Quem passa mal durante a noite, mas não apresenta sinais de gravidade, tem uma alternativa em Porto Velho. O Corujão da Saúde atende casos de baixa complexidade até a meia-noite em duas unidades da capital.
O serviço funciona desde fevereiro de 2025 e registra entre 70 e 90 atendimentos por noite em cada unidade, segundo a Prefeitura.
A proposta é atender situações consideradas leves e evitar que casos que não exigem atendimento de emergência sobrecarreguem as UPAs.
O que o Corujão atende?
Entre os casos que podem ser levados ao serviço estão dor de cabeça, dor de garganta, sintomas gripais sem falta de ar, vômitos ou diarreia sem sinais de desidratação.
Também são atendidos pequenos ferimentos e reações alérgicas leves.
A secretária municipal de Saúde, Sandra Cardoso, explica que o serviço ajuda a organizar o fluxo da rede durante a noite.
“O Corujão amplia o atendimento no período noturno e ajuda a organizar o fluxo da nossa rede. É importante saber quando procurar esse serviço e quando o caso exige um atendimento de maior complexidade”, afirmou.
Onde funciona?
O atendimento ocorre em duas Unidades de Saúde da Família:
- USF Hamilton Gondim — avenida José Amador dos Reis, s/n, bairro Tancredo Neves, zona Leste.
- USF Manoel Amorim de Matos — rua Angico, nº 5030, bairro Cohab, zona Sul.
Qualquer morador de Porto Velho pode procurar uma das unidades. Não há restrição por bairro.
O serviço funciona de segunda a sexta-feira, das 18h à meia-noite, inclusive nos feriados. A entrada de novos pacientes ocorre até 23h30.
Crianças também podem ser atendidas
Crianças acompanhadas pelos pais ou responsáveis também podem procurar o Corujão quando apresentarem sintomas compatíveis com atendimentos de baixa complexidade.
Caso a equipe identifique a necessidade de atendimento especializado, o paciente será encaminhado para uma unidade de referência.
O prefeito Léo Moraes destaca que a medida também ajuda a liberar as UPAs para os casos mais graves.
“Quando direcionamos cada paciente para o serviço adequado, conseguimos oferecer uma resposta melhor para todos”, afirmou.
O que não é atendido no Corujão
O serviço não substitui consultas de rotina nas Unidades de Saúde da Família.
Também não realiza acompanhamento de doenças crônicas, pré-natal, exames preventivos, vacinação ou renovação de receitas de uso contínuo.
Já em situações graves, a orientação é procurar imediatamente uma UPA ou acionar o Samu pelo 192.
Entre os sinais de alerta estão falta de ar intensa, dor no peito, perda de consciência, acidentes ou outros quadros que apresentem risco à vida.
A ideia é simples: casos leves podem ser atendidos no Corujão, enquanto situações graves devem seguir diretamente para os serviços de urgência e emergência.



