região da BR-429 levando muito mais do que discursos. Levaram presença, diálogo, respeito e a certeza de que um projeto político só faz sentido quando nasce do contato direto com o povo.

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É justamente nesse corpo a corpo que se constrói uma campanha capaz de mobilizar consciências. Não existe algoritmo que substitua um abraço sincero, uma conversa olho no olho ou a confiança construída ao longo de anos de convivência e luta. Fátima Cleide e Márcia Regina não surgiram agora. Carregam histórias de compromisso com a educação, os trabalhadores, as mulheres, a agricultura familiar, a democracia e as políticas públicas voltadas para quem mais precisa. São lideranças forjadas na militância, conhecem Rondônia e sabem que os grandes desafios do estado exigem coragem, competência e compromisso social.

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A caminhada pela BR-429 também deixou evidente que o PT entra nesta disputa com disposição para crescer, organizar sua militância e ampliar sua representação política. A eleição não será vencida apenas por quem tiver mais recursos ou mais marketing. Será decidida, sobretudo, pela capacidade de mobilizar pessoas, formar consciência política e transformar esperança em participação. Cada reunião realizada, cada liderança incorporada e cada militante motivado representa um passo na construção de um projeto que busca fortalecer as candidaturas de Lula à Presidência da República, Expedito Neto ao Governo de Rondônia, Luciana Oliveira ao Senado, além das chapas proporcionais do Partido dos Trabalhadores.

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As mulheres do PT estão mostrando que política também se faz com sensibilidade, firmeza e capacidade de mobilização. E quando mulheres com a trajetória de Fátima Cleide e Márcia Regina entram em campo, a campanha ganha energia, organização e propósito.

Golpe na cara de pau

Está nítido. É cristalino. Está em curso um novo golpe contra a democracia. E o golpe está partindo do próprio judiciário, como ocorreu contra Lula que o levou à prisão tirando-o da disputa em 2018. Desta vez, o líder absoluto nas pesquisas não está sendo acusado de nada. O alvo é o entorno dele. Exatamente Lulinha, o filho mais velho de Lula que teria praticado tráfico de influência, mais conhecido como lobby. E não precisa ser culpado. O mais importante são as manchetes de sites e jornais. O resto é com as milícias virtuais e fábricas de fake news. Enquanto isso, Flávio Rachadinha Vorcaro da Nóbrega Sicario Bolsonaro está blindado pelo ministro André Mendonça. Igualmente blindados estão os presidentes do Progressistas, Ciro Nojeira, do União Brasil, Ricardo Rueda, Valdemar da Costa Neto (presidente nacional do PL), líder do PL, Sóstenes Cavalcante, dentre outros.

Uso político de setores da PF

O jurista e advogado Marco Aurélio de Carvalho denunciou o uso político de investigações policiais e o alinhamento da grande mídia no que classificou como “jornalismo de guerra” e tentativa de interferência no processo eleitoral. Comentando a recente abertura de inquérito contra Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Lula, Carvalho destacou que a soberania das urnas deve prevalecer sobre narrativas infladas e manobras investigativas sem justa causa.

Uso político de setores da PF 2

Carvalho enfatizou que a investida contra Fábio Luís tem caráter estritamente eleitoral. O advogado destacou a sincronicidade com que os principais veículos da imprensa corporativa estamparam manchetes idênticas sobre o caso, evidenciando uma estratégia coordenada para atingir o governo e o processo democrático.

Rumo ao Tetra

 Neste domingo, em São Paulo, Luiz Inácio Lula da Silva será oficializado pela sétima vez candidato à Presidência da República. Trata-se de um feito em si, um fenômeno que supera qualquer comparação nacional e global, presente e passada. Aos 80 anos, em sua melhor forma física e mental, depois de vencer três eleições presidenciais e de exercer este seu terceiro mandato em circunstâncias extraordinariamente adversas, Lula chega a uma nova disputa em posição muito competitiva, consagrado como o principal protagonista da história política nacional, numa trajetória que atravessa distintas conjunturas ao longo de quase 50 anos.

Rumo ao Tetra 2

Sua candidatura nasce cercada por uma ampla convergência de forças. Além do PT, reúne o apoio direto do PSB, do PV, do PDT e da federação PSOL-Rede. Conquista apoio entre partidos de oposição. Lidera entre jovens, idosos, pobres e mulheres. Avança em todas as regiões. As pesquisas de intenção de voto o dão como o candidato favorito.

Rumo ao Tetra 3

Ao mesmo tempo, seu principal adversário, traidor do país, agente do imperialismo, ligado ao crime, enfrenta dificuldades para consolidar uma frente unificada em seu próprio campo político. Na federação União Brasil-Progressistas, no Republicanos e no PSD persistem resistências à formalização de um apoio exclusivo, com lideranças e filiados recebendo liberdade para apoiar outras candidaturas, inclusive a do próprio Lula.

Rumo ao Tetra 4

Essa condição política de Lula é consequência direta de um governo que produziu resultados concretos. A economia voltou a crescer, o desemprego caiu aos níveis históricos mais baixos, o salário mínimo voltou a ser atualizado acima da inflação, os preços permaneceram sob controle e o vigor da moeda foi preservado, a despeito da instável conjuntura internacional. Mais recentemente, o Brasil voltou a sair do Mapa da Fome da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), um reconhecimento internacional da redução da subalimentação no país e da recuperação das políticas de combate à pobreza e à insegurança alimentar.

Rumo ao Tetra 5

Como se não bastassem os fatores adversos, seu terceiro mandato passou a enfrentar uma inédita pressão internacional. O governo Donald Trump adotou medidas tarifárias assumidamente motivadas a pressionar o processo político brasileiro. Tentou enviar representantes para visitar o presidiário Jair Bolsonaro, enquanto o consulado norte-americano em São Paulo promove encontros acintosos com influenciadores identificados com o bolsonarismo. Soma-se agora a esse ambiente as recorrentes hostilidades verbais do presidente argentino Javier Milei contra Lula e seu governo. Tais movimentos evidenciam que a disputa política brasileira passou a integrar um embate internacional mais amplo entre projetos democráticos e forças da extrema direita, com amplas repercussões geopolíticas. Apesar de inevitáveis tropeços eventuais, Lula é a grande esperança da resistência ao crescimento do fascismo no Ocidente.

Rumo ao Tetra 6

Mesmo submetido a um conjunto de pressões internas e externas, Lula voltou a demonstrar a qualidade que melhor explica sua permanência como principal liderança política brasileira: uma capacidade singular de compreender a correlação de forças em cada momento histórico. Nenhum dirigente brasileiro possui, nos dias de hoje, semelhante capacidade de condução com foco na base e no materialismo político mais cru. Lula sabe, antes de tudo, reconhecer os cenários de momento e encarar seus limites. Sabe esperar, quando o avanço é impossível, negociar quando a construção de consensos se impõe, absorver derrotas parciais sem perder o horizonte estratégico e identificar a oportunidade, quando ela se oferece, para retomar a iniciativa.

Rumo ao Tetra 7

Essa combinação de paciência, capacidade de diálogo, firmeza de propósitos e leitura precisa da conjuntura distingue Lula não apenas de seus adversários, mas também de muitos de seus aliados. Ao longo de décadas, acumulou vitórias políticas extraordinárias. Contudo, esse terceiro mandato representa um novo ápice de sua trajetória. Depois da perseguição política, da prisão posteriormente anulada pelo Supremo Tribunal Federal e do retorno à Presidência, Lula transformou um cenário que muitos previam conduzir ao abismo. Os adversários da mídia, dos partidos de oposição e até aliados chegaram a dizer que o presidente estava nas cordas, que era um fantasma sem poder e que o colapso era iminente.

Rumo ao Tetra 8

Em meio à névoa do catastrofismo, do pessimismo sincero ou interessado, o presidente soube não se abater e manter o foco no trabalho. Operou nos fundamentos para construir uma situação de maior estabilidade. Dessa forma, conseguiu ampliar alianças, recuperar a confiança internacional do Brasil, restabelecer políticas públicas estratégicas e reconstruir condições para o desenvolvimento econômico e social.

Rumo ao Tetra 9

Breakfast

Por hoje é só. Este é o breakfast, o seu primeiro gole de notícias. Uma seleção com os temas de destaque da política em Rondônia e do Brasil.

(*) Roberto Kuppê é jornalista e articulista político,  com informações do Canal Meio

Contato: [email protected]

O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Mais RO não tem responsabilidade legal pela opinião, que é exclusiva do autor.

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