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sexta-feira, agosto 21, 2026
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Crise no PSB: Neidinha Suruí leva ao MP/RO denúncia de violência política de gênero contra João Campos

A candidata ao Senado por Rondônia Neidinha Suruí (PSB) prestou declarações nesta sexta-feira (21), em Porto Velho, ao Ministério Público Eleitoral. A oitiva faz parte de uma apuração sobre possível violência política de gênero relacionada a atos partidários que teriam afetado sua candidatura.

A investigação é conduzida pelo 20º Ofício Eleitoral de Porto Velho e busca esclarecer os fatos e verificar se houve condutas previstas no artigo 326-B do Código Eleitoral.

Segundo a representação apresentada ao MP, Neidinha atribui ao candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB) uma suposta tentativa de retirar sua candidatura ao Senado por meio de atos partidários.

O caso ainda está em fase preliminar. O Ministério Público deverá analisar documentos, mensagens, depoimentos e outros elementos antes de concluir se houve ou não irregularidade eleitoral.

MP apura cronologia dos fatos

Entre os pontos investigados estão a escolha de Neidinha na convenção partidária, os atos posteriores relacionados à candidatura e a Resolução CEN nº 003/2026.

A promotoria também busca informações sobre contatos mantidos pela candidata e comunicações recebidas durante o processo.

Outro ponto será verificar se Neidinha sofreu situações que tenha interpretado como constrangimento, perseguição, ameaça, humilhação ou discriminação relacionadas à sua condição de mulher ou ao fato de ser indígena.

A investigação também pretende identificar possíveis responsáveis, datas, locais, meios utilizados e testemunhas.

Documentos serão analisados

O MP Eleitoral solicitou documentos, mensagens, vídeos, gravações, publicações e outros arquivos relacionados aos fatos apresentados na representação.

A advogada de Neidinha, Aline Coutinho Albuquerque Gomes Leon, também poderá prestar esclarecimentos sobre fatos que tenha presenciado e sobre os documentos apresentados.

O procedimento prevê ainda medidas para evitar exposição indevida e preservar dados pessoais e comunicações privadas que não tenham relação com a investigação.

Até o momento, a apuração não representa conclusão sobre a existência de crime eleitoral ou responsabilidade de qualquer pessoa.

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