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quarta-feira, novembro 4, 2026
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Novo governo estuda cortes em contratos, diárias e cargos para reforçar a Saúde

Novo governo pretende agir nos primeiros 100 dias, revisar contratos e cortar despesas para ampliar recursos destinados à Saúde.

O futuro governo de Marcos Rogério (PL) pretende começar a gestão com uma força-tarefa para enfrentar um dos principais problemas da população de Rondônia: as filas por consultas, exames e cirurgias na rede pública de Saúde.

A proposta é criar um Gabinete de Crise, formado por técnicos da área, para identificar os principais gargalos e acelerar decisões nos primeiros 100 dias de administração.

A iniciativa está entre as principais promessas de campanha do governador eleito e deverá orientar parte das primeiras medidas da nova gestão.

O deputado federal reeleito Lúcio Mosquini (PL), responsável pela coordenação da transição, deve apresentar nesta semana os primeiros diagnósticos elaborados pelas equipes setoriais.

Com esse levantamento, o futuro governo pretende definir prioridades e iniciar as negociações com a Assembleia Legislativa para ajustar o Orçamento de 2027.

Saúde pode receber mais recursos

A proposta é dar prioridade à Saúde, mas o novo governo também terá que lidar com os limites e compromissos já previstos no orçamento estadual.

Atualmente, a legislação garante a aplicação mínima de 12% do orçamento em Saúde e 25% em Educação.

Esses percentuais foram respeitados na elaboração da Lei Orçamentária, assim como os repasses aos Poderes e as emendas parlamentares.

Mesmo com os valores já definidos, Marcos Rogério poderá negociar com os deputados estaduais a ampliação dos recursos destinados às duas áreas.

A possibilidade dependerá de articulação política e da disponibilidade financeira do Estado.

Mais de R$ 20 bilhões divididos entre os Poderes

O orçamento estadual, estimado em pouco mais de R$ 20 bilhões por ano, também estabelece quanto cada Poder e órgão receberá.

A divisão prevista é a seguinte:

  • Poder Executivo: 74,89%;

  • Poder Judiciário: 11,29%;

  • Ministério Público: 4,98%;

  • Assembleia Legislativa: 4,77%;

  • Tribunal de Contas: 2,54%;

  • Defensoria Pública: 1,53%.

A legislação também determina que o Executivo informe mensalmente a arrecadação estadual, permitindo o cálculo dos repasses de cada instituição.

Deputados terão R$ 15 milhões em emendas

Outro ponto que estará na mesa de negociação envolve as emendas parlamentares.

Cada deputado estadual da próxima legislatura terá previsão de R$ 15 milhões para indicar investimentos e ações.

Metade desse valor, obrigatoriamente, deverá ser destinada à Saúde.

Os recursos foram calculados com base em 2% da Receita Corrente Líquida apurada em 2026. O montante ainda poderá sofrer alterações, dependendo do fechamento do ano fiscal.

Governo promete cortar despesas

Para abrir espaço no orçamento e financiar as primeiras medidas, a equipe de Marcos Rogério também estuda reduzir gastos da máquina pública.

Segundo Lúcio Mosquini, a intenção é fazer um pente-fino nos contratos do governo e cortar despesas consideradas desnecessárias.

Entre os pontos citados estão gastos com cargos de confiança, diárias e viagens.

A expectativa é direcionar parte da economia para ações na Saúde, especialmente para reduzir o tempo de espera por consultas, exames e procedimentos cirúrgicos.

Os primeiros diagnósticos da transição devem ajudar a definir quais medidas serão adotadas e quanto o novo governo poderá remanejar para colocar em prática as promessas feitas durante a campanha.

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