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sábado, outubro 17, 2026
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Coluna Zona Franca

Por Roberto Kuppê (*)

Faltam oito dias

Faltando apenas oito dias para as eleições de 2026, segundo turno, os dois candidatos à presidência da República, Luis Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), estão rigorosamente empatados. Doravante, vencerá aquele que cometer menos erros. E ontem, na entrevista concedida à Renata Lo Prette, Rede Globo, Flávio fez o favor de cometer vários erros, além de proferir mentiras (fake news) à vontade. É verdade que Lo Prette foi dura e incisiva, mas deixou o pinóquio falar o que queria para lacrar nas redes sociais. A jornalista desmentiu o candidato em várias oportunidades. Flávio não respondeu a maioria das perguntas e falou o nome de Lula 28 vezes. Na entrevista de Lula um dia antes, o petista simplesmente ignorou o bolsonarista.

A entrevista foi um desastre

O sujeito é fraco, e a entrevista ao Jornal Nacional só não foi uma tragédia porque o que importava para a campanha do candidato da extrema direita era a produção de cortes, com frases prontas para as redes sociais. Flávio Bolsonaro gaguejou diante de Renata Lo Prete, desde o início da conversa no JN, e incluiu, por ser simplório, até a venda de imóveis do governo para conseguir cortar prometidos R$ 200 bilhões dos gastos do governo.

A entrevista foi um desastre 2

E também gaguejou muito, logo depois, ao tentar explicar por que mudou de ideia sobre o fim da escala 6X1. Não passou convicção sobre o que o levou a voltar atrás na votação da PEC, que teve o apoio de todo o bolsonarismo, com exceção do senador Hamilton Mourão. Segundo ele, um dia de folga a mais servirá apenas para que os trabalhadores andem de ônibus e sejam assaltados. E ainda levou pelo menos três puxões de orelha da entrevistadora para que não comentasse o que não é fato e não estava na pauta da conversa. Renata o expôs como disseminador de mentiras na entrevista.  As informações são do Diário do Centro do Mundo.

O que marcou

Flávio Bolsonaro repetiu várias fake news como a destinação de 30 milhões de Vorcaro para o filme de Lula. Embora fale que vai cortar 250 bilhões do orçamento, disse que vai manter todos os programas sociais de Lula. Vai cortar o que então? Se vai manter tudo do Lula, por que o eleitor deveria votar nele?

Botou pra lascar

Lula se precipitou ao condenar a Globo antecipadamente. Ou a direção da Globo não atualizou a Renata Lo Prette. Pois ela triturou o Flávio Rachadinha. Lula achou que ao almoçar com a alta cúpula da Globo, a entrevista seria mamão com açúcar. Não foi. Foi dureza. Lo Prette botou pra lascar.

Botou pra lascar 2

A jornalista Renata Lo Prete protagonizou um dos momentos de maior cobrança da sabatina com Flávio Bolsonaro. Ao perceber que sua pergunta não havia sido respondida, ela disparou: “Candidato, eu entendi que fiquei sem resposta!” O episódio aconteceu durante um questionamento sobre a proposta de retirar a identificação de munições adquiridas pelas forças de segurança.
Renata queria saber como a medida contribuiria para combater o crime organizado. Flávio passou a abordar outros temas, como fiscalização de fronteiras, endurecimento de penas e uso de tecnologia na segurança pública, sem esclarecer diretamente o ponto levantado pela jornalista. A cobrança evidenciou a dificuldade do candidato em justificar a proposta durante a entrevista.

Caro eleitor bolsonarista

Convença a este articulista a votar em Flávio Bolsonaro. Analise toda a carreira política de Flávio desde vereador a senador da República. O que ele fez para combater a criminalidade no Rio de Janeiro, posto que segurança é uma de suas principais preocupações? Se analisar friamente não vai encontrar absolutamente nada! Muito pelo contrário. Flávio faz parte da criminalidade fluminense. Como deputado homenageou e empregou familiares de chefes do tráfico (CV). É amigo de milicianos e apoia políticos ligados ao narcotráfico. Renata Lo Prette cobrou explicações sobre a prisão de Márcio Canellas (União Brasil-RJ), deputado estadual eleito, por fazer parte do crime organizado. Canellas é parceiro político de Flávio Bolsonaro. Portanto, caro eleitor bolsonarista, ainda vai votar num criminoso? Se sim, o problema não é com Flávio Bolsonaro. É com o seu caráter.

Debate na Band

Flávio Bolsonaro deve ir ao debate com Lula amanhã na Band todo confiante achando que se saiu bem na entrevista da Globo. A estratégia dele será impor-se à Lula e constrangê-lo já que não tem propostas a apresentar. Se souber fazer, Lula poderá encurralá-lo, confrontando com fatos reais, principalmente sobre o Caso Master. Lula não pode cristalizar, dar branco, como ocorreu com Biden num debate com Trump. Lula terá que imprimir força e enfatizar as denúncias greves que pesam sobre Flávio. Sobre empreendedorismo e prosperidade, Lula tem que dizer que a população brasileira já vem prosperando no governo dele desde 2003 quando implantou os programas sociais e a tirou do mapa da pobreza. A maioria dos milhares de formandos dos institutos federais e das universidades criadas por Lula, tornou-se empreendedores e empresários.

Dark Horse: PF identifica “severa” divergência

A Polícia Federal identificou uma divergência considerada “severa” entre os valores transferidos ao exterior e os recursos que ingressaram no Brasil para financiar o filme “Dark Horse”, produção cinematográfica sobre o ex-mandatário Jair Bolsonaro (PL). Segundo os investigadores, mais de US$ 12 milhões foram enviados a um fundo nos Estados Unidos, enquanto apenas US$ 2,8 milhões tiveram entrada registrada no país. A diferença, superior a US$ 9,2 milhões, levou a corporação a aprofundar as apurações sobre o destino do dinheiro e a possibilidade de utilização do projeto cinematográfico para encobrir movimentações financeiras irregulares.

Dark Horse: PF identifica “severa” divergência 2

Dark Horse: PF identifica “severa” divergência 3

Em um dos documentos, a Polícia Federal sustenta que o projeto pode ter “servido como narrativa de cobertura para a ocultação, simulação e desvio de recursos”. A corporação considera necessário aprofundar a análise dos registros financeiros para identificar a destinação dos valores e verificar a correspondência entre as transferências internacionais e as despesas efetivamente realizadas. “Torna-se, portanto, indispensável submeter todo o acervo documental e bancário a um rigoroso exame pericial forense para confrontar os aportes internacionais, a contabilidade da produtora brasileira e o lastro das despesas declaradas”, afirma a Polícia Federal.

Produtora declarou custo de R$ 75,1 milhões

A investigação também examina os valores apresentados pela Go UP Entertainment, empresa responsável pela realização de “Dark Horse”. Em junho deste ano, a produtora informou que o longa-metragem teve um custo de pelo menos R$ 75,1 milhões. A declaração consta de um documento incorporado ao inquérito da Polícia Civil que investiga a empresária Karina Ferreira da Gama, proprietária da companhia. Segundo os registros apresentados, aproximadamente R$ 54 milhões foram gastos no exterior, enquanto R$ 20,9 milhões corresponderam a despesas realizadas no Brasil.

PF apura financiamento de Eduardo Bolsonaro

As investigações abrangem outras movimentações financeiras relacionadas ao projeto cinematográfico e a integrantes da família Bolsonaro. Uma das linhas de apuração examina repasses realizados pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, a pedido do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Outra procura esclarecer se parte dos recursos movimentados por meio do fundo Havengate pode ter sido utilizada para custear despesas de Eduardo Bolsonaro durante sua permanência nos Estados Unidos. As informações são do Brasil 247.

Queima de arquivo

A coluna considera reforçar a segurança e a vigilância em torno de Daniel Vorcaro na Papudinha. Ele é um arquivo vivo e a morte dele beneficiaria a muitas autoridades envolvidas, inclusive e principalmente, a Flávio Bolsonaro. A CIA e o Mossad (polícia federal israelense) não brincam em serviço.

 

Por hoje é só. Este é o breakfast, o seu primeiro gole de notícias. Uma seleção com os temas de destaque da política em Rondônia e do Brasil.

(*) Roberto Kuppê é jornalista e articulista político,  com informações do Canal Meio

Contato: [email protected]

O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Mais RO não tem responsabilidade legal pela opinião, que é exclusiva do autor.

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