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quarta-feira, novembro 4, 2026
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Lula inspira o mundo: Trump perde nos EUA

Por Roberto Kuppê (*)

A onda Lula contamina o mundo. Desde a vitória histórica, e de virada, de Luis Inácio Lula da (PT), um sentimento de coragem e força tomou conta da esquerda contra a extrema direita em nível mundial. Os reflexos da vitória acachapante de Lula reverberaram primeiro na Espanha, onde o primeiro ministro Pedro Sánchez busca reeleição. Na Argentina, Cristina Kishner convocou o general André Janones para ajudá-la nas eleições presidenciais do ano que vem. Na prática, o primeiro país a se inspirar e votar contra a extrema direita foram os Estados Unidos! Após a repercussão da vitória de Lula, os cidadãos norte-americanos votaram ontem contra o extremista Donald Trump.

O Partido Democrata conquistou na madrugada desta quarta-feira (4) a maioria das cadeiras no Senado dos EUA, impondo uma derrota histórica a Donald Trump nas eleições de meio de mandato, conhecidas como midterms. Com maioria o Democratas poderá até pedir e aprovar o impeachment de Trump! O primeiro pedido não passou no Senado, mas agora Trump não terá nem Câmara e nem Senado.

Ativistas e políticos democratas usaram a recente vitória de Lula no Brasil para mobilizar eleitores nas eleições legislativas dos EUA, promovendo a campanha “vote como um brasileiro” e adotando táticas digitais contra a extrema-direita. Paralelamente, a ida de Flávio Bolsonaro ao país gerou sátiras em Nova York e levou 25 parlamentares americanos a cobrarem do governo explicações sobre o visto concedido ao senador brasileiro, com promessas de investigações caso vençam o pleito.

Um cartaz com a frase “Run like Flavio Bolsonaro” foi exibido às margens do percurso da Maratona de Nova York, fazendo menção à saída do parlamentar do Brasil após o resultado das urnas.

A deputada Pramila Jayapal reforçou a disposição de fiscalizar o caso caso a oposição conquiste a maioria nas urnas. “Se vencermos na terça-feira [nas eleições de meio de mandato nos EUA], exerceremos nossa função de fiscalização e investigaremos o que o governo Trump e o que a Meta fizeram no Brasil, e faremos tudo ao nosso alcance para apoiar os resultados democráticos das eleições brasileiras”.

Outra frente de engajamento ganhou tração por meio da plataforma independente Feminist, que reuniu e divulgou recomendações elaboradas por voluntários brasileiros para enfrentar discursos de extrema-direita. A mobilização digital contou com orientações de ativistas para que o público americano evite interações com conteúdos do movimento MAGA, de Donald Trump, e priorize o diálogo direto com familiares e vizinhos. Uma das participantes das redes ressaltou a importância de manter a comunicação comunitária ativa em momentos decisivos. “Não desistam, democratas! Sou brasileira e fiz parte do “Exército do Lula” (canal no WhatsApp que acumulou mais de 10 milhões de pessoas). Foi incrivelmente estressante, mas, enquanto sofremos em silêncio, os fascistas estão se mobilizando internamente, e são muitos. Não fiquem quietos! Conversem com seus vizinhos, familiares, amigos e colegas de faculdade”.

A utilização da hashtag “Vote like a Brazilian” impulsionou postagens de criadoras como a atriz Jessica Craven, que incentivou a adoção de táticas de panfletagem e apoio logístico para levar eleitores com dificuldade de locomoção às urnas. “Tenho lido sobre como os brasileiros comuns conseguiram reverter uma situação eleitoral desastrosa e transformá-la em uma vitória impressionante. Há coisas que podemos aprender com eles”.

Nos Estados Unidos, ao contrário do Brasil, o voto não é obrigatório, mas os eleitores foram às urnas, motivados pelos vídeos das redes sociais no Brasil.

A vitória massacrante dos Democratas vai enfraquecer sobremaneira o presidente dos Estados Unidos, que, doravante, será um pato manco. Ruim para a dupla Flávio e Eduardo Bolsonaro que está homiziada naquele país. Democratas exigem a deportação dos dois mas essa ação é privativa de Donald Trump. Sob pressão, capaz de Trump ceder. Ele já tem problemas internos demais para resolver.

É só o começo da reviravolta mundial contra o fascismo. Lula vai estar na Turquia na semana que vem para a COP31, ocasião em que será instado a comandar um levante mundial contra a extrema direita e o fascismo. O nosso presidente é tido no exterior como um herói. Não é à toa que está sendo cotado para receber o Prêmio Nobel da Paz de 2027.

Com informações do site Terra.

P.S. Felipe Sousa-Lazaballet, do Partido Democrata, venceu a disputa pelo Distrito 42, na região de Orlando, e se tornou o primeiro brasileiro eleito para o Legislativo estadual da Flórida. Nascido em Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, Felipe chegou aos Estados Unidos aos 14 anos e viveu por cerca de 15 anos sem documentação migratória. Aos 40 anos, também entra para a história como o primeiro imigrante abertamente gay eleito deputado estadual no estado. Uma conquista marcante para a representatividade brasileira na política americana.

(*) Roberto Kuppê é jornalista e articulista político e coordenador do Comitê Independente Lula Prêmio Nobel da Paz. 

Contato: [email protected]

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P.S A Coluna Zona Franca está temporariamente fora do ar sem data para retornar.

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